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    #162 – Você também pode se tornar um Buda

    #162 – Você também pode se tornar um Buda

     
     
    00:00 / 14:33min
     
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    Se o objetivo da vida é a felicidade duradoura, tanto para nós quanto para os outros, a coisa mais significativa e lógica a se fazer é trabalhar por esse objetivo de forma realista. Embora objetos materiais possam nos trazer certa felicidade, a verdadeira fonte de felicidade é a nossa própria mente. Quando todas as nossas capacidades são plenamente desenvolvidas e nossas deficiências são superadas, nos tornamos um buda, uma fonte de felicidade não só para nós mesmos, mas para todos os outros. Todos nós podemos alcançar isso. Todos podemos nos tornar budas, porque todos temos dentro de nós os fatores completos que nos permitirão alcançar esse objetivo. Todos nós temos natureza búdica.

    O budismo afirma enfaticamente que todos nós podemos nos tornar budas, mas o que significa se tornar um buda? Um buda é uma pessoa que eliminou todas as suas falhas, corrigiu todos os seus defeitos e realizou todos os seus potenciais. Todos eles começaram como nós: seres comuns que passam por dificuldades na vida. Assim como nós, seus problemas repetiam-se descontroladamente por causa de sua confusão em relação à realidade, de suas projeções irreais e de sua crença obstinada nelas e, consequentemente, de suas emoções perturbadoras e comportamentos compulsivos. Mas eles perceberam que suas projeções não correspondiam à realidade e, motivados por uma forte determinação de se libertar do sofrimento que sua inconsciência ingênua lhes causava, eventualmente pararam de automaticamente acreditar nas fantasias que suas mentes projetavam. Por esse motivo eles pararam de sentir emoções perturbadoras e de agir compulsivamente.

    Durante todo esse processo, eles se esforçaram por fortalecer suas emoções positivas, como amor e compaixão por todas as pessoas igualmente, e ajudaram os outros o máximo possível. Eles desenvolveram um amor terno por todas as pessoas, assim como o que uma mãe carinhosa sente por seu único filho. Impulsionados pela energia desse amor e compaixão intensos e dirigidos a todos, e pela decisão excepcional de ajudar a todos, sua compreensão da realidade tornou-se cada vez mais forte. Eventualmente ficaram tão poderosos que suas mentes pararam de projetar as aparências enganosas de que tudo e todos existem por si mesmos, separados de todo o resto. Sem qualquer obstáculo, viram claramente como tudo que existe está interligado e é interdependente.

    Com essa realização, eles se iluminaram, se tornaram budas. Seus corpos, suas habilidades de comunicação e suas mentes ficaram livres de todas as limitações. Por saberem o efeito em cada pessoa de qualquer coisa que ensinassem, tornaram-se capazes de ajudar todos os seres, tanto quanto fosse realisticamente possível. Mas nem mesmo um buda é onipotente. Um buda pode exercer uma influência positiva apenas naqueles que estão abertos e receptivos à sua orientação e que a seguem corretamente.

    E o Buda disse que todos podem alcançar o que ele alcançou. Todos podem se tornar um buda. Isso é possível porque todos nós temos a matéria prima básica que possibilita isso. Essa matéria prima é conhecida como “natureza búdica”.

    A neurociência trata da neuroplasticidade – a habilidade do cérebro de se modificar e desenvolver novos circuitos neurais durante a nossa vida. Quando a parte do cérebro que controla uma função, como usar a mão direita, fica paralisada, o treinamento com fisioterapia pode fazer com que o cérebro desenvolva novos circuitos neurais, permitindo que utilizemos a mão esquerda. Estudos recentes mostraram que a meditação em compaixão, por exemplo, também pode criar novos circuitos neurais resultando em mais felicidade e paz de espírito. Já que a mente pode causar mudanças fisiológicas como esta, da mesma forma que podemos falar de neuroplasticidade do cérebro, também podemos falar de plasticidade da mente. O fato de que nossas mentes, e portanto os traços de nossas personalidades, não são estáticos e fixos, e que podem ser estimulados para desenvolver novos circuitos positivos, é o fator mais fundamental que permite a todos nós nos tornarmos budas iluminados.

    No nível fisiológico, sempre que fazemos, dizemos ou pensamos algo construtivo, construímos e fortalecemos um circuito neural positivo que torna mais fácil e, portanto, mais provável que repitamos a ação. No nível mental, o budismo diz que dessa forma nós desenvolvemos força e potencial positivos. Quanto mais reforçamos a rede de força positiva, especialmente ao fazer algo benéfico pelos outros, mais forte ela se torna. A força positiva, quando dirigida à habilidade de ajudar todos os seres completamente, como um buda, é o que nos permite alcançar o objetivo de sermos universalmente úteis.

    De forma similar, quanto mais nos concentramos na ausência de qualquer coisa real que corresponda às nossas falsas projeções da realidade, mais enfraquecemos os circuitos neurais e mentais, primeiramente de acreditar nessas projeções mentais e depois de projetá-las como um todo. Eventualmente, nossas mentes se livram desses circuitos neurais e mentais ilusórios e também dos circuitos de emoções perturbadoras e padrões de comportamento compulsivos que dependem deles. Em vez disso, desenvolvemos fortes circuitos neurais e mentais de percepção profunda da realidade. Quando esses circuitos são potencializados pela força de almejar pela mente onisciente de um buda, que sabe como ajudar todo e qualquer ser limitado da melhor forma possível, essa rede de consciência profunda nos permite alcançar a mente de um buda.

