#134 – Prática Para Amar A Si Mesmo E Aos Outros

#134 – Prática Para Amar A Si Mesmo E Aos Outros

 
 
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Prática de amor Metta

Que eu possa ser feliz e que eu encontre as causas da felicidade
Que eu possa permanecer livre do sofrimento e de das suas causas sofrimento
Que eu possa nunca me separar da autêntica felicidade
Que eu possa permanecer em um estado de igualdade, livre do apego e da aversão

#133 – Como amar sem ter apego?

#133 – Como amar sem ter apego?

 
 
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Por Venerável Robina Courtin

Esse apego é a fonte de todas as outras nossas emoções infelizes. Porque ele está desesperado para conseguir o que quer, no minuto em que não consegue – o momento em que ele não liga ou chega em casa tarde, ou olha para outra pessoa – o pânico surge e imediatamente se transforma em raiva e, e em seguida, em ciúme ou baixa auto-estima, ou em qualquer um de nossos velhos hábitos que costumamos manifestar. Na verdade, a raiva é a reação quando o apego não consegue o que quer. Todos esses pressupostos estão enraizados tão profundamente dentro de nós, e nós acreditamos totalmente nessas histórias, que parece ridículo mesmo questioná-las. Mas precisamos. E a única maneira que podemos fazer isso, é conhecendo nossas próprias mentes e sentimentos: em outras palavras, é preciso aprender a ser nossos próprios terapeutas.

O fato é que o apego, a raiva, o ciúme e qualquer outra emoção aflitiva não estão gravadas em pedra; eles são velhos hábitos, e sabemos que podemos muda-los. O primeiro passo é ter a certeza de que, conhecendo bem nossas próprias mentes, podemos aprender a distinguir as várias emoções dentro de nós e, gradualmente, aprender a mudá-las. O primeiro desafio envolve realmente acreditar que você pode fazer isso. E isso apenas, já é algo enorme – sem essa confiança, estamos presos e empacados.

A próxima etapa é dar um passo para trás de toda a conversa sem fim em nossas mentes. Uma maneira muito simples de fazer isso – é tão básico que é chato! – é, apenas alguns minutos todas as manhãs, antes de começarmos o nosso dia, se sentar e focar em algo. A respiração é um bom começo. Não é nada de especial; não há nenhum truque; não é algo místico. É uma técnica psicológica prática. Com determinação você pode decidir ter atenção plena na respiração – na sensação em suas narinas enquanto você inspira e expira. No momento em que sua mente divagar, traga seu foco de volta para a respiração. O objetivo não é fazer os pensamentos irem embora; mas não se envolver com eles, e aprender a deixá-los ir e vir.

O resultado a longo prazo de uma técnica como esta é uma mente super focada, e isso vai levar tempo. Mas o benefício quase imediato será que, à medida que experimentamos dar um passo para trás de todas as histórias em nossa cabeça, nós começaremos a ser objetivos sobre essas histórias e lentamente começamos a desvendar, desconstruir e, eventualmente, mudá-las. Diz-se que um dos sinais que estamos indo bem na prática é ter a impressão que estamos cada vez pior! Mas nós não estamos. Estamos começando a ouvir as histórias de forma mais clara, ai então é que podemos começar a mudá-las.

“No nível mais fundamental, o apego é esse sentimento de carência dentro de nós; aquela crença que de alguma forma “Eu não sou o suficiente” – Venerável Robina Courtin

#132 – Perguntas & Respostas

#132 – Perguntas & Respostas

 
 
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Nesse episódio respondo as seguintes perguntas.

Pergunta 1: 

Como posso me tornar budista?

Pergunta 2:

Como iniciar minha jornada no budismo? Dar exemplo próprio.

Pergunta 3:

O budismo acredita em espíritos?

Pergunta 4:

O budismo é considerado um religião ou uma filosofia de vida?

Pergunta 5:

Como se manter motivado perante as adversidades?

Pergunta 6:

Existe conversão no budismo?

Pergunta 7:

Existe alguma alimentação específica que melhore as práticas de meditação?

#131 – Como Desenvolver Compaixão

#131 – Como Desenvolver Compaixão

 
 
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Texto do professor Alex Berzin

O treino para desenvolver compaixão é feito em estágios. Primeiro focamos nos sofrimentos daqueles de quem gostamos, depois daqueles em relação a quem somos neutros, depois daqueles de quem não gostamos. Por fim, focamos no sofrimento de todos os seres, em todo os lugares, igualmente.

