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  • Budismo

    Como praticar o budismo para ter uma vida mais significativa

    Budismo: uma tradição espiritual diferente de qualquer outra, nem melhor, nem pior, mas diferente, ensinando menos sobre a importância de divindades e leis espirituais, e mais sobre um modo de vida que pode transformar nosso mundo interno e consequentemente o mundo ao nosso redor.
    Essa tradição remonta ao que hoje é conhecido como Nepal e começou há 2600 anos.
    Embora, hoje, existam várias escolas dentro do Budismo, há uma compreensão fundamental que todos os budistas compartilham.
    Mas por que as pessoas praticam o budismo? Embora haja uma série de razões, um dos princípios fundamentais está em sua compreensão de que todas as criaturas sofrem o desgaste básico do nascimento, envelhecimento, doença e morte, portanto, devemos ir além deste desgaste natural, ir além de vida e morte.
    Aqui está como você pode praticar o budismo:

    Vivendo com os quatro grandes votos do Bodhisattva (Guerreiro espiritual)

    1) Trabalhe para acabar com o sofrimento dos outros
    Os ensinamentos do Buda sobre as “as quatro nobres verdades” dizem respeito a existência do sofrimento, a origem do sofrimento, que existe um caminho para se liberar desse sofrimento e o caminho propriamente dito que dá origem ao próximo ensinamento sobre o Nobre Caminho Óctuplo.
    2) Siga o Nobre Caminho Óctuplo
    O Nobre Caminho Óctuplo é o caminho para a iluminação, o estado desperto onde a realidade é vista tal como é.
    Essas oito lições incluem:

    • Fala Correta, Modo de Vida Correto, Ação Correta (Os Cinco Preceitos)
    • Concentração Correta, Esforço Correto, Consciência Correta (Meditação)
    • Pensamento Correto, Compreensão Correta (Meditação, Atenção Plena e os Cinco Preceitos)

    3) Cortando os laços do desejo e apego
    Grande parte da nossa vida é ditada pelos nossos desejos e apegos. Podemos querer o carro mais recente, o carro mais caro, a maior casa, mas esse desejo excessivo pelos bens materiais nos levam ao sofrimento. Não há problema em ter ou querer objetos materiais, contanto que isso não vire uma fonte de sofrimento e não te domine.
    4) Aprendizagem ao longo da vida
    Nunca devemos acreditar que aprendemos o suficiente. A aprendizagem é um objetivo para toda a vida, e quanto mais aprendemos e colocamos esse conhecimento em prática, mais nos aproximamos da iluminação.
    Especificamente, devemos aprender o Buda Dharma e sua relação com o sofrimento.

    Vivendo com os cinco preceitos

    Os Cinco Preceitos do Budismo devem ser vividos para retornarmos a nossa verdadeira natureza e atingirmos a iluminação, o objetivo de todos os praticantes budistas.
    Estes são diferentes dos mandamentos do cristianismo; elas não são regras de Deus, mas práticas fundamentais para toda a vida, devemos viver para nos tornar as melhores versões de nós mesmos.
    Seguindo esses preceitos, podemos alcançar a iluminação completa e ter uma vida mais significativa, capazes de beneficiar todos os seres.
    Estes cinco preceitos são:

    • Não Matar: Este preceito se aplica a todas as criaturas vivas, incluindo animais e insetos. É por isso que você descobrirá que os budistas, geralmente, vivem estilos de vida vegetarianos ou veganos.
    • Não roubar: basicamente, não pegar o que não lhe foi dado.
    • Não causar sofrimento através da sexo: não abusar ou explorar os outros, sexualmente, mentalmente, fisicamente e emocionalmente.
    • Não mentir: A verdade é muito importante. Não minta, esconda informações importantes ou guarde segredos. Seja aberto e claro.
    • Não utilizar substâncias que confundam a mente: qualquer coisa que intoxique sua mente deve ser abandonada, pois inibe a atenção plena, um elemento crucial no budismo.

    O Karma

    O Karma, que significa AÇÃO, é um elemento-chave do estilo de vida budista. É a crença de que tudo o que você faz, ou seja, todas as ações que você produz através do seu corpo, da sua fala e da sua mente, geram um Karma positivo ou negativo. Se você gerar Karma positivo através de suas ações, você terá condições favoráveis, se for negativo, terá condições desfavoráveis.
    A diferença entre boas ações e más ações são as motivações que temos por trás dessas ações. Boas ações são motivadas pela bondade e pelo desejo de aliviar os outros do sofrimento. Ações negativas são motivadas por ódio, ganância, apego, inveja, orgulho, carência e consistem em atos que trazem sofrimento a nós mesmos e aos outros.

