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    #139 – 35 dicas budista para a vida

    #139 – 35 dicas budista para a vida

     
     
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    Texto do professor Alex Berzin

    Às vezes nos sentimos perdidos, não sabemos como lidar com os desafios e atingir nossos objetivos. Não conseguimos nem entender como conviver melhor com os outros. Nos ensinamentos budistas tradicionais, encontramos uma abundância de orientações práticas que podem ajudar a qualquer pessoa, de qualquer época e cultura.

    Qualidades a Serem Cultivadas Para Ajudar os Outros

    • Generosidade – em relação ao seu tempo, conselhos, ajuda e posses
    • Autodisciplina – para evitar comportar-se ou falar de forma destrutiva, e para ajudar os outros de todas as formas possíveis
    • Paciência – para não ficarmos com raiva ou frustrados com as dificuldades que podemos encontrar ao ajudar os outros
    • Coragem e perseverança – para seguir em frente, independente das dificuldades
    • Estabilidade mental e emocional – para permanecer focado e não se desviar do caminho
    • Discernimento – para distinguir o que ajuda e o que atrapalha, e o que é apropriado e inapropriado.

    Formas de Ser uma Influência Positiva

    • Ser generoso – com seu tempo, interesse e energia
    • Falar com gentileza – consciente de que aquilo que diz, e também a forma como diz, afeta os outros
    • Falar e agir de maneira significativa – encorajando os outros a desenvolver suas habilidades construtivas
    • Dar bons exemplos – praticando aquilo que aconselha aos outros.

    Formas de Alcançar Seus Objetivos Positivos

    • Ter um objetivo claro – certificar-se de que a meta é realista e confiar em sua capacidade de alcançá-la
    • Manter a autodisciplina – para manter-se focado em seu objetivo, sem se desviar do caminho ou se sabotar.
    • Ser generoso – em relação ao tempo e ao esforço que dedica a atingir seu objetivo.
    • Ter uma mente aberta – continuar sempre aprendendo, pois isso o ajudará a atingir seu objetivo
    • Manter a dignidade – não agir de forma vergonhosa, que faça com que seja mais difícil atingir seu objetivo.
    • Manter-se preocupado – com o fato de que qualquer comportamento irresponsável irá afetar negativamente o grupo.
    • Discernir cuidadosamente – entre o que pode ajudar e o que pode atrapalhar seu progresso.

    Qualidades a Serem Cultivadas para Você Atingir Seus Objetivos Positivos

    • Contentamento – em atingir um objetivo realista, sem cobiçar coisas que estão fora de sua realidade
    • Não se frustrar, não se ressentir e não agir com antagonismo – quando algo inevitavelmente dá errado.
    • Manter-se focado no objetivo – e nos benefícios que ele lhe proporcionará quando alcançá-lo
    • Domar sua mente – para permanecer calmo e manter o equilíbrio emocional, independente do que aconteça
    • Estar sempre consciente de que tudo muda – não importa seu estado de humor atual, seus estados mentais e emocionais não são fixos ou permanentes, mas podem ser melhorados
    • Manter a paz de espírito – por saber que está dando o melhor de si.

    Formas de Controlar sua Vida

    • Não coloque-se em uma posição em que não possa tomar suas próprias decisões – isso pode lhe levar a comprometer seus princípios e fazer coisas de que poderá se arrepender
    • Evite trair, se estiver em um relacionamento amoroso– isso inevitavelmente lhe trará problemas e complicações.
    • Não busque uma posição elevada, na qual tenha muitas responsabilidades – isso tomará todo o seu tempo e energia
    • Não permita que os outros o influenciem a mudar seus hábitos positivos, como o hábito de comer de forma saudável, não fumar e fazer exercícios – isso pode danificar sua saúde e bem estar.
    • Não se comprometa a fazer algo que não conseguirá fazer – isso fará com que perca a autoconfiança.
    • Evite agir com imprudência – isso só lhe trará consequências negativas.

