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  • Podcast Iluminação Diária

    #151 – Refúgio: Essa é a linha divisória entre ser budista ou não – Parte 2

    #151 – Refúgio: Essa é a linha divisória entre ser budista ou não – Parte 2

     
     
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    O Prof. Alex Berzin diz:

    O Refúgio Não É Passivo

    O refúgio nas Três Jóias – os Budas, o Dharma e a Sangha – é central a todos os ensinamentos budistas. De fato, tomar refúgio é apontado como a linha divisória entre ser um budista ou não. Posto de maneira breve, o Dharma significa os métodos para trabalhar em nós mesmos e o objetivo que podemos alcançar; os Budas são aqueles que ensinaram estes métodos e alcançaram esse objetivo completamente; e a Sangha são aqueles que o alcançaram em parte. A palavra “Dharma,” de fato, significa “medidas preventivas” – etapas que seguimos para prevenir a criação de problemas para nós mesmos e possivelmente também para os outros. São etapas que seguimos para nos protegermos.

    Embora o termo original do Sânscrito traduzido geralmente como “refúgio,” sharana, signifique “proteção” e pode até mesmo ser usado como “abrigo”, temos que compreendê-lo corretamente. A conotação combina com o significado de Dharma. Não é que precisemos apenas render-nos passivamente a alguma fonte externa que nos dará proteção. No contexto budista, “tomar refúgio” é muito ativo; necessitamos fazer algo para proteger-nos.

    Considere o seguinte exemplo que meus professores usavam frequentemente. Suponha que está chovendo e há uma caverna próxima. Se dissermos apenas, “Eu tomo refúgio nesta caverna; Eu estou indo à caverna para abrigo,” e então somente ficarmos do lado de fora na chuva e continuarmos repetindo esta frase, não irá ajudar. Nós temos que realmente ir para dentro da caverna. Do mesmo modo, se somente dissermos: “Eu tomo refúgio no Buda, Dharma e Sangha e vou à eles para abrigo,” mas não vamos realmente em sua direção e os colocamos em nossas vidas, também não ajudará. Precisamos implementar o que representam para proteger-nos de problemas. É por isso que uso a terminologia “direção segura” e “dando uma direção segura para nossas vidas.”

    Para continuar com a imagem da caverna, não é o suficiente ir para dentro dela e ficar lá esperando que, agora que estamos no seu interior, isso irá de algum modo salvar-nos de todos os nossos problemas na vida, e não somente nos proteger de ficarmos molhados. O ponto é que precisamos trabalhar continuamente em nós mesmos para tentar chegar ao ideal que o Buda, o Dharma e a Sangha significam. Quando pensamos que é suficiente estar sob o abrigo do Buda, do Dharma e da Sangha é muito fácil misturar isto com uma ideia cristã de um salvador pessoal, e de que Buda de algum modo irá nos salvar. Nesse caso, Buda seria como Deus, e a Sangha como os santos. Apesar de tudo, a maioria das sociedades ocidentais tem alguma corrente subjacente de influências cristãs. Com tal pensamento, rezamos que de algum modo algum poder transcendente irá miraculosamente salvar-nos. Para usar a terminologia budista, seria como nos liberar miraculosamente de todos nossos problemas e sofrimentos.

    Se este fosse o caso, tudo que teríamos que fazer é ter um nome budista em tibetano, usar um fio vermelho, recitar algumas palavras mágicas de um mantra, rezar bastante e de algum modo seríamos salvos. Especialmente se estivermos recitando as orações e práticas em tibetano, língua da qual não compreendemos uma palavra, aí pensar que tem um poder místico ainda maior. Dzongsar Khyentse Rinpoche, um lama muito extraordinário, esteve recentemente em Berlim, onde eu vivo. O que ele disse foi realmente muito profundo. Ele disse que se os tibetanos tivessem que recitar todas suas orações em alemão, transliterado em letras tibetanas, e não fizessem absolutamente nenhuma ideia sobre qualquer coisa que estivessem dizendo, ele gostaria de saber quantos tibetanos praticariam realmente o budismo. Naturalmente, todos riram. Mas se pensarmos sobre isso, realmente é muito profundo, não é? É muito importante superar qualquer tendência que possamos ter de ver o refúgio em termos de nos oferecer algum tipo de solução mágica e mística para todos os nossos problemas e que tudo que necessitamos fazer é, em certo sentido, render-nos a um poder maior.