    Meditação: o estilo de vida budista

    Finalmente, para praticar o budismo, você deve praticar a atividade diária mais importante para aumentar sua atenção e abertura: a meditação.
    A meditação permite que você se familiarize com a sua verdadeira natureza, com seu verdadeiro ser.
    Mas a meditação é mais do que apenas sentar em uma sala silenciosa. Aqui está um guia rápido para você começar a meditar:

    • No início é importante encontrar um lugar silencioso: encontre uma área tranquila onde ninguém irá incomodá-lo. Remova-se de distrações, como seu telefone, computadores ou músicas.
    • Sente-se confortavelmente: a posição de pernas cruzadas é a mais comum associada à meditação, mas não é obrigatória. Sente-se de uma maneira que seja confortável, de forma que você possa praticar. Sente-se ereto e relaxe. Pode ser no chão ou em uma cadeira.
    • Concentre-se nos seus olhos: a maioria das pessoas preferem fechar os olhos para ajudá-las a relaxar, no entanto, fechar os olhos não é necessário. Se você deseja manter os olhos abertos, tente abaixar o olhar ou fixá-lo em um objeto à sua frente.
    • Esteja atento à sua respiração: concentre-se em cada inspiração e expiração. Concentre-se no ar que entra e sai seu corpo. Se você se distrair, volte a atenção para a sua respiração quantas vezes for necessário.
    • Não julgue os pensamentos: esteja consciente deste momento, mas sem julgamento tal como achar que algo é “bom” ou “ruim”, de que “está certo pensar nisso” ou “está errado”, não julgue nada e mantenha a atenção na sua respiração.

    Por pelo menos 5 minutos por dia na primeira semana, você deve meditar na mesma posição e no mesmo lugar para gerar o hábito da prática de meditação.
    Se você quiser aumentar o tempo, prolongue suas meditações acrescentando 1 minuto por prática durante uma semana, por exemplo, inicie a prática por uma semana meditando 5 minutos por dia, na semana seguinte, aumente para 6 minutos por dia durante 1 semana, na seguinte 7 minutos diários por uma semana e assim por diante.
    Use um temporizador assim você não fica preocupada(o) com o tempo.
    Aspiro que isso esclareça melhor um pouco sobre o Budismo.
    Meus melhores votos, Jigme Wangchuck!

  • Meditação

    Meditação da atenção plena para pessoas apressadas

    1. Escolha um lugar tranquilo e elevado para fazer sua prática de meditação. Sente-se de pernas cruzadas numa almofada de meditação ou, se for difícil, sente-se numa cadeira de encosto reto com os pés apoiados no chão, sem encostar-se ao encosto da cadeira.
    2. Coloque as palmas das mãos para baixo em suas coxas e tome uma postura ereta com as costas retas, relaxada, mas digna. Com os olhos abertos, deixe seu olhar descansar confortavelmente enquanto olha ligeiramente para baixo cerca de um metro à sua frente.
    3. Coloque sua atenção levemente em sua expiração, enquanto permanece consciente do ambiente ao seu redor. Esteja presente em cada respiração enquanto o ar sai pela boca e pelas narinas e se dissolve no espaço ao seu redor. No final de cada expiração, simplesmente descanse até a próxima expiração. Para uma meditação mais focada, você pode acompanhar a expiração e a inspiração.
    4. Sempre que você perceber que um pensamento desviou sua atenção da respiração, apenas diga a si mesmo “pensando” e volte a seguir a respiração. Nesse contexto, qualquer pensamento, sentimento ou percepção que o distraia é rotulado de “pensamento”. Os pensamentos não são julgados como bons ou ruins. Quando um pensamento surgir, apenas observe-o com cuidado e volte sua atenção para sua respiração e postura.
    5. Pratique por pelo menos 3 minutos por sessão.
    6. No final de sua sessão de meditação, traga calma, atenção e abertura para o resto do dia.

    Pratique essa simples meditação Mindfulness por James Ishmael Ford.

  • Posts antigos

    4 formas de lidar com a ansiedade em tempos difíceis

    Estamos vivendo tempos difíceis onde a ansiedade faz parte cada vez mais do nosso cotidiano.

    O mundo parece estar cada vez mais louco e se você quer entrar nessa onda de loucura, basta ligar a televisão ou acessar os meios de comunicação de massa. Isso já é motivo suficiente para você não sair da cama.