    Qualidades a Serem Desenvolvidas para Evitar Problemas em Situações Desafiadoras

    • Não dar muita importância – a elogios e críticas
    • Estar sempre atento para não se agarrar às pessoas ou hostilizá-las – quando encontrar pessoas a quem seja apegado ou que desgoste, respectivamente
    • Não comportar-se de forma contraditória a seus bons princípios – quando se engajar em atividades cotidianas
    • Não ficar obcecado por coisas materiais, se tiver muitas posses e riqueza – a ponto de negligenciar seus objetivos mais elevados
    • Não sentir pena de si mesmo – quando estiver doente ou com dor, usar essas coisas para desenvolver sua força interna e caráter
    • Trabalhar para superar seus obstáculos e realizar plenamente seus potenciais positivos – sempre.
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    #138 – A impermanência das coisas

    #138 – A impermanência das coisas

     
     
    00:00 / 10:08min
     
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    Este texto é do grande mestre Chagdud Tulku Rinpoche que ensinou no Brasil e fundou o Chagdud Gonpa Brasil.

    “A vida é como um piquenique em uma tarde de domingo — ela não dura muito tempo. Só olhar o sol, sentir o perfume das flores ou respirar o ar puro já é uma alegria. Mas se tudo o que fazemos é ficar discutindo onde pôr a toalha, quem vai sentar em que canto, quem vai ficar com o peito ou a coxa do frango…, que desperdício! Mais cedo ou mais tarde o tempo fecha, a tarde cai e o piquenique acaba. E tudo o que fizemos foi ficar discutindo e implicando uns com os outros. Pense em tudo que se perdeu.

    Você pode estar se perguntando: se tudo é impermanente, se nada dura, como pode alguém viver feliz? É verdade que não podemos, de fato, agarrar ou nos segurar às coisas, mas podemos usar esse conhecimento para olhar a vida de modo diferente, como uma oportunidade muito breve e rara. Se trouxermos à nossa vida a maturidade de saber que tudo é impermanente, vamos ver que nossas experiências serão mais ricas, nossos relacionamentos mais sinceros, e teremos maior apreciação por tudo aquilo que já desfrutamos.

    Também seremos mais pacientes. Vamos compreender que, por pior que as coisas possam parecer no momento, as circunstâncias infelizes não podem durar. Teremos a sensação de que seremos capazes de suportá-las até que passem. E com maior paciência seremos mais delicados com as pessoas a nossa volta. Não é tão difícil manifestar um gesto amoroso quando nos damos conta de que talvez nunca mais estaremos com a nossa tia-avó. Por que não deixá-la feliz? Por que não dispor de tempo para ouvir todas aquelas histórias antigas?

    Chegar à compreensão da impermanência e ao desejo autêntico de fazer os outros felizes nesta breve oportunidade que temos juntos, constitui o começo da verdadeira prática espiritual. É esse tipo de sinceridade que efetivamente catalisa a transformação em nossa mente e em nosso ser.
    Não precisamos raspar a cabeça nem usar vestes especiais. Não precisamos sair de casa nem dormir em uma cama de pedras. A prática espiritual não requer condições austeras — apenas um bom coração e a maturidade de compreender a impermanência. Isso nos fará progredir.”

  • Palavras de compaixão

    Acostumando-se com a mudança

    Sabe qual é a origem do nosso sofrimento? Querer agarrar o que por natureza está em movimento constante.

    Uma de minhas mestras, Jetsunma Tenzin Palmo diz:

    Impermanência. Tentamos fazer com que as coisas fiquem do jeito que estão, nos agarramos à ideia de permanência. Normalmente, somos muito resistentes à ideia de mudança, em especial de mudança naquilo que prezamos. Claro que gostamos de que as coisas mudem, quando se trata de algo de que não gostamos; mas, quando é algo de que gostamos, seguramos.

    – Jetsunma Tenzin Palmo

    Ou seja, tudo está sempre mudando, tudo é impermanente, todos nós sabemos disso. O ponto é: como podemos lidar com isso?

    Observando sobre a minha forma de lidar com a mudança, a primeira coisa que me recordo é do desconforto.

    Não é fácil lidar com a mudança quando ela se aplica as coisas que gostamos.

    Lembro quando as coisas mudaram repentinamente no meu trabalho e fui mandado embora.

    Tenho várias experiências para compartilhar, mas no momento esse exemplo consegue ilustrar o que quero dizer.

    Tenho várias experiências para compartilhar, mas no momento esse exemplo consegue ilustrar o que quero dizer.

    Ficarmos à vontade com o fluxo das coisas, ficarmos à vontade ao estarmos inseguros, essa é a maior segurança, pois nada pode nos tirar do prumo.

    – Jetsunma Tenzin Palmo

    É uma sensação horrível, parece que fiquei sem chão. O que iria fazer a partir daquele momento?

    Quando aprendemos a lidar com a impermanência, ou seja, quando ficamos seguros e tranquilos pelo fato de que as coisas sempre irão mudar, tanto a que gostamos, quanto as que não gostamos, entramos em um estado de calma por saber que essa é a verdadeira natureza das coisas.

    Não adianta entender isso apenas intelectualmente. Precisamos sentir isso em nossa experiência, essa tranquilidade para lidar com a mudança.

    É simples? Não. É fácil? Não. É Rápido? Não. Mas é possível e acessível.

    Minha mestra diz:

    Ai está o segredo, como aprender a lidar com a impermanência?

    Somente quando aceitarmos e entendermos profundamente em nosso ser, que as coisas mudam de momento a momento e nunca param um instante sequer, só então conseguiremos soltar. E, quando realmente soltamos dentro de nós, o alívio é enorme.

    – Jetsunma Tenzin Palmo

    Precisamos soltar a ideia de que as coisas devem ficar paradas, represadas, presas, imóveis, permanentes.

    Para isso precisamos nos familiarizar, refletir e meditar sobre o fato da mudança.

    Nosso corpo muda, nossa mente, muda, nossa vida muda, tudo muda. Pense em cada detalhe em vários níveis.

    Reflita sobre a mudança de forma detalhada e aplicada a todos os aspectos da sua vida, família, trabalho, amigos, financeiro, amoroso….

    Aspiro que você possa colocar isso em prática.

    É a mudança de deixar de segurar com muita força para segurar bem de leve.

    – Jetsunma Tenzin Palmo

    Deixe seu comentário sobre como você lida com a mudança sobre as coisas que você gosta. Sua participação é super importante para o nosso site, pois sua opinião e comentário importam para nós. Gratidão!

  • Podcast Iluminação Diária

    #137 – Karma não é destino

    #137 – Karma não é destino

     
     
    00:00 / 09:27min
     
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    Ensinamento de Traleg Rinpoche Rinpoche

    Você não pode negar sua herança kármica, disse o último Traleg Rinpoche, mas isso não significa que não pode mudar.

    As críticas ao conceito de karma frequentemente são centradas na noção de responsabilidade individual e sugerem que essa noção gera uma atitude de antipatia em relação aos outros e leva a uma tendência à culpa. O pobre é culpado por ser pobre, e assim por diante. Diz-se, erroneamente, que o budismo culpa os indivíduos por todas as suas circunstâncias e nega-lhes o poder de ação.

    Se somos pobres, por exemplo, podemos acreditar, de imediato, que ficaremos assim até acabarem as dívidas cármicas; e então, depois da morte, podemos renascer em circunstâncias afortunadas, quem sabe, nos tornando um rico empreendedor. Entretanto, este tipo de pensamento não combina com a ênfase do budismo na interconectividade de tudo, que confirma a abundante complexidade de influências sobre as pessoas, incluindo seu ambiente.

    Certamente o budismo contem a ideia de um acúmulo de carma, impressões, disposições, probabilidades ao longo de nossa vida – padrões de comportamento adquiridos, etc. Mesmo assim, isso não quer dizer que simplesmente esperamos por um karma particular impresso ou dívidas ou heranças que evaporam ou desaparecem, antes que alguma coisa possa ser feita. A teoria kármica do budismo não é semelhante ao fatalismo ou predeterminação. Nós temos poder de escolha (livre arbítrio) em nossas ações. Se não tivéssemos, então a teoria kármica poderia verdadeiramente produzir julgamentos e atitudes moralistas, e os ensinamentos do Buda seriam muito menos inspiradores e muito menos efetivos.

    A teoria kármica não tem se fixado em particularidades como essa e não está ligada a uma ordem moral estática. Evidentemente que um elemento de determinismo está envolvido e isso deve ser aceito. Nós somos quem somos por causas de nossa herança kármica.

    Poderíamos não ser como nós somos sem essa herança, mas isto não significa que temos que permanecer assim. O ponto em questão é que a teoria kármica nos encoraja a pensar: “Eu posso me transformar na pessoa que eu quero ser e não insistir naquilo que já sou”. Esta seria uma compreensão adequada da teoria budista de karma.

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    #136 – A origem da insegurança e como lidar com ela

    #136 – A origem da insegurança e como lidar com ela

     
     
    00:00 / 09:41min
     
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    Ensinamento de Dzongsar Khyentse Rinpoche

    A causa de todos os sofrimentos é nossa insegurança fundamental. Estamos sempre nos perguntando se existimos ou não. Nosso ego, ou melhor, nosso apego à ideia do eu, é completamente insegura sobre sua própria existência. Nosso ego pode parecer forte, mas na verdade é bem instável. É claro que não fazemos tais perguntas conscientemente, mas sempre temos um sentimento subconsciente de insegurança sobre se existimos.

    Tentamos usar coisas como amigos, dinheiro, posição e poder, e todas as coisas cotidianas que fazemos, como assistir televisão ou fazer compras, para provar e confirmar nossa existência de alguma forma. Tente sentar sozinho em uma casa e não fazer absolutamente nada. Mais cedo ou mais tarde, suas mãos irão alcançar o controle remoto ou o jornal. Nós precisamos estar ocupados. Se não estamos ocupados, nos sentimos inseguros.

    Mas há algo muito estranho nisso tudo. O ego procura constantemente por distração, e então a distração se torna um problema. Em vez de nos ajudar a nos sentir seguros, isso realmente aumenta nossa insegurança. Ficamos obcecados com a distração e se desenvolve em outro hábito. Uma vez que se torne um hábito, é difícil se livrar. Então, para se livrar desse novo hábito, temos que adotar outro hábito. É assim que as coisas continuam e continuam.

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    #135 – 11 maneiras de ajudar os outros e ter uma vida significativa

    #135 – 11 maneiras de ajudar os outros e ter uma vida significativa

     
     
    00:00 / 30:37min
     
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    Texto do professor Alex Berzin.

    1. Cuidar dos que Estão Sofrendo

    Precisamos cuidar dos doentes, dos inválidos e daqueles que sentem dor. Se virmos alguém em dificuldade, temos que intervir e compartilhar de seu fardo.

    2. Orientar os Que Estão Confusos em Relação a Como se Ajudar

    Às pessoas que estão confusas em relação a como se ajudar, podemos oferecer um conselho, se nos pedirem, ou ao menos um ouvido que as ouça. Se o nosso cachorro ou gato estiver preso em um quarto, abrimos a porta para deixá-lo sair. Aplicamos essa orientação até mesmo quando uma mosca estiver voando perto da janela. A mosca não quer ficar em nosso quarto; ela quer sair. Então, abrimos a janela e a deixamos sair.

    3. Retribuir a Bondade Dos que Nos Ajudaram

    É importante apreciar o trabalho de todos os que fazem o mundo funcionar e tentar ajudar os que já fizeram tanto por nós, como os nossos pais. Mas temos que fazer isso com um sentimento sincero de gratidão, e não por culpa ou obrigação.

    4. Reconfortar e Proteger os que Têm Medo

    Precisamos tentar ao máximo confortar as pessoas e animais que estiverem assustados. Se alguém precisar ir a um lugar perigoso, onde possa se machucar, lhe oferecemos nossa companhia e proteção. Aos refugiados que escaparam de um passado violento, damos segurança e lhes ajudamos a se estabelecer. Os que ficaram traumatizados pela guerra ou por alguma forma de abuso precisam de compreensão especial e ajuda para curar suas feridas emocionais.

    5. Consolar os Que Estão Tomados Pelo Luto

    Quando as pessoas estão em luto por conta de um divórcio ou da perda de um ente querido, tentamos lhes consolar de uma forma compassiva. Nunca devemos tratá-los com pena, “Ah, coitadinho!” Ao invés disso, devemos nos colocar no lugar deles e compartilhar de sua dor.

    6. Dar Ajuda Material Aos Pobres

    É importante doar para instituições de caridade, mas também é importante doar para os mendigos que encontramos nas ruas. Temos que superar qualquer resistência que tenhamos, especialmente quando os mendigos parecerem sujos e repugnantes e não quisermos nem mesmo olhar para eles, muito menos sorrir ou tratá-los com respeito. Imaginem se aquela pessoa vivendo nas ruas fosse a nossa mãe ou o nosso filho: como poderíamos passar por ela com frieza, como se ela fosse uma pilha de lixo?

    7. Introduzir o Dharma os que São Apegados a Nós

    Também precisamos trabalhar para ajudar aqueles que querem estar conosco o tempo inteiro. Não queremos que fiquem dependentes. Se tiverem uma conexão kármica muito forte conosco, podemos tentar ajudá-los ensinando alguns métodos budistas básicos para alcançar a felicidade e ajudar os outros, mas apenas se demonstrarem interesse. Não queremos converter as pessoas, queremos apenas lhes proporcionar ajuda e conselhos. Assim, podemos fazer com que nosso relacionamento com elas seja mais significativo.

    8. Ajudar os Outros de Acordo com Aquilo que Desejam

    Devemos tentar ajudar os outros de acordo com suas preferências. Se alguém nos pedir para ensinar uma determinada coisa e formos capazes de ensinar, devemos tentar fazê-lo da melhor maneira possível, mesmo que ensinar não seja aquilo que mais gostamos de fazer. É como quando vamos a um restaurante com um amigo. Seria egoísmo e falta de consideração insistir para que todas as vezes pedíssemos nosso prato favorito. Às vezes também podemos comer o que o outro gosta. Em um relacionamento afetivo também precisamos achar um meio-termo entre aquilo que queremos e o que o outro quer. Não tem que ser sempre como a gente quer.

    9. Encorajar os Que Levam uma Vida Integra

    Podemos ajudar elogiando as pessoas que levam uma vida íntegra, que seguem um caminho positivo e estão fazendo um bom trabalho. Para pessoas com baixa autoestima, o elogio é especialmente importante. No caso de pessoas que têm boas qualidade mas são arrogantes, podemos elogiá-las para os outros, mas não na sua frente, para não deixá-las ainda mais arrogantes. Podemos encorajá-las a usar de suas habilidades para beneficiar os outros, mas também apontar seus erros, para ajudá-las a ter menos orgulho.

    10. Ensinar Comportamentos Construtivos Para os Que Levam Vidas Destrutivas

    Se encontrarmos pessoas que levam vidas muito destrutivas e negativas, não devemos nunca as repudiar, rejeitar ou condenar. Ao invés de julgá-las, devemos tentar mostrá-las maneiras de superar o comportamento negativo, se elas estiverem abertas a isso.

    11. Quando Todo o Resto Falhar, Usar Nossas Habilidades

    Alguns de nós têm habilidades extraordinárias. Pode ser que sejamos experts em artes marciais mas não façamos alarde em relação a isso. No entanto, se virmos alguém sendo atacado, pode ser que tenhamos que usar o nosso treinamento para subjugar o atacante, caso não haja outra maneira de pará-lo.

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    #134 – Prática Para Amar A Si Mesmo E Aos Outros

    #134 – Prática Para Amar A Si Mesmo E Aos Outros

     
     
    00:00 / 10:56min
     
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    Prática de amor Metta

    Que eu possa ser feliz e que eu encontre as causas da felicidade
    Que eu possa permanecer livre do sofrimento e de das suas causas sofrimento
    Que eu possa nunca me separar da autêntica felicidade
    Que eu possa permanecer em um estado de igualdade, livre do apego e da aversão

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    #133 – Como amar sem ter apego?

    #133 – Como amar sem ter apego?

     
     
    00:00 / 17:52min
     
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    Por Venerável Robina Courtin

    Esse apego é a fonte de todas as outras nossas emoções infelizes. Porque ele está desesperado para conseguir o que quer, no minuto em que não consegue – o momento em que ele não liga ou chega em casa tarde, ou olha para outra pessoa – o pânico surge e imediatamente se transforma em raiva e, e em seguida, em ciúme ou baixa auto-estima, ou em qualquer um de nossos velhos hábitos que costumamos manifestar. Na verdade, a raiva é a reação quando o apego não consegue o que quer. Todos esses pressupostos estão enraizados tão profundamente dentro de nós, e nós acreditamos totalmente nessas histórias, que parece ridículo mesmo questioná-las. Mas precisamos. E a única maneira que podemos fazer isso, é conhecendo nossas próprias mentes e sentimentos: em outras palavras, é preciso aprender a ser nossos próprios terapeutas.

    O fato é que o apego, a raiva, o ciúme e qualquer outra emoção aflitiva não estão gravadas em pedra; eles são velhos hábitos, e sabemos que podemos muda-los. O primeiro passo é ter a certeza de que, conhecendo bem nossas próprias mentes, podemos aprender a distinguir as várias emoções dentro de nós e, gradualmente, aprender a mudá-las. O primeiro desafio envolve realmente acreditar que você pode fazer isso. E isso apenas, já é algo enorme – sem essa confiança, estamos presos e empacados.

    A próxima etapa é dar um passo para trás de toda a conversa sem fim em nossas mentes. Uma maneira muito simples de fazer isso – é tão básico que é chato! – é, apenas alguns minutos todas as manhãs, antes de começarmos o nosso dia, se sentar e focar em algo. A respiração é um bom começo. Não é nada de especial; não há nenhum truque; não é algo místico. É uma técnica psicológica prática. Com determinação você pode decidir ter atenção plena na respiração – na sensação em suas narinas enquanto você inspira e expira. No momento em que sua mente divagar, traga seu foco de volta para a respiração. O objetivo não é fazer os pensamentos irem embora; mas não se envolver com eles, e aprender a deixá-los ir e vir.

    O resultado a longo prazo de uma técnica como esta é uma mente super focada, e isso vai levar tempo. Mas o benefício quase imediato será que, à medida que experimentamos dar um passo para trás de todas as histórias em nossa cabeça, nós começaremos a ser objetivos sobre essas histórias e lentamente começamos a desvendar, desconstruir e, eventualmente, mudá-las. Diz-se que um dos sinais que estamos indo bem na prática é ter a impressão que estamos cada vez pior! Mas nós não estamos. Estamos começando a ouvir as histórias de forma mais clara, ai então é que podemos começar a mudá-las.

    “No nível mais fundamental, o apego é esse sentimento de carência dentro de nós; aquela crença que de alguma forma “Eu não sou o suficiente” – Venerável Robina Courtin

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    #132 – Perguntas & Respostas

    #132 – Perguntas & Respostas

     
     
    00:00 / 27:42min
     
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    Nesse episódio respondo as seguintes perguntas.

    Pergunta 1: 

    Como posso me tornar budista?

    Pergunta 2:

    Como iniciar minha jornada no budismo? Dar exemplo próprio.

    Pergunta 3:

    O budismo acredita em espíritos?

    Pergunta 4:

    O budismo é considerado um religião ou uma filosofia de vida?

    Pergunta 5:

    Como se manter motivado perante as adversidades?

    Pergunta 6:

    Existe conversão no budismo?

    Pergunta 7:

    Existe alguma alimentação específica que melhore as práticas de meditação?

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    #131 – Como Desenvolver Compaixão

    #131 – Como Desenvolver Compaixão

     
     
    00:00 / 15:31min
     
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    Texto do professor Alex Berzin

    O treino para desenvolver compaixão é feito em estágios. Primeiro focamos nos sofrimentos daqueles de quem gostamos, depois daqueles em relação a quem somos neutros, depois daqueles de quem não gostamos. Por fim, focamos no sofrimento de todos os seres, em todo os lugares, igualmente.

    Em cada estágio geramos três sentimentos:

    • Como seria maravilhoso se eles estivessem livres do sofrimento e suas causas
    • Que eles se livrem; eu gostaria que estivessem livres.
    • Que eu possa ajudar a libertá-los.

    Portanto, a compaixão contém o desejo de ajudar os outros a se libertar de seus problemas e ir além de sua infelicidade. Ela confia que os problemas podem ser resolvidos por métodos realistas e que nenhuma situação está além da esperança. Então, a compaixão no budismo é um estado ativo da mente, que está preparada para entrar em ação a qualquer momento para o benefício dos outros seres.