Em cada estágio geramos três sentimentos:

  • Como seria maravilhoso se eles estivessem livres do sofrimento e suas causas
  • Que eles se livrem; eu gostaria que estivessem livres.
  • Que eu possa ajudar a libertá-los.

Portanto, a compaixão contém o desejo de ajudar os outros a se libertar de seus problemas e ir além de sua infelicidade. Ela confia que os problemas podem ser resolvidos por métodos realistas e que nenhuma situação está além da esperança. Então, a compaixão no budismo é um estado ativo da mente, que está preparada para entrar em ação a qualquer momento para o benefício dos outros seres.

#130 – Como Desenvolver Amor

#130 – Como Desenvolver Amor

 
 
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Ensinamento de Sua Santidade o 14º Dalai Lama

O amor universal – o desejo de que todos sejam felizes e tenham as causas da felicidade – surge da compreensão de que nossa vida está totalmente conectada com a vida dos demais seres. [Veja o podcast #109: O Que é Amor na visão budista?] Cada um de nós somos uma parte da humanidade, e o nosso bem-estar está interligado com o bem estar de toda a comunidade global — todos somos afetados por uma crise na economia global ou pelas mudanças climáticas. Por sermos tão conectados à humanidade, faz todo sentido estendermos o nosso amor aos demais seres humanos.

Cultivar amor pelos outros automaticamente acalma a mente. É a derradeira fonte de sucesso na vida.

– O 14o. Dalai Lama

#129 – Não procure o budismo

#129 – Não procure o budismo

 
 
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Ensinamento da Reverenda Yvonette Silva Gonçalves

Se você quer milagres, não procure o Budismo. O supremo milagre para o Budismo é você lavar seu prato depois de comer.

Se você quer curar seu corpo físico, não procure o Budismo. O Budismo só cura os males de sua mente: ignorância, cólera e desejos desenfreados.

Se você quiser arranjar emprego ou melhorar sua situação financeira, não procure o Budismo. Você se decepcionará, pois ele vai lhe falar sobre desapego em relação aos bens materiais. Não confunda, porém, desapego com renúncia.

Se você quer poderes sobrenaturais, não procure o Budismo. Para o Budismo, o maior poder sobrenatural é o triunfo sobre o egoísmo.

Se você quer triunfar sobre seus inimigos, não procure o Budismo. Para o Budismo, o único triunfo que conta é o do homem sobre si mesmo.

Se você quer a vida eterna em um paraíso de delícias, não procure o Budismo, pois ele matará seu ego aqui e agora.

Se você quer massagear seu ego com poder, fama, elogios e outras vantagens, não procure o Budismo. A casa de Buda não é a casa da inflação dos egos.

Se você quer a proteção divina, não procure o Budismo. Ele lhe ensinará que você só pode contar consigo mesmo.

Se você quer um caminho para Deus, não procure o Budismo. Ele o lançará no vazio.

Se você quer alguém que perdoe suas falhas, deixando-o livre para errar de novo, não procure o Budismo, pois ele lhe ensinará a implacável Lei de Causa e Efeito e a necessidade de uma autocrítica consciente e profunda.

Se você quer respostas cômodas e fáceis para suas indagações existenciais, não procure o Budismo. Ele aumentará suas dúvidas.

Se você quer uma crença cega, não procure o Budismo. Ele o ensinará a pensar com sua própria cabeça.

Se você é dos que acham que a verdade está nas escrituras, não procure o Budismo. Ele lhe dirá que o papel é muito útil para limpar o lixo acumulado no intelecto.

Se você quer saber a verdade sobre os discos voadores ou sobre a civilização de Atlântida, não procure o Budismo. Ele só revelará a verdade sobre você mesmo.

Se você quer se comunicar com espíritos, não procure o Budismo. Ele só pode ensinar você a se comunicar com seu verdadeiro eu.

Se você quer conhecer suas encarnações passadas, não procure o Budismo. Ele só pode lhe mostrar sua miséria presente.

Se você quer conhecer o futuro, não procure o Budismo. Ele só vai lhe mandar prestar atenção a seus pés, enquanto você anda.

Se você quer ouvir palavras bonitas, não procure o Budismo. Ele só tem o silêncio a lhe oferecer.

Se você quer ser sério e austero, não procure o Budismo. Ele vai ensiná-lo a brincar e a se divertir.

Se você quer brincar e se divertir, não procure o Budismo. Ele o ensinará a ser sério e austero.

