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Terra Pura

Hoje é seu dia de colher batatas?

Guenza-san perdeu muito cedo o seu pai, mas a sua mãe viveu até bem depois.

Certa vez, a sua mãe disse: “Tenho vontade de comer batata.”

E, Guenza-san respondeu: “Então, vou buscar algumas.” E foi cavar batatas com um cesto de bambu nas mãos. Mas, quando chegou na roça, qual foi a surpresa ao ver uma outra pessoa cavando a terra para tirar as batatas de seu terreno. “Ladrão de batatas!” ―teve vontade de gritar. Mas, ao invés disso, Guenza-san voltou sorrateiramente para casa para que a pessoa não notasse a sua presença. Ele próprio não viu o rosto da pessoa. Provavelmente, como era um vilarejo pequeno, logo que visse o rosto da pessoa iria reconhecê-la. Se isso acontecesse, a marca de que essa pessoa era um ladrão iria ficar para sempre na sua memória. Por isso, não quis ver o rosto dela. Por outro lado, se a pessoa percebesse que Guenza-san havia descoberto a sua presença, a sensação de desconforto entre eles iria restar para sempre. Por essa razão, ele foi embora sorrateiramente para não descobrir quem era a pessoa nem fazer a pessoa perceber que ele o havia descoberto.

Porém, ao chegar em casa com o cesto vazio sem nenhuma batata, a sua mãe lhe perguntou: “As batatas ainda não estavam maduras?” E Guenza-san respondeu, sem nenhum apego: “Ah, parece que hoje não era a nossa vez de colher as batatas.” Talvez, para Guenza-san, as batatas não tinham dono. Ele sabia que as batatas não eram nem dele nem de outra pessoa. As batatas não cresceram pensando em serem comidas por nós. E nós, acabamos comendo-as. Na verdade, temos de pedir perdão às batatas. Para as batatas, serem comidas pelo ladrão ou pelo Guenza implica no mesmo. São igualmente um incômodo para as batatas. A isso Guenza-san havia percebido. Aos olhos das pessoas, pelo Guenza ter cultivado com todo o esforço as batatas em seu terreno, elas seriam de sua propriedade, mas se pensarmos pelo lado das batatas, não passa de um grande incômodo. A priori, não existe quem tem a posse das batatas. Por isso, ele deve ter pensado: “Hoje, era a vez daquela pessoa colher as batatas. No dia seguinte, talvez terei chance de colher as batatas. Hoje, não era a minha vez.”

Rev. Jitsuen Kakehashi


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