    Se o mundo exterior está maluco, imagine como está o nosso mundo interno? Temos que lidar com nossa vida e todos os seus aspectos. O que devo fazer da minha vida? Como posso ir mais devagar? Quem sou eu? Como lido com as minhas emoções?

    Você já deve ter ouvido a frase “Corra atrás dos seus sonhos”, né? Muitas pessoas nos dizem isso, mas quantos de nós realmente estão vivendo o seus sonhos? Muitos de nós navegamos nas redes sociais e acabamos morrendo de inveja das fotos da viagem de alguém que parecem realmente estar vivendo seus sonhos. Parece que as pessoas acharam a chave para viver os seus sonhos e apenas nós ainda não encontramos. Estamos no nosso entediante trabalho.

    Parece que a “felicidade” é uma utopia que nos contaram ou uma frase de publicidade e mesmo que trabalhemos duro, parece que não seremos felizes, não há garantia nenhuma de que seremos realmente felizes. Algumas pessoas estudam muito ou trabalham em lugares que não gostam, já outras, ficam incrivelmente ricas e famosas, apenas para terminar com depressão e cometer suicídio.

    Todas essas coisas nos deixam extremamente ansiosos em relação a vida, e nos leva a ansiedade social,  onde nos comparamos constantemente com os outros. Quando estamos cara a cara com alguém, olho no olho, ficamos desconfortáveis e, por insegurança, tentamos nos esconder atrás da tela do nosso celular.

    Essa é a grande dificuldade do nosso tempo. Pode não parecer tão perigoso quanto as principais doenças que conhecemos como a AIDS, o câncer ou a depressão, mas a ansiedade drena a nossa energia e cria um constante sentimento de inquietação. É isso que faz com que queiramos nos distrair com a nova série da Netflix e com os posts do facebook/instagram, simplesmente porque nos é insuportável ficar a sós com nossos pensamentos. Precisamos de fones de ouvido e música constante para deixar a vida suportável.

    Não tem que ser assim. Todos sabemos que deveríamos ser gratos pelo que temos na vida e que nunca deveríamos nos comparar aos outros. Mas o que realmente significa isso? Como podemos superar a ansiedade?

    1. Dê um passo para trás. Precisamos retroceder e analizar nossas vidas. Parece chato, mas simplesmente não podemos pular este passo. O que queremos fazer com nossas vidas? Não há um caminho certo para todos, mas houve pessoas no mesmo caminho antes de nós. Talvez queiramos ser uma estrela do rock, mas será que realmente seríamos felizes se os paparazzi nos perseguissem 24 horas por dia e sete dias por semana? Será que as estrelas do rock se tornam mais felizes com o passar dos anos? Quantas recorrem ao álcool e às drogas? Depois temos que pensar se estamos dispostos a investir o tempo e a energia que isso requer.
    2. Busque um exemplo. Se encontramos uma maneira de viver que torna a nossa vida mais feliz e significativa, o próximo passo é achar alguém que incorpore isso. Para ser um grande músico, temos que praticar. Para ser um jogador de futebol, temos que praticar. Até para caminhar, tivemos que praticar, mesmo se não nos lembramos disso agora. A mensagem aqui é que, sem uma causa, não há um resultado. Chegar a algum lugar na vida requer dedicação. Uma pessoa que incorpore aquilo que buscamos pode nos dar dicas e se tornar uma grande fonte de inspiração.
    3. Ajude alguém. É tão fácil deixar-se absorver pelos próprios pensamentos e desejos. Pensamos acima de tudo naquilo que queremos e precisamos para nossas vidas e, cada vez que alguém interfere nisso, damos um chilique. Uma grande parte da ansiedade é o sentimento de isolamento, mas a melhor forma de se conectar com os outros é de genuinamente se importar com eles. Se pensarmos apenas em nós mesmos, estamos fadados a nos sentir miseráveis; enquanto é provado cientificamente que ajudar os outros de coração alivia a ansiedade e aumenta a felicidade. Não precisa ser nada de grande. Um sorriso para alguém em um dia sombrio ou um agradecimento sincero pode ser suficiente para melhorar o astral de ambos os lados. Não façam isso com um sentimento de obrigação, mas com o genuíno desejo de melhorar o dia de alguém. Depois disso, vejam o que acontece com seu estado mental.
    4. Descubra-se. Todos gostamos de pensar que somos únicos, mas isso apenas prova que somos todos iguais. Quando dizemos “descubra quem você é” trata-se realmente de entender quem nós somos. Todos nós temos problemas, e uma vida perfeita simplesmente não existe. Não acreditem em tudo aquilo que vocês pensam! Da mesma forma que nunca mostraríamos fotos nas quais pensamos que não estamos com uma boa aparência, os outros também não o fazem. Temos medo de ser ridicularizados em público – e, adivinhem – todo mundo tem este medo. Embora vivamos em uma era na qual somos bombardeados por vidas aparentemente perfeitas, não deveríamos cair nesta armadilha. Se tivermos consciência desses pontos e tentarmos levar felicidade aos outros, do fundo de nosso coração, e trabalharmos para trazer significado para nossas vidas, a nossa ansiedade se dissolverá gradualmente.