    A verdadeira questão envolvida aqui é: “O que estou fazendo com a minha vida?” “A minha vida está indo para algum lugar?” Muitos de nós podem ter chegado à conclusão de que nossa vida não está indo para parte alguma; parece apenas estar andando em círculos. Nós não temos que falar sobre um círculo mais profundo em termos de renascimento, e tudo isso, mas nossa vida cotidiana parece não estar indo a lugar nenhum, e parece sem sentido. Por que é que estamos vivos? Sentirmo-nos assim é um estado muito triste, não é? Não é um estado muito feliz. Precisamos, portanto, ter alguma direção significativa em nossa vida, algum tipo de objetivo ou meta. E isto é algo que precisamos pôr em nossas vidas sozinhos. É um processo ativo. Com algum objetivo ou meta significativos em nossa vida, de algum modo sabemos o que estamos fazendo. Faz-nos sentir um pouco mais seguros, um pouco mais protegidos, não?


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  • Palavras de compaixão

    #10 – Meditação para trabalhar com as emoções

    Quando meditamos, estamos treinando a mente para reconhecer e aceitar as experiências do momento presente, gentilmente e sem julgamento. Isso inclui emoções de todas as descrições e, portanto, reconhecer e trabalhar com emoções é uma parte essencial do treinamento em meditação.

    Muitas pessoas se interessam pela meditação devido a sentimentos indesejáveis ​​de estresse, tristeza, ciúme, raiva, ressentimento e assim por diante. De fato, somos repetidamente levados a evitar emoções desagradáveis ​​e nos apegar a agradáveis. O Buda ensinou que nossa fixação em estados emocionais é uma fonte de sofrimento. Compreender como as emoções funcionam, o que produzem e como trabalhar com elas pode levar ao bem-estar e à liberdade.

    Na meditação, cria-se uma distância vigilante e atenta entre quaisquer emoções que surgem e nossa tendência a compreendê-las, rejeitá-las ou ignorá-las.

    Outra forma de meditar

    Em algumas formas de meditação, a consciência das emoções pode ser usada ativamente para obter uma visão direta de sua natureza e da natureza da mente que as produz, ou para promover a compaixão e uma experiência de interconexão. Na meditação sobre a bondade “metta“, a consciência e boa vontade são usadas para gerar aspirações sinceras de paz e bem-estar, tanto para nós mesmos quanto para os inúmeros seres que compartilham nosso mundo.

    Na prática

    Concentrar-se na respiração, por exemplo, estabelece as bases da estabilidade mental que apóia essa vigilância. Ou podemos observar as sensações físicas que acompanham as emoções, em vez de permitir que nossa mente seja envolvida nas histórias que as emoções provocam.

    Ou seja, treine sua mente focando na respiração até ganhar a capacidade de não se identificar com as emoções e sentimento.

    Não é uma tarefa simples, muito menos fácil, mas com a prática da meditação de respiração consciente, é possível chegar lá.

    Um passo a passo simples de aplicar

    1. Reserve alguns minutos todos os dias, comece com 3 minutos e vá aumentando aos poucos.
    2. Ao parar, respire conscientemente focando na respiração ou nas sensações do corpo e não se identificando com as emoções. No início não é fácil, mas seja paciente e constante. A persistência é a chave.
    3. Se não conseguir meditar um dia, não desanime, volte no dia seguinte.
    4. Você poderá fazer isso não apenas na sua almofada de meditação, ou em momentos específicos, mas também no intervalo do trabalho, antes de dormir ou em qualquer situação que seja possível parar por alguns minutos.
    5. Se sua prioridade for seu bem estar mental e corporal, não invente desculpas e tenha a prática como sua prioridade diária. Se você não estiver bem, não poderá cuidar de você e muito menos dos outros que ama ou aprecia.

    Vamos praticar?

    Texto inspirado no artigo do site Tricycle.


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  • Gotas de sabedoria

    #79 – É por isso que somos desatentos

    Esse é o episódio #79 da 2º temporada da nossa série Gotas de Sabedoria.

    E hoje compartilho um trecho do livro O SALTO da grande mestra: Pema Chodron. Assista a seguir:


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