Se você quer viver, não procure o Budismo, pois ele o ensinará a morrer.

#128 – O que significa dizer: sou budista

#128 – O que significa dizer: sou budista

 
 
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Ensinamento do professor Richard Gombrich

Quando digo que sou budista…

Esse é um texto do Richard Gombrich que dedicou 40 anos de sua vida aos estudos e práticas do budismo e da língua Pali na Universidade de Oxford.

Quando digo que sou budista, isso não significa que sou a pessoa mais pura ou mais gentil entre todos. Mas significa que reconheço minha ignorância e contaminações mentais , e que preciso desenvolver a sabedoria dos budas.

Quando digo que sou budista, isso não significa que tenha mais sabedoria do que os outros. Mas que tenho sido ocupado por muita arrogância. Preciso aprender a ser mais humilde e desenvolver uma perspectiva mais ampla.

Quando digo que sou budista, não é porque sou melhor ou pior que os outros, mas porque entendo que todos os seres são iguais.

Quando digo que sou budista, sei que gosto daqueles que amo , mas um Buda tem compaixão por todos os seres orientando-os para serem cheios de sabedoria e compaixão. É por isso que escolho seguir os ensinamentos de Buda.

Quando digo que sou budista, não é com o objetivo de obter o que é do meu interesse. Mas por deixar de lado meu apego a todos os desejos mundanos.

Quando digo que sou budista, não é porque busco uma vida tranquila. Mas pela calma e aceitação da impermanência, que eu possa encontrar sabedoria e confiança em quaisquer circunstâncias adversas.

Quando digo que sou budista, não pretendo manipular os outros com uma motivação de interesse próprio. Mas usar a sabedoria, para beneficiar todos os seres sencientes.

Quando digo que sou budista, não é porque quero fugir do mundo e buscar o isolamento . Mas saber que a vida cotidiana está dentro do Dharma*, e viver no presente é a própria prática.

Quando digo que sou budista, isso não significa que minha vida não vai mais sofrer retrocessos. Mas com a prática do Dharma*, reveses são transformados em um caminho para o crescimento espiritual.

Quando digo que sou budista, meu coração está cheio de gratidão infinita. Apenas pensando que nasci como humano e tenho a capacidade de praticar nesta vida, com a oportunidade de conhecer professores sábios e ouvir os ensinamentos do Dharma*, fico profundamente comovido com essa inacreditável afinidade karmica.

Quando digo que sou budista, não é porque existe um deus fora de mim. Mas que encontrei a natureza búdica no meu próprio coração.

*Dharma ou Darma, é uma palavra em sânscrito que significa aquilo que mantém elevado. O Dharma budista diz respeito aos ensinamentos do Buddha Gautama, e é uma espécie de guia para a pessoa alcançar a verdade e a compreensão da vida. Pode ser chamado também de “lei natural” ou “lei cósmica”

#127 – Meditação Não É Sobre Esvaziar A Mente Ou Parar Os Pensamentos

#127 – Meditação Não É Sobre Esvaziar A Mente Ou Parar Os Pensamentos

 
 
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Nesse texto eu explico uma dúvida muito comum para as novas pessoas que desejam praticar meditação.

#126 – Como mudar sua forma de ver o mundo?

#126 – Como mudar sua forma de ver o mundo?

 
 
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Muitas vezes vemos as coisas de um angulo muito estreito e deixamos de aumentar nossa visão de mundo devido a isso.

#125 – Como meditar e acalmar a mente?

#125 – Como meditar e acalmar a mente?

 
 
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A meditação é uma ferramenta para acalmar a mente, aliviar o estresse e desenvolver boas qualidades. A maioria dos iniciantes quer começar logo, sem aprender muito sobre os ensinamentos budistas. No entanto, é bom progredirmos por etapas. Nossa meditação será gradualmente mais profunda à medida que aprendermos o que o Buda ensinou. Aqui, veremos algumas questões gerais sobre a prática da meditação. Um praticante avançado consegue meditar a qualquer hora e em qualquer lugar, mas para os iniciantes é bom encontrar um lugar tranquilo e conducente à prática, pois o meio ambiente nos afeta muito.

Quando o ambiente à nossa volta está organizado, isso ajuda a nossa mente a se organizar. Um ambiente caótico afeta a mente de forma negativa.

Um dos princípios mais importantes a ser lembrado é que sempre teremos altos e baixos. Alguns dias a meditação vai muito bem, e outros dias não.