    Tente colocar em prática tudo o que foi abordado aqui, tenho certeza de que algum benefício você irá encontrar.

    Meus melhores votos, Jigme Wangchuck!

    TÉCNICA PARA ALIVIAR A ANSIEDADE EM 7 DIAS



  • Budismo

    Quem iniciou o budismo e quais são os seus fundamentos?

    Budismo é a religião fundada pelos discípulos de Siddharta Gautama, o Buddha, baseado nos ensinamentos filosóficos proferidos por este durante sua vida. A doutrina do Budismo foi sistematizada a partir dos Concílios budistas nos quais os discursos proferidos pelo Buda foram transcritos e sistematizados. A liturgia budista foi criada naturalmente a partir das escolas e tradições que se criaram ao longo dos anos.

    A base da filosofia da religião budista está contida no Tripitaka (Três Cestos) – Sutra-pitaka (que contém os discursos de Buda); Vinaya-pitaka (que contém os preceitos que regem a vida dos monges e monjas); e Abhidharma-pitaka (que contém os comentários de vários eruditos budistas sobre a filosofia budista), e que são diferentes em diversas escolas.

    Nos sutras estão contidos vários conceitos que dão sustentação à doutrina budista e as principais são:

    Três Jóias: Buda, Dharma (Ensinamentos) e Sangha (Comunidade budista);

    O Princípio da Co-produção Condicionada dos Fenômenos (Pratitya samutpada), que é o alicerce de todo o Budismo: as Quatro Nobres Verdades, apresentadas abaixo, são uma aplicação particular desse princípio geral.

    As Quatro Nobres Verdades:

    1. Nobre Verdade – Dukkha – A vida é desequilibrada, fora de prumo, desarmônica;
    2. Nobre Verdade – Samudaya – a causa deste desequilíbrio são os Três Venenos Mentais (a ira, a cobiça e a ignorância);
    3. Nobre Verdade – Nirodha – o equilíbrio pode ser restaurado;
    4. Nobre Verdade – Margha – o equilíbrio da vida pode ser atingido seguindo-se

    O Caminho do Meio (ou Caminho Óctuplo). A seguir:

    1. Caminho do Meio
    2. Visão Correta
    3. Pensamento Correto
    4. Fala Correta
    5. Ação Correta
    6. Meio de Vida Correto
    7. Esforço Correto
    8. Atenção Correta e Meditação Correta

    Então, esses são basicamente os ensinamentos que estruturam a filosofia budista.

    BUDISMO:
    POR ONDE COMEÇAR?



  • Budismo

    9 razões do por que o budismo não é uma religião

    Você sabe por que o budismo não é uma religião? Quando eu iniciei no Budismo em 2011, eu não ficava muito preocupado sobre os detalhes do Budismo, mas depois que iniciei os meus estudos, percebi que é importante, não só praticar os ensinamentos, mas também compreender o seu significado.

    Sobre esse ponto, geralmente, a primeira coisa que as pessoas perguntam é se o Budismo é uma religião ou filosofia de vida.

    Vamos lá:

    1. Não há um Deus. Ao contrário do hinduísmo ou de outras religiões orientais, o budismo não tem um deus central. Isso não significa que os budistas se opõem a um Deus, apenas significa que não existe motivo para se ter um Deus. Ao invés disso, acreditamos na lei de causa e efeito, o Karma.
    2. Buda não é adorado. Embora todo budista compreenda e seja grato pela mensagem que Buda trouxe, eles entendem que ele foi um homem. Embora alguns no hinduísmo o considerem uma encarnação de Vishnu (Krishna), a maioria dos budistas não compartilham dessa visão.
    3. Qualquer um pode ser um Buda. Uma das coisas mais notáveis ​​sobre o budismo é que é muito acessível. “Buda” é apenas um título dado a Siddhartha Gautama por seu domínio sobre si mesmo. Isso significa que ele alcançou a iluminação de forma completa – algo que qualquer um pode fazer, pois todos, independentes do que acreditam, possuem a natureza de Buda.
    4. Autorresponsabilidade. Buda, ou qualquer outro ser iluminado, não é um salvador como no cristianismo. Só porque você acredita nos ensinamentos, não significa que você estará protegido de qualquer coisa; você tem que colocar os ensinamentos em prática para encontrar a verdadeira felicidade que já existe dentro de você.
    5. Não é necessário se converter. O Budismo não é exclusivo para os seus praticantes, mas para qualquer um que queira lidar com sua própria mente e coração para o benefício de todos os seres. Todos os benefícios dos ensinamentos podem ser colocados em prática mesmo que você não siga o budismo, mas tenha uma motivação pura de cuidar de si e dos seres ao seu redor.
    6. Nossa origem é irrelevante. Enquanto a maioria das religiões se ocupam com histórias da criação e do universo, o budismo não se preocupa de onde viemos ou para onde vamos. Por quê? Porque o mais importante é o  momento presente, o agora. Isso significa abandonar o passado e o futuro.
    7. O “cara mau”. Muitas religiões têm um vilão, ou seja, alguém como o Diabo, ou espíritos maléficos, que aterrorizam ou encoraja atos malignos. No budismo, o mal de algo é medido pelo quanto produz sofrimento. A maior causa do sofrimento é o ego e o conceito de dualidade de que estamos separados de tudo. Quando a ignorância básica termina, a verdadeira felicidade começa.
    8. A realidade é baseada na percepção. Não há uma crença sobre o céu ou inferno. Ao mudar nossa consciência para um nível mais elevado, estamos mudando nossa realidade. Essa perspectiva é muito importante. Mudando o mundo interno, você muda a forma de perceber o mundo externo.
    9. Está aberto a mudanças. Todo budista dedica-se apenas a uma coisa: a busca da verdade. Se fosse descoberto que os ensinamentos budistas estão incorretos, os ensinamentos e filosofias devem mudar. Não é um sistema rígido por qualquer meio.

    BUDISMO:
    POR ONDE COMEÇAR?



  • Meditação

    12 técnicas simples de meditação para quem não sabe meditar

    Seguindo de forma consistente essas 12 técnicas simples de meditação e praticando diariamente você poderá aprender a meditar e a lidar melhor com as emoções da raiva, inveja, ciúmes, apego. Vai aprender a voltar sua mente para o momento presente, vai aprender a dirigir sua mente e fazer o que realmente você deseja fazer. São tantos benefícios que não caberia apenas nesse parágrafo.

    Mas os benefícios da meditação podem ser facilmente superados pela frustração de realmente tentar meditar e não conseguir. Vamos tornar a prática da meditação acessível para que você possa realmente aproveitá-la e colocá-la em prática após ler o artigo inteiro.

    Corpo como uma montanha
    Respiração como o vento
    Mente vasta como o céu
    ~ Instrução Tibetana de Meditação

    1. Tenha uma intenção clara. Você realmente quer meditar? Se a resposta for sim, comprometa-se.
    2. Elimine as desculpas. Falta de tempo não é desculpa, até mesmo porque todos os seres humanos tem igualmente 24h. Se a sua desculpa é falta de tempo, você deve mudar a palavra “falta de tempo” para “não é minha prioridade”. Se aprender a lidar com a sua mente, coração e dirigir sua vida da forma que você deseja através da meditação não é a sua prioridade, então não precisa seguir os próximos passos.
    3. Medite onde você estiver. Pode ser sentado, no trabalho, caminhando… pare onde você estiver, volte a sua atenção para sua respiração, repouse suas mãos sobre as pernas caso você esteja sentada(o) em uma cadeira e solte as tenções dos ombros, abdômen e rosto. Fique confortável.
    4. Mas não tão confortável. Se você relaxar demais, você poderá dormir e isso no meio do dia a dia não é legal a não ser que você esteja e possa ficar em casa após a meditação. O objetivo é concentrar-se na atenção e não a de desligar a sua mente. Se você dormir ou cochilar, isso significa que seu corpo precisa descansar. Meditar sentado, ao invés de deitado, ajuda a não dormir facilmente.
    5. Mantenha suas costas retas, pois ajuda na respiração, tornando ela mais fluida e isso ajuda na vivacidade da sua mente. Toda vez que você sentir suas costas curvadas para frente ou para trás, alinhe ela novamente.
    6. Mantenha os olhos semi-cerrados. Se praticar com os olhos fechados, a probabilidade de você dormir é alta.
    7. Mantenha a respiração de forma natural. Não apresse ou tente respirar lentamente, deixe que o fluxo da respiração flua naturalmente. Apenas siga sua respiração, leva atenção para o fato do ar estar entrando e saindo. Simples assim. Tudo é uma questão de familiaridade e treino.
    8. Volte sua atenção para a respiração. Muitos pensamentos irão aparecer, se você se distrair e for carregada(o) pelos pensamentos, simplesmente traga sua atenção novamente para a entrada e saída do ar. Faça isso quantas vezes for necessário.
    9. Sem julgamento, apego ou aversão. Seu papel é apenas observar os pensamentos. O exemplo que os mestres oferecem é como se você sentasse nas margens de um rio para observar. Você não pula no fluxo de pensamentos, nem vai embora, mas fica ali observando os pensamentos passarem sem se apegar ou rejeitar. No Início não é simples e você será arrastado pela força do hábito de pular de pensamento em pensamento de forma automática, mas com o tempo isso diminui e você começará a aprender apenas observar sem se identificar ou julgar.
    10. Distrações e incômodos. Acontece e isso te deixará frustrado. Muitos pensamentos, impaciência, insetos, calor, dor no corpo. Tudo isso irá te frustrar e você vai achar que não consegue, que não é para você. Aceite tudo, não há culpa em nada, tudo isso é normal e faz parte do aprendizado. Apenas respire e volto sua atenção para a respiração. Se dê uma oportunidade e continue.
    11. Movimente-se um pouco para aliviar os desconfortos. É aconselhável no início mover-se um pouco, mas se mantendo no mesmo lugar. As pernas podem ficar dormentes, as costas doerem, então mova-se minimamente para aliviar.
    12. Tempo de meditação. Para iniciantes, faça sessões de 3 minutos. Foque na qualidade e não na quantidade. Sugiro você marcar no relógio o início e o fim da sessão.
    13. Agradeça a oportunidade. Sorria, seja grata(o) após o final da meditação e pratique novamente no dia seguinte. O período da manhã é mais interessante, pois depois de um dia de atividades estressante fica muito mais difícil encontrar motivação ou inspiração para praticar.

    COMO MEDITAR:
    GUIA PASSO A PASSO



  • Budismo

    Posso praticar o budismo mesmo sendo de outra tradição espiritual?

    Será que eu posso praticar o budismo mesmo acreditando em outra tradição espiritual?

    Essa é uma questão recorrente dentro do Sobre Budismo “Sou da religião “x”, posso praticar o budismo?”. Pretendo esclarecer alguns pontos baseados na minha experiência dentro do budismo tibetano. Isso não reflete qualquer posicionamento da tradição budista, mas dos meus 7 anos de prática.

    Geralmente para entendermos qualquer coisa nova acabamos comparando com algo que já conhecemos ou sabemos.

    O Brasil é predominantemente cristão e a maioria das pessoas, assim como eu, fomos educados dentro do cristianismo. Comigo não foi diferente, fui batizado, fiz catequese, primeira comunhão e fui crismado, mas o método cristão não serviu para mim, não que ele não funcione, mas para minha experiência não rolou.

    Então quando conhecemos os ensinamentos budistas, logo comparamos com o cristão e achamos que devemos praticar um ou outro, que é pecado, se eu for cristão, praticar o Budismo. No Budismo não existe isso, os ensinamentos não são doutrinas rígidas e inflexíveis, qualquer um pode utilizá-los como ferramenta de autoconhecimento e despertar interno mesmo seguindo outras tradições ou nenhuma como no caso do ateu.

    Agora quero te mostrar alguns pontos e porque você pode praticar o budismo mesmo seguindo outra tradição espiritual:

    • O budismo não é uma religião. No livro “O caminho incomum” escrito por Sua Santidade Gyalwang Drukpa meu mestre de refúgio e líder supremo da linhagem Drukpa da qual faço parte, ele explica: “O Budismo, ou o ensino do Budismo em si mesmo, é uma filosofia espiritual. É muito voltado à espiritualidade. Assim sendo, para praticar o Budismo, ou Buddhadharma, é preciso ser muito espiritualizado.” Ele usou o termo espiritualidade e não religião. Também acredito e sigo isso. Budismo é prática diária e não apenas fazer rituais e mantras dentro do seu quarto isolado do mundo.
    • Não é necessário se converter. Se você tem afinidade com qualquer ensinamento budista, você pode simplesmente colocá-los em prática no seu dia a dia e testar se funciona para você, sem segredo. Claro, alguns métodos são mais elaborados do que outros e é necessário ter um mestre ou amigo espiritual te guiando, mas muitos ensinamentos são simples de aplicar como a meditação de atenção plena.
    • O Budismo é uma filosofia prática de vida. Mais uma frase bem explicativa do que se trata o Budismo, por Sua Santidade Gyalwang Drukpa: “Quando afirmo que o Budismo é uma filosofia, não significa que você não faz quase nada, que apenas senta-se e meramente pensa, e pensa, e pensa. As pessoas frequentemente têm a tendência de achar que a filosofia tem a ver com pensamentos, e não com a prática.” ou seja, Budismo tem a ver com prática diária e não com ideias abstratas.

    Então se você quer aprender o Budismo, aprenda um método e pratique no seu dia a dia, nas ações mais simples da vida.

    BUDISMO:
    POR ONDE COMEÇAR?



  • Meditação

    Meditação para iniciantes: 8 dicas para entender a mente

    A meditação me ajuda a lidar com as experiências do dia a dia, a voltar para o momento presente e faz com que eu consiga lidar melhor com as minhas emoções.

    Primeiro preciso dizer que não é tão simples quanto parece, pois estamos acelerados a maior parte do tempo, resolvendo problemas e sendo pressionados de todos os lados. Então parar por alguns instantes, no início, parece quase impossível, mas você consegue, tenho certeza.

    1. Sente por 3 minutos apenas. Parece absurdamente fácil meditar só por três minutos. Ótimo. Comece com apenas três minutos por dia durante uma semana. Se isso der certo, aumente um minuto e faça isso por uma semana. Se tudo correr bem, aumente apenas um pouco de cada vez, você estará meditando 10 minutos por dia no segundo mês, o que é incrível! Mas comece pequeno primeiro.
    2. Pratique pela manhã. É fácil dizer “eu medito todos os dias”, mas depois você irá esquecer de fazer. Em vez disso, defina um lembrete para todas as manhãs quando você se levantar e coloque uma nota que diga “medite” em algum lugar onde você verá facilmente.
    3. Não seja pego no como – apenas faça. A maioria das pessoas se preocupam com onde sentar, como se sentar, que almofada usar … tudo isso é bom, mas não é tão importante quanto começar. Comece apenas sentando em uma cadeira ou no seu sofá. Ou na sua cama. Se você estiver confortável no chão, sente-se de pernas cruzadas. É apenas por três minutos no início, de qualquer forma, apenas sente-se. Mais tarde, você pode se preocupar em otimizá-lo para ficar confortável por mais tempo, mas no começo não importa muito, apenas sente-se em algum lugar tranquilo e confortável.
    4. Verifique como você está se sentindo. À medida que você se ajeita em sua sessão de meditação, basta verificar como você está se sentindo. Como o seu corpo se sente? Como está sua mente? Ocupada? Cansada? Ansiosa? Veja o que você está trazendo para esta sessão de meditação com aceitação. Não rejeite nada, aceite e faça sua prática.
    5. Conte suas respirações. Agora que você está acomodado, volte sua atenção para sua respiração. Basta colocar a atenção em sua respiração quando ela chegar e segui-la pelo nariz até os pulmões. Tente contar “um” ao inspirar primeiro e depois “dois” ao expirar. Repita isso e conte até 10 e, em seguida, comece novamente em um. Se você se distrair, retome a contagem.
    6. Não se preocupe muito com o fato de estar errado. Você, em algum momento, vai se preocupar se está fazendo isso errado. Tudo bem, todos nós fazemos. Mas não se preocupe, você não está fazendo errado. Não há uma maneira perfeita de fazer isso, apenas fique feliz por você estar praticando.
    7. Você pode fazer isso em qualquer lugar. Se você está viajando ou algo surge de manhã, você pode fazer meditação em seu escritório. No Parque. Durante o seu trajeto para o trabalho. Enquanto você anda em algum lugar. A meditação sentada é a melhor maneira de começar.
    8. Sorria quando você terminar. Quando você terminar seus três minutos, sorria. Seja grato por ter tido esse tempo para si mesmo, que você manteve seu compromisso, onde aproveitou o tempo para se conhecer e fazer amizade com você mesmo. Esses são os três minutos mais incríveis da sua vida.

    COMO MEDITAR:
    GUIA PASSO A PASSO



  • Budismo

    4 elementos que você precisa entender antes de começar no budismo

    Esses 4 elementos são fundamentais e precisam ser conhecidos antes de você começar no budismo:

    1. A Motivação pela qual você quer iniciar no budismo deve ser clara. Por exemplo, se você já possui uma tradição espiritual, mas deseja apenas aprender elementos que te atraem, como a meditação, você não necessariamente precisa se tornar um budista. Basta aprender o método e aplicar na sua vida, sem precisar se “converter” a nada, então você será um simpatizante budista. Investigue sua motivação, pois o objetivo final do budismo ensinado pelo Buda é o de atingir a iluminação completa e não apenas reduzir o estresse e ansiedade ou ficar mais “Zen”. Ele ensina a superar todo o sofrimento que a existência humana gera como o nascimento, doença, velhice e morte. Então pergunte-se, porque você quer se tornar budista?
    2. A Internet possui uma gama infinita de artigos e sites. Existem várias escolas dentro do budismo como a Tibetana,  Zen, Theravada, Terra Pura, Nichiren… pesquise, estudo, procure. Dentro do Sobre Budismo, tem uma lista de arquivos com todos os posts do Sobre Budismo. Dê uma lida nos artigos, veja qual tradição te atrai mais, qual possui suas características ou estilo de vida.
    3. Procure um centro de prática na sua cidade e pratique em grupo. A Sangha é a comunidade de praticantes e também uma das 3 jóias do budismo. Quando eu comecei a praticar em 2011, assisti um vídeo na internet, entrei em contato com a tradição do mestre do vídeo, enviei uma mensagem por e-mail e uma semana depois estava fazendo meu primeiro retiro com mais de 100 pessoas. Foi maravilhoso. Geralmente as pessoas comentam comigo através das redes sociais que não tem um centro budista ao lado da sua casa e que por isso não praticam. Se você acha que as coisas são fáceis e que você não precisa se esforçar, queria te dizer que não é assim que funciona em relação ao budismo no Brasil, pois os centros de prática budista ainda são escassos, então corra atrás.
    4. Se você não puder ir para um centro, estude com seus amigos, comece a ler o livro de algum mestre e eu recomendo esse: No coração da vida – Jetsunma Tenzin PalmoEla é uma mestra da linhagem que estudo, Drukpa, e esse livro ensina os fundamentos do budismo aplicados a vida diária.

    Pois bem, não é tão difícil assim começar, basta ter boa vontade.

    BUDISMO:
    POR ONDE COMEÇAR?



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    Saiba como essas 3 técnicas me ajudam a diminuir a ansiedade rapidamente

    Acredito que a ansiedade seja um dos maiores problemas do nosso século, somos treinados para a ansiedade, pois temos vários dispositivos, como o celular, que nos roubam a atenção o tempo inteiro. Quando ele não toca, devido ao hábito de verificar, somos nós que verificamos ele.

    Sendo bem objetivo, vou compartilhar com você 3 técnicas que utilizo para lidar com a ansiedade:

    1. A Respiração consciente me ajuda muita durante todo o dia, pois posso aplicá-la a qualquer momento. Basicamente eu para o que estou fazendo, geralmente estou sentado trabalhando durante todo o dia, relaxo principalmente os ombros, levo minha atenção para a respiração e vou prestando atenção no ir e vir do ar dentro do meu corpo, faço isso umas 10x, se me distraio, retomo a contagem. Sugiro que você teste isso no seu dia a dia, sem a prática e familiarização, não é possível melhorarmos. A ação é a nossa melhor forma de combater a ansiedade.
    2. O Relaxamento eu costumo fazer deitado em um tapete de yoga na minha sala, já deixo ele lá para facilitar a minha vida, assim não preciso ficar preparando as coisas, ele está lá me esperando, chego, deito e faço meu relaxamento. Como eu faço isso, existe um relaxamento guiado criado pelo meu mestre Lama Jigme Lhawang, fundador do Instituto de Ciências Contemplativas do Brasil, um passo a passo gravado em áudio onde a única coisa que você precisa fazer é ouvir e relaxar. Tudo é explicado no áudio. Para acessar clique aqui no link a seguir técnica prática para reduzir a ansiedade e melhorar o sono.
    3. Eu amo música e me faz muito bem ouvir um som relaxante. Experimente colocar um som com elementos da natureza ou uma musica que te trás boas recordações. Para mim sempre funciona, me desacelera bastante.

    TÉCNICA PARA ALIVIAR A ANSIEDADE EM 7 DIAS