    Todos nós temos um corpo, capacidade de nos comunicar com os outros – principalmente pela fala – e também uma mente, que são a matéria prima para alcançarmos o corpo, a fala e a mente de um buda. Esses três também são fatores de natureza búdica. De forma semelhante, todos nós temos algum nível de boas qualidades – nossos instintos de autopreservação, preservação da espécie, nossos instintos maternais e paternais e assim por diante – assim como a capacidade de agir e influenciar os outros. Esses também são fatores de natureza búdica, eles são nossa matéria prima para cultivar as boas qualidades, tais como amor e cuidado ilimitados e as atividades iluminadas de um buda.

    Quando examinamos como nossas mentes funcionam, podemos descobrir mais fatores de natureza búdica. Todos somos capazes de receber informações, agrupar coisas que têm alguma característica em comum, distinguir a individualidade das coisas, reagir ao que percebemos e saber o que as coisas são. Essas formas de funcionamento da nossa atividade mental são atualmente limitadas, mas elas também são matéria prima para alcançarmos a mente de um buda, na qual elas funcionarão em seu potencial máximo.

    Conclusão

    Já que todos nós temos a matéria prima para nos tornarmos um buda, é simplesmente uma questão de motivação e de trabalho duro constante até que nos tornemos iluminados. O progresso nunca é linear: alguns dias serão melhores e outros piores. O caminho para alcançar o estado de um buda é longo e não é fácil. Mas quanto mais nos lembrarmos de nossos fatores de natureza búdica, mais evitaremos o desânimo. Nós simplesmente precisamos nos lembrar de que não há nada inerentemente errado conosco. Nós podemos superar todos os obstáculos com uma boa motivação, forte o suficiente, e seguindo métodos realistas que combinam habilmente compaixão e sabedoria.

    Ensinamento do Prof. Alex Berzin


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    #161 – Como praticar a meditação da respiração

    #161 – Como praticar a meditação da respiração

     
     
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    A meditação da respiração é provavelmente a prática de meditação mais popular e direta. É também a base de muitas outras formas de meditação. Tente estas instruções essenciais.

    Encontre um lugar calmo e elevado onde você possa praticar sua meditação. Ao iniciar, veja se você pode permitir 5 minutos para a prática.

    1. Sente-se. De pernas cruzadas em uma almofada de meditação ou em uma cadeira de encosto reto, com os pés apoiados no chão, sem encostar-se ao encosto da cadeira.

    2. Encontre sua postura sentada. Coloque as mãos com as palmas das mãos sobre as coxas e sente-se em uma postura ereta, com as costas retas – relaxadas, mas dignas. Com os olhos abertos, descanse o olhar confortavelmente enquanto olha levemente para baixo cerca de um metro e oitenta à sua frente.

    3. Observe e siga sua respiração. Coloque sua atenção levemente em sua expiração, mantendo-se consciente do seu ambiente. Fique com cada respiração enquanto o ar sai pela boca e pelas narinas e se dissolve no espaço ao seu redor.

    No final de cada expiração, simplesmente descanse até que a próxima inspiração comece naturalmente. Para uma meditação mais focada, você pode acompanhar tanto a expiração quanto a inspiração.

    4. Observe os pensamentos e sentimentos que surgem. Sempre que notar que um pensamento, sentimento ou percepção desviou sua atenção da respiração, basta dizer a si mesmo “pensando” e voltar a seguir a respiração. Não há necessidade de se julgar quando isso acontece; apenas observe-o com cuidado e preste atenção à sua respiração e postura.

    5. Termine sua sessão. Após o tempo estipulado, você pode considerar o período de prática de meditação terminado. Mas não há necessidade de renunciar a qualquer sensação de calma, atenção plena ou abertura que você experimentou. Veja se você pode conscientemente permitir que elas permaneçam presentes durante o resto do seu dia.

    Pronto! Você acabou de meditar! 

    Se você topa fazer essa prática 1x por dia durante 7 dias, me envie uma mensagem pelo Instagram @sobrebudismo

    Esse artigo foi traduzido do site Lions Roar


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    #160 – O Buda e o vendedor de cachorro-quente

    #160 – O Buda e o vendedor de cachorro-quente

     
     
    00:00 / 9:00min
     
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    Se ainda não tivemos uma experiência direta da interdependência e da ausência de fronteiras, as coisas podem ficar um tanto quanto abstratas e vagas.

    Por exemplo, quando se deparam pela primeira vez com o Caminho do Meio, as pessoas algumas vezes pensam: “Bem, se não podemos encontrar os parâmetros do eu e do outro, isso deve significar que tudo é um”.

    Você já ouviu essa piada: “O que o Buda disse para o vendedor de cachorro-quente?” “Faça-me Um com tudo”6. Mas o que isso significa exatamente? Será que significa que tudo é igual?

    A maioria de nós argumentaria que não é desse modo que experienciamos o mundo. 

    O Buda não disse que tudo é Um. Ele disse que tudo surge em dependência de alguma “outra” coisa. Acredito que, quando as pessoas dizem que tudo é um, elas querem dizer que se sentem conectadas com tudo o que as cerca – e isto sim está relacionado à experiência de interdependência. Se prestamos atenção à linguagem, começamos a compreender sutilezas importantes que mudam a forma como vemos as coisas. 

    Esses ensinamentos são de Elizabeth Namgyel.


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