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  • Podcast Iluminação Diária

    #130 – Como Desenvolver Amor

    #130 – Como Desenvolver Amor

     
     
    00:00 / 09:14min
     
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    Ensinamento de Sua Santidade o 14º Dalai Lama

    O amor universal – o desejo de que todos sejam felizes e tenham as causas da felicidade – surge da compreensão de que nossa vida está totalmente conectada com a vida dos demais seres. [Veja o podcast #109: O Que é Amor na visão budista?] Cada um de nós somos uma parte da humanidade, e o nosso bem-estar está interligado com o bem estar de toda a comunidade global — todos somos afetados por uma crise na economia global ou pelas mudanças climáticas. Por sermos tão conectados à humanidade, faz todo sentido estendermos o nosso amor aos demais seres humanos.

    Cultivar amor pelos outros automaticamente acalma a mente. É a derradeira fonte de sucesso na vida.

    – O 14o. Dalai Lama
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    #129 – Não procure o budismo

    #129 – Não procure o budismo

     
     
    00:00 / 10:33min
     
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    Ensinamento da Reverenda Yvonette Silva Gonçalves

    Se você quer milagres, não procure o Budismo. O supremo milagre para o Budismo é você lavar seu prato depois de comer.

    Se você quer curar seu corpo físico, não procure o Budismo. O Budismo só cura os males de sua mente: ignorância, cólera e desejos desenfreados.

    Se você quiser arranjar emprego ou melhorar sua situação financeira, não procure o Budismo. Você se decepcionará, pois ele vai lhe falar sobre desapego em relação aos bens materiais. Não confunda, porém, desapego com renúncia.

    Se você quer poderes sobrenaturais, não procure o Budismo. Para o Budismo, o maior poder sobrenatural é o triunfo sobre o egoísmo.

    Se você quer triunfar sobre seus inimigos, não procure o Budismo. Para o Budismo, o único triunfo que conta é o do homem sobre si mesmo.

    Se você quer a vida eterna em um paraíso de delícias, não procure o Budismo, pois ele matará seu ego aqui e agora.

    Se você quer massagear seu ego com poder, fama, elogios e outras vantagens, não procure o Budismo. A casa de Buda não é a casa da inflação dos egos.

    Se você quer a proteção divina, não procure o Budismo. Ele lhe ensinará que você só pode contar consigo mesmo.

    Se você quer um caminho para Deus, não procure o Budismo. Ele o lançará no vazio.

    Se você quer alguém que perdoe suas falhas, deixando-o livre para errar de novo, não procure o Budismo, pois ele lhe ensinará a implacável Lei de Causa e Efeito e a necessidade de uma autocrítica consciente e profunda.

    Se você quer respostas cômodas e fáceis para suas indagações existenciais, não procure o Budismo. Ele aumentará suas dúvidas.

    Se você quer uma crença cega, não procure o Budismo. Ele o ensinará a pensar com sua própria cabeça.

    Se você é dos que acham que a verdade está nas escrituras, não procure o Budismo. Ele lhe dirá que o papel é muito útil para limpar o lixo acumulado no intelecto.

    Se você quer saber a verdade sobre os discos voadores ou sobre a civilização de Atlântida, não procure o Budismo. Ele só revelará a verdade sobre você mesmo.

    Se você quer se comunicar com espíritos, não procure o Budismo. Ele só pode ensinar você a se comunicar com seu verdadeiro eu.

    Se você quer conhecer suas encarnações passadas, não procure o Budismo. Ele só pode lhe mostrar sua miséria presente.

    Se você quer conhecer o futuro, não procure o Budismo. Ele só vai lhe mandar prestar atenção a seus pés, enquanto você anda.

    Se você quer ouvir palavras bonitas, não procure o Budismo. Ele só tem o silêncio a lhe oferecer.

    Se você quer ser sério e austero, não procure o Budismo. Ele vai ensiná-lo a brincar e a se divertir.

    Se você quer brincar e se divertir, não procure o Budismo. Ele o ensinará a ser sério e austero.

    Se você quer viver, não procure o Budismo, pois ele o ensinará a morrer.

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    #128 – O que significa dizer: sou budista

    #128 – O que significa dizer: sou budista

     
     
    00:00 / 09:38min
     
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    Ensinamento do professor Richard Gombrich

    Quando digo que sou budista…

    Esse é um texto do Richard Gombrich que dedicou 40 anos de sua vida aos estudos e práticas do budismo e da língua Pali na Universidade de Oxford.

    Quando digo que sou budista, isso não significa que sou a pessoa mais pura ou mais gentil entre todos. Mas significa que reconheço minha ignorância e contaminações mentais , e que preciso desenvolver a sabedoria dos budas.

    Quando digo que sou budista, isso não significa que tenha mais sabedoria do que os outros. Mas que tenho sido ocupado por muita arrogância. Preciso aprender a ser mais humilde e desenvolver uma perspectiva mais ampla.

    Quando digo que sou budista, não é porque sou melhor ou pior que os outros, mas porque entendo que todos os seres são iguais.

    Quando digo que sou budista, sei que gosto daqueles que amo , mas um Buda tem compaixão por todos os seres orientando-os para serem cheios de sabedoria e compaixão. É por isso que escolho seguir os ensinamentos de Buda.

    Quando digo que sou budista, não é com o objetivo de obter o que é do meu interesse. Mas por deixar de lado meu apego a todos os desejos mundanos.

    Quando digo que sou budista, não é porque busco uma vida tranquila. Mas pela calma e aceitação da impermanência, que eu possa encontrar sabedoria e confiança em quaisquer circunstâncias adversas.

    Quando digo que sou budista, não pretendo manipular os outros com uma motivação de interesse próprio. Mas usar a sabedoria, para beneficiar todos os seres sencientes.

    Quando digo que sou budista, não é porque quero fugir do mundo e buscar o isolamento . Mas saber que a vida cotidiana está dentro do Dharma*, e viver no presente é a própria prática.

    Quando digo que sou budista, isso não significa que minha vida não vai mais sofrer retrocessos. Mas com a prática do Dharma*, reveses são transformados em um caminho para o crescimento espiritual.

    Quando digo que sou budista, meu coração está cheio de gratidão infinita. Apenas pensando que nasci como humano e tenho a capacidade de praticar nesta vida, com a oportunidade de conhecer professores sábios e ouvir os ensinamentos do Dharma*, fico profundamente comovido com essa inacreditável afinidade karmica.

    Quando digo que sou budista, não é porque existe um deus fora de mim. Mas que encontrei a natureza búdica no meu próprio coração.

    *Dharma ou Darma, é uma palavra em sânscrito que significa aquilo que mantém elevado. O Dharma budista diz respeito aos ensinamentos do Buddha Gautama, e é uma espécie de guia para a pessoa alcançar a verdade e a compreensão da vida. Pode ser chamado também de “lei natural” ou “lei cósmica”