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  • Podcast Iluminação Diária

    #150 – Refúgio: Um caminho seguro e significativo para a vida – Parte 1

    #150 – Refúgio: Um caminho seguro e significativo para a vida – Parte 1

     
     
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    O Prof. Alex Berzin explica:

    Tomar refúgio é a fundação para todos os ensinamentos e práticas budistas. É chamado “a porta de entrada do caminho budista.” Quando compreendemos que tomar refúgio significa trabalhar em nós mesmos, vemos que é um processo ativo de imprimir uma direção segura e significativa em nossas vidas.

    Trabalhamos em nós mesmos seguindo os métodos que Buda ensinou para livrar-nos da confusão, de emoções perturbadoras e de comportamentos compulsivos e para desenvolver todas as boas qualidades. Isto é o que todos os budas fizeram e mestres altamente realizados estão fazendo, e o que nós tentamos fazer seguindo seus passos.

    Dissipando a Confusão sobre a Finalidade da Prática Budista em Nossas Vidas

    Pediram para eu falar sobre a relevância do refúgio na vida cotidiana. Isso trouxe à minha mente o exemplo de Atisha, o grande mestre indiano que foi para o Tibete no final do décimo século. Ele foi um dos grandes mestres que ajudaram a reviver o budismo no Tibete depois de seu declínio após sua introdução inicial da Índia. A situação no Tibete naquele tempo é que havia uma grande quantidade de mal entendidos, particularmente sobre o tantra e alguns ensinamentos mais avançados.

    Não havia professores realmente qualificados. De fato, não havia professores por perto que pudessem realmente explicar as coisas mais claramente. Embora houvesse um número de textos que estivessem traduzidos, obviamente não muitas pessoas podiam ler e não haviam muitas cópias. Mesmo se soubessem ler, era muito difícil encontrar algum esclarecimento sobre o que liam.

    Para ajudar nesta situação, um dos reis do Tibete Ocidental enviou alguns estudantes muito corajosos à Índia para convidar um grande mestre budista para retornar com eles ao Tibete. Tiveram que viajar a pé, aprender as línguas e lidar com o clima.

    Muitos deles morreram ou na viagem ou quando estavam na Índia. Mas, em todo o caso, eles conseguiram convidar Atisha, este grande mestre da Índia, para voltar ao Tibete. O que ele ensinou durante os muitos anos que esteve por lá foi sobre o refúgio e karma. De fato, ele era conhecido como “o Lama do refúgio e do karma.” Este foi o nome que os tibetanos lhe deram.

    O exemplo de Atisha é bastante relevante hoje em dia. Atualmente há também muita confusão sobre o budismo e o que sua prática significa a nível cotidiano. De novo, há muitos mal entendidos sobre o tantra e outros ensinamentos avançados.

    As pessoas pulam para estas práticas com pouca ou nenhuma base nos ensinamentos budistas básicos. Imaginam que executar um ritual de certa forma mágico é o que significa praticar o budismo. Trivializando a relevância e a importância do refúgio e a diferença que faz em nossas vidas diárias, eles estão perdendo o foco.

    Não importa como nossa situação de vida possa ser, a prática budista serve para trabalhar em nós mesmos, tentando nos melhorar para sermos pessoas melhores. Não é algo que fazemos apenas em paralelo, como um passatempo ou um esporte, por talvez uma meia hora por dia, ou uma vez por semana após o trabalho em uma sessão curta quando já estamos bem cansados.

    Preferencialmente, é algo prático que tentamos fazer todo o tempo – sempre trabalhando em nós. Isto significa reconhecer nossas deficiências e boas qualidades e aprender então métodos para enfraquecer a força das primeiras e reforçar as últimas. O objetivo é eventualmente livrar-nos de todas as deficiências e compreender completamente todas as boas qualidades.

    Isto não é somente para nosso próprio benefício, embora certamente nos beneficiemos disto em termos de sermos mais felizes na vida. Isto é também para sermos mais eficazes em ajudar os outros, e desse modo para o benefício dos outros também. Isto é o que a prática budista significa. O que a torna distintamente budista são os métodos envolvidos para atingir estes objetivos; e o refúgio significa que nos voltamos para aqueles métodos e os adotamos em nossas vidas.


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  • Palavras de compaixão

    #9 – Duas perguntas para aprender a lidar com o medo

    Perguntaram a nossa querida mestra Jetsunma Tenzin Palmo: Quando medito, às vezes vejo esse vazio e fico com medo. O que posso fazer a respeito disso?

    Resposta

    Não acho que seja ruim experimentar o medo. É bastante comum sentir medo quando meditamos. É o ego que está com medo de morrer. E ele está certo por ter medo porque ele vai morrer.

    O ego teme que seus jogos sejam descobertos por isso entra em pânico. Quando estamos na crista de algum novo entendimento, ele sempre entra em pânico. Mas esse pânico não é algo ruim.

    Em vez de seguir o pânico, tendo um chilique ou o que seja, podemos tentar ficar presentes no momento com aquele pânico, com uma mente muito compassiva e gentil, permitindo que o medo surja, reconhecendo, aceitando e ficando com ele.

    O importante é não tentar nos dis- trairmos dele. É natural querermos fazer alguma coisa para distrair nossa mente do medo. Mas, sempre que fazemos isso, estamos nos configurando para passar por experiências semelhantes mais vezes.

    É melhor apenas sentar em silêncio e tentar encarar o medo. Pergunte de onde ele vem e quem está com medo. Essa é uma grande pergunta a fazer se você tem medo.

    Minha experiência

    Lembro-me de algumas vezes estar de frente com emoções negativas e de querer sair correndo ou me distrair ou entreter com algo para fugir do desconforto de encarar aquilo que estava sentindo.

    Esse é o nosso primeiro impulso quando estamos sofrendo por algo, correr.

    Mas ao fazer isso, como a iluminada Jetsunma Tenzin Palmo disse, você acaba gerando o hábito de levar aquela mesma forma de lidar com os problemas para outras situações.

    Na minha experiência a melhor forma de aplicar esse ensinamento é olhar diretamente para o que está causando desconforto naquele momento.

    Fique um pouco só se possível, observe com gentileza o que você está sentindo, seja bondoso com seu desconforto.

    Se você correr dele, será pior, pois só fará com que fique escondido e aumentando com o passar do tempo.

    Ao olhar para o seu sofrimento com coragem, sei que não é fácil, mas é possível, você aprenderá a lidar com o que quer que surja dentro de você.

    Essa é uma prática muito sutil e poderosa. Vamos aplicar os ensinamentos desses grandes mestres.

    As duas perguntas chaves

    1 – DE ONDE VEM ESSE [SENTIMENTO, SOFRIMENTO, DESCONFORTO]

    2 – QUEM ESTÁ EXPERIMENTANDO ISSO?

    Vamos praticar?


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  • Gotas de sabedoria

    #78 – Essa é uma grande pergunta a fazer se você tem medo

    Esse é o episódio #78 da 2º temporada da nossa série Gotas de Sabedoria.

    E hoje compartilho um trecho do livro REFLEXOS EM UM LAGO NA MONTANHA de uma de minhas mestras Jetsunma Tenzin Palmo:


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