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  • Posts antigos

    Citação: Agarrando-se aos problemas

    Quando observo alguns dos nossos comportamentos, realmente parece-me que os seres humanos querem sofrer. A julgar pela forma como agimos, não parecemos estar verdadeiramente interessados em ser felizes… Parece que queremos manter a dolorosa experiência de raiva viva e próxima e, manter a bondade e a felicidade longe. Agimos como se valorizássemos o sofrimento e por isso, sempre que o encontramos, não queremos deixá-lo. […] Estamos operando no pressuposto equivocado de quem somos é realmente esta pessoa com raiva e perturbado, mas não temos que ser essa pessoa… A qualquer momento, nós temos a opção de ser diferentes. Podemos ser uma pessoa que não está com raiva ou perturbado. Deixe-se ser outra pessoa, uma pessoa que valoriza a verdadeira felicidade, a bondade e tranquilidade.

    Citação por Sua Santidade 17th Karmapa, do livro “The Heart is Noble,” páginas 132-133

  • Zen

    Este momento é o Nirvana

    Muitas pessoas acham que o budismo é uma forma de religião, mas o budismo é um pouco diferente de religião. Eu ouvi dizer que religião significa reconectar, mas em japonês, religião chama-se shujo, que são dois caracteres chineses. Shu significa origem ou raiz