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  • Nichiren

    Se preocupando menos com aparências externas

    As pessoas comuns se importam apenas com as aparências externas. Se importam com os compromissos sociais por exemplo, visitas a um parente adoecido, casamentos, aniversários e outros, mas não participam de compromissos relativos a gratidão aos Três Tesouros e as cerimônias à seus antepassados.

    Não queremos nos distanciar dos olhos do Buda, das divindades, antepassados e de todos que nos protegem, não é mesmo? Essa é uma história que consta no “Dai shogon ron”.

    Certa vez, o Buda Shakyamuni foi para Sravasti. Em virtude disso muitas pessoas se reuniram nesse local. Havia um limpador de fossa chamado “Nidhai”, que fazia o mesmo percurso que o Buda do local de sua pregação. Mas o limpador com os trajes imundos se escondia do Buda por não se sentir digno com sua presença imunda: “Como eu poderia aparecer na frente do Buda assim?”

    Então o Buda sabendo dos sentimentos de tristeza, utilizando-se de poderes sobrenaturais apareceu na frente de “Nidhai”. Nidhai disse ao Buda: “As pessoas se prepararam para receber o Buda, aspergindo perfume em todo local, para receber tão valiosos ensinamentos. Eu estou a carregar um cesto de excremento. Como posso ser digno de estar diante da vossa presença?” Dizendo isso ele fugiu mas o Buda apareceu novamente diante dele.

    E o Buda disse: “Devido a um elo de bons carmas entre nós é que estou diante de você. Por isso te peço que não fujas de mim. Você tem sujidade pelo corpo mas no seu coração tem méritos maravilhosos, e exala um perfume maravilhoso. Eu não classifico as pessoas por serem nobres, pobres, por castas, classes sociais, apenas vejo os atos, carmas.”

    Nidhai ouvindo isso, se emocionou e se tornou um monge. Algum tempo depois se tornou um arhat.
    Porém os ricos e os brahmans que se reuniram em Sravasti ao saber que Nidhai havia se tornado monge disseram: “Uma pessoa imunda como ele, vir em minha casa com a sua tigela mendicante é nojento!”

    E isso foi parar nos ouvidos do Rei Prasenajit. E o Rei disse: “Eu vou tomar providências para que ele seja excluído da Sangha.” E o Rei partiu para “Jetavana Anathapindadasya-arama” onde o Buda praticava. O Rei ao chegar diante do portão se deparou com um monge de pé diante de uma grande pedra. E a direita e a esquerda desse monge, divindades reverenciavam e aguardavam em Gassho.

    Esse monge ao ser cumprimentado pelo Rei, imediatamente desapareceu dentro da pedra como se mergulhasse dentro da água. Anunciou ao Buda a chegada do Rei. E como se surgisse da água, guiou o Rei até o Shakyamuni Buda. E o Rei perguntou ao Buda: “Quem é esse monge maravilhoso que me guiou até aqui?”

    E o Buda respondeu: “Aquele é o monge Nidhai. Das pedras da montanha achamos o ouro, e da lama floresce a flor de Lótus. Independente de onde nasce, veja apenas a sua prática e virtude”, aconselhou gentilmente. O Rei então, reverenciou o Buda e Nidhai e se afastou de volta.

    E esse é o conteúdo dessa história, que nos alerta para não valorizarmos tanto a aparências externas e valorizarmos as virtudes e as práticas interiores.

    Em Gassho!
    Rev. Yodo Okuda Shonin
    Nichiren Shu Brasil

    *crédito da imagem: http://500px.com/photo/64233885/the-young-monk-3-by-alaa-alssadi


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  • Nichiren

    O significado de “Namu Myoho Renge Kyo”: MyoHo (parte 2)

    “Myoho” é a tradução do termo sânscrito Saddharma. “Myoho” é muitas vezes traduzido como “Dharma Maravilhoso”, ou “Lei Maravilhosa” ou “Lei Mística” e como sugere a tradução propriamente dita, o seu significado é vasto e profundo.

    “Sad” ou “Sat” em “Saddharma” corresponde à primeira sílaba “Myo” de “Myoho” e quer dizer “verdade”. “Saddharma”, portanto, significa “Dharma Verdadeiro” ou “Dharma Correto”. “Sad” também denota plenitude, ser totalmente dotado. “Myo” também significa “inigualável”, “místico”, “impossível de perceber (com os sentidos)”, “além da compreensão (dos seres humanos comuns)” e “maravilhoso”. Nichiren Shonin explicou que enquanto “Myoho Renge Kyo” é o coração e a essência do Sutra do Lótus, a palavra “Myo” em si é extremamente rica em significado.

    Em 593 d.C. o grande mestre do Dharma, T’ien-t’ai, afirmou, no seu Fa-hua Ichi (jap. Hokke Gengi) que “Myo” tem um duplo significado.

    O primeiro significado resulta de uma análise comparativa através da qual emerge a superioridade do Sutra do Lótus entre os ensinamentos de Buda.

    O segundo significado de “Myo” diz respeito à “onisciência” do Sutra do Lótus, já que inclui simultaneamente cada uma das muitas doutrinas que Buda Shakyamuni pregou durante seus 40 anos de ensinamentos.

    Nichiren Shonin explica nos escritos “Daimoku do Sutra de Lótus” (1266), “Kaimoku Sho” (1272) e “Kanjin Honzon Sho” (1273) que o caractere “Myo” é extremamente significativo. “Myo”, de fato, teria três significados:

    1) abrir,
    2) ser dotado e perfeito,
    3) trazer de volta à vida, reviver, ressurgir, capacidade de transformar o veneno em remédio.

    Em relação a estes três significados, Nichiren Shonin afirmou no “Daimoku do Sutra de Lótus”: “Se existe um armazém cheio de tesouros, mas não temos a chave, ele não pode ser aberto. Se ele não pode ser aberto, os tesouros em seu interior não podem ser vistos.” Diz ele no mesmo escrito: “Quanto ao Myo, o Sutra do Lótus diz que ‘este sutra abre as portas dos ensinamentos expedientes e revela o verdadeiro aspecto de toda a realidade’. O Grande Mestre do Dharma Chang-an comentou que ‘Myo revela as profundezas do armazém secreto.’ O Grande Mestre de Dharma Miao-lo explica que ‘revelar significa abrir’ .Logo, o caractere Myo significa abrir”. Em relação à segunda característica, ser totalmente dotado com todas as qualidades e todos os significados contidos no Sutra do Lótus, Nichiren Shonin diz em “Abertura dos Olhos”: “Myo significa Gusoku (ser perfeitamente dotado).” Ele explica ainda em “Daimoku do Sutra de Lótus” que “Myo é o princípio fundamental ou místico, contido em cada um dos 69.384 caracteres que compõem o Sutra do Lótus. O Sutra do Lótus, então, é composto de 69.384 princípios místicos”. Ele continua no mesmo escrito: “Myo significa perfeitamente dotado, o que, por sua vez, significa também perfeição. É como uma única gota de água do grande oceano que também contém a água de todos os diferentes rios que deságuam no mar.”

    Referindo-se a terceira e última descrição de “Myo”, Nichiren Shonin escreve ainda no “Daimoku do Sutra do Lótus” que “Myo significa (fazer) reviver, trazer de volta à vida.” Ele diz no mesmo escrito: “As plantas e as árvores são sem flores e secas no outono e inverno. Porém, quando o sol de verão e primavera brilha sobre elas, florescem novos ramos e folhas que mais tarde darão flores e frutos. Antes da pregação do Sutra do Lótus seres dos nove mundos eram como árvores e plantas de outono e inverno. Mas, como o sol de verão e primavera, quando o Sutra do Lótus brilha sobre eles, pode então florescer a aspiração à iluminação e desejar o fruto da budicidade”.

    Nichiren Shonin no mesmo escrito diz que: “Porque você pode curar o que se pensava ser incurável, é chamado de Myo ou místico”.

    O que o caractere “Myo” “abre”? Como vimos a partir destas citações, “Myo” é uma chave para a grande esperança: a chave que abre o armazém de tesouros contidos no Sutra de Lótus, a iluminação perfeita e original do Buda do passado infinito. “Myo” desperta a natureza de Buda escondida nos recessos de nossas vidas. Abraçando a fé e a prática de “Myoho Renge Kyo” nós podemos revitalizar a nossa vida. Em outras palavras, partindo do estado de vida que nós nos encontramos, através de fé e prática, podemos transformar qualquer condição de vida negativa em iluminação. Desta forma, podemos desenvolver sabedoria e uma vida em que já não somos escravos do sofrimento. Em conclusão, Nichiren Shonin ensina-nos que é insondável ou “místico” a virtude de “Myo” em “Myoho Renge Kyo”, que nos ajuda a atingir o impossível e curar o incurável. Estes excertos dos escritos de Nichiren Shonin ilustram bem o sentido profundo da energia da única sílaba “Myo”, juntamente com uma forte razão pela qual a prática diária é tão importante.

    *tradução de um texto do rev. Tarabini, da Nichiren Shu Itália.
    **créditos da foto: http://500px.com/photo/47798268/the-buddha-and-the-buddhist-monk-by-qing-yue


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  • Nichiren

    Sobre os quatro sofrimentos – O Nascimento

    “O mundo triplo não é pacífico,
    É como uma casa em chamas.
    É cheio de sofrimento.
    É terrível.
    Existe sempre os sofrimentos
    Do nascimento, envelhecimento, adoecimento e morte.
    Eles são como chamas
    Cercando eternamente.”
    Buda: Sutra do Lótus, capítulo III

    Tradicionalmente existem quatro coisas dadas como sofrimentos da vida. Os quatro são nascimento, envelhecimento, adoecimento, e finalmente a morte. Hoje, e nos textos que seguirão nas semanas seguintes, escreverei sobre estes sofrimentos.

    Recentemente, em uma lista de e-mail, uma questão surgiu sobre se o nascimento seria ou não uma coisa ruim, e se assim fosse, não temos que nascer para manter nossa prática de Bodhisattva e salvar todos os seres vivos? Uma distinção que eu queria fazer aqui diz respeito a idéia de que nascer seja bom ou ruim, mas na verdade separar isto entendendo como algo diretamente relacionado ao sofrimento.

    Acho que se você perguntar a qualquer pessoa sobre nascimento, dirão que é algo bom, especialmente para os pais de um bebê recém nascido. Por outro lado, um nascimento pode ser um indesejável acontecimento, dependendo das circunstâncias. Estes valores de bom ou ruim são muito subjetivos, e potencialmente enganadores quando estamos falando sobre causas de sofrimento.

    Sofrimento é em si meramente sofrimento, e também é um fato da vida. A primeira Nobre Verdade fala exatamente sobre este assunto. Acredito que o que o budismo nos ajuda a entender é que para cada ação que ocorrer existe um potencial de sofrimento. Quando nós entendemos isto nós podemos verdadeiramente começar a liberar a nós mesmos de mais efeitos do sofrimento, e quando isso acontece passamos a reagir menos àquele sofrimento de uma maneira que nos liberta dele.

    Às vezes falarei sobre isto em termos de um contrato, um contrato onde há uma cláusula que diz: “algo pode dar errado e as coisas podem não dar certo ou durar para sempre”. Esta não é uma parte da realidade da vida em que nós estamos confortavelmente procurando ou até mesmo reconhecendo. Mas ainda assim esta parte ainda está lá. Ela está lá quando nós entramos no carro de manhã para ir trabalhar, ela está lá quando nós nos apaixonamos, ela está lá quando uma nova vida é trazida ao mundo. Nós escolhemos ignorar ela por várias razões, como uma maneira terrivelmente pessimista de viver, e então a realidade pode criar medo e conseqüentemente mais sofrimento.

    Vamos hoje olhar para o nascimento. Eu suspeito que a maioria das pessoas quando pensam sobre nascimento neste contexto eles pensam sobre um bebe recém nascido, então vamos começar por aqui.  Eu conheço um sacerdote que fala sobre o terror ou trauma de um nascimento para o bebê. Aqui está o bebê que está deixando um clima perfeitamente controlado, um ambiente aquático confortável onde a comida é automaticamente suprida, um sistema de gerenciamento de desperdício incluído. A vida neste ambiente é apenas sobre perfeição para esta criança. Finalmente, no dia de nascimento, o bebê é jogado para fora deste ambiente perfeito para uma sala fria, cheia de luzes e pessoas, talvez muitas pessoas.

    O bebê logo percebe que seu passeio na água confortável não existe mais e também percebe que se precisar de alimentação agora deverá fazer alguma coisa para que suas necessidades sejam satisfeitas. As coisas então começarão a ficar extremamente complexas para esta forma de vida desamparada. O trauma do nascimento coloca em movimento uma vida que até a morte é uma tentativa de manipular a vida de uma forma que permita a sobrevivência, alegria e felicidade são possíveis por produtos desta experiência, mas certamente sem prioridades. Sobreviver é a singela coisa mais importante da vida. E sim, diferentes formas de vida tên a habilidade de exibir compaixão e auto-sacrifício, mas estas vêm apenas mais tarde, sob seletas circunstancias.

    Nascimento por si só é um evento que começa com um trauma, mas aquele trauma não reflete onde está ou não está o sofrimento. Na verdade, suspeito que o conceito ou experiência de sofrimento que se difere de dor, não desenvolve até um pouco mais tarde na vida. Eu não sou um grande conhecedor no desenvolvimento infantil, mas isto é o que suspeito que seja o caso, quanto a determinados sofrimentos.

    Agora vamos considerar nascimento de outras formas. Todos os dias nós nascemos novamente para um novo dia de novas experiências. Sim, eles são novos, mesmo que eles sejam como outras experiências de outros dias. Todos os dias começam novamente, e cada momento começa também. De certa maneira, toda a nossa vida é definida por nascimento, incessante, incansável. Talvez por termos feito isto tantas vezes em nossas vidas, nós não nos damos a chance de pensar sobre, mas isso está lá e é o que acontece, ainda que não pensamos. Todo momento nós começamos novamente. Toda a segurança de ter sobrevivido até este momento se vai e a luta pela sobrevivência começa de novo, uma vez que nada é garantido na vida e nada dura para sempre, mesmo que aparente que não vá mudar, mudará.

    Nós também damos vida a novas idéias e novos projetos em nossas vidas. Este nascimento de idéias pode ser excitante ou também pode ser assustador, vai depender de cada indivíduo. Freqüentemente, o nascimento de idéias seja uma causa para esperança e entusiasmo, contudo certamente nem sempre será. À medida que novas idéias estão nascendo dentro de nós, elas estão também seguras, porque elas não precisam se deparar com nenhuma expectativa de desempenho ou sucesso. Assim que elas nascem e são lançadas pelo mundo, então pode ser bastante desafiador mantê-las vivas.

    Existe, como você pode ver, muitas maneiras de se considerar um nascimento. Ainda que um nascimento possa ser algo bom ou ruim, isto é um valor que atribuímos ao evento, e puramente individual e subjetivo. Mas nascimento é realmente uma causa do sofrimento, simplesmente porque justamente com aquele nascimento, qualquer nascimento, há aquela cláusula no contrato que declara: “Pode não durar, pode não ter sucesso, não permanecerá inalterada.” Também tenha em mente que sofrimento não é necessariamente uma coisa ruim ou uma coisa que precisa ser evitada.

    Sofrimento, quando nós entendemos a natureza e a causa, pode se tornar um lugar fértil para crescer e estimular nossa vida à iluminação. É quando nós nos tornamos presos no sofrimento ou quando nós procedemos de forma inábil que o sofrimento é menos que o desejável. Se tornar vítima do sofrimento nos leva a sofrer ainda mais, assim como agir de uma maneira inapta. Novamente, sofrimento não é algo a ser evitado, uma vez que não dá pra ser evitado de qualquer forma.

    Nascimento como um recurso potencial de sofrimento é um fato. Ele não é uma coisa ruim, nem boa, ele simplesmente é. Ele é neutro. O que nós fazemos com o efeito, que tem sido causado, é a chave para nos tornarmos verdadeiramente felizes e iluminados.

    Na próxima semana escreverei sobre envelhecimento, e talvez não seja sobre o que você está pensando.

    Em Gassho.
    Namu Myoho Renge Kyo.

    *tradução do texto “Four Sufferings – Birth” do rev. Ryusho Shonin, da Nichiren Shu.
    **crédito para a foto: http://500px.com/photo/67395841/a-piece-of-heaven-by-alex-greenshpun

     


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