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Theravada

Algumas palavras sobre o desapego

Gostaria de apresentar hoje uma pequena reflexão pensada no último retiro do Nalanda aqui em Aracaju, ministrado por Santikaro.

 

Quem disse que apego não traz felicidade? Se realmente sentíssemos isso seríamos Arahants. Mas boa parte de nossa felicidade parece depender do apego. Nos apegamos a certos hábitos que chamamos coletivamente de nós mesmos: só como isso, só bebo aquilo, prefiro praia, não gosto de Naruto, etc., não queremos perder nada daquilo a que nos apegamos e sofremos muito quando a impermanência nos passa uma rasteira. E sempre tomamos rasteiras da impermanência, desde o iogurte que não tem do sabor que gostaríamos que tivesse, até a perda de um ente querido. Normalmente identificamos felicidade com a satisfação de nossos apegos, mas o sofrimento provocado pelo apego, o sofrimento de querer parar a impermanência deveria nos acordar para o problema.

Precisamos aprender a não querer o que o apego quer, o que ele proporciona. Uma vez que estamos sujeitos ao apego, posto que somos ainda sujeitos ao sofrimento e ao renascimento (falo por mim) resta que trabalhemos sobre nós mesmos para que o apego perca sua força e por outro lado precisamos aprender a curtir nosso apego de forma desapegada, ou seja, de modo mais consciente e vigilante.

Como curtir o apego de forma desapegada? Não esquentando demais a cabeça quando a experiência agradável que traz consigo o apego se acabar. Meditar acerca da impermanência ajuda nesse sentido. É preciso também estar vigilante quanto ao apego que vem com as experiências ruins, como a auto piedade, para citar apenas um caso.

O alicerce do apego é frágil, é feito de lama. Entretanto, o processo de derrubar o prédio é doloroso, tão doloroso que nem parece que aquilo que vem depois é superior.

 

Crédito da foto: http://wohaliterapias.wordpress.com/2013/01/22/desapego-morte-e-renascimento/


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2 Comentários

  • Edson

    Desapegar para não sofrer, entendi direito?

    Renunciar a tudo quanto nos faz felizes, somente para evitar o sofrimento dos momentos tristes?

    Isso nos torna espiritualizados? lamento contrariar o que provavelmente é a maior fé do mundo, mas ao meu ver isso nos torna covardes.

    Se alguém conseguir se esvaziar com sucesso isso o tornará vazio e quando ficamos vazios, o que vem não é a espiritualidade, mas sim o nada. É loucura.

    • Derley Alves

      Olá!
      Não é renunciar ao que nos faz feliz, é viver esta felicidade com sabedoria, ou seja, conscientes de que tudo é impermanente e que portanto perderemos tudo um dia, seja o que gostamos, seja o que odiamos.

      Grande abraço!

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