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Sobre Budismo : Budismo, meditação, sabedoria e compaixão para o cotidiano

Armadilhas da nossa prática (3)


By Jigme Wangchuck (Leonardo Ota)

(continuação da 2ª parte)

Foi muito importante ouvir a Monja Coen sempre repetindo “Vá além, sempre vá além”, quando estava iniciando a minha prática com ela no Templo Busshin-ji anos atrás. Lembro-me do zazen nos retiros, dos momentos de êxtase e bem-aventurança e nunca esqueço o dia em que o “vá além” me fez tomar consciência do fato de que não podia continuar lá, parada num estado de bem-aventurança, mas que, para alcançar a equanimidade, não somente precisava abrir mão dos sentimentos “negativos”, mas também tinha que evitar o apego aos estados “positivos”. Tinha que experimentar abrir mão também da alegria durante o zazen – e aí que pude começar a descobrir o gostinho da Paz e Tranquilidade…

O Budismo Tibetano fala claramente sobre “Sinais de Progresso/Armadilhas” (Nyams) da prática de meditação e considera a Bem-aventurança um dos três principais Nyams.

No artigo “The Danger of Samadhi” (“O Perigo do Samadhi”), extraído do livro “The Power and the Pain: Transforming Spiritual Hardship into Joy” (literalmente “O Poder e a Dor: Transformando Dificuldade Espiritual em Alegria”, ainda sem versão em português), o autor Andrew Holecek explica que os Três Nyams principais são: 1. Bem-aventurança, 2. Clareza Mental e 3. Sem-pensamento. Ele fala:

nyam

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Recomendo este livro, que pode ser importado, versão impressa ou digital.

Isshin-sensei é missionária internacional da Sōtō Zen e orientadora da sangha Águas da Compaixão.

Organização: Rodrigo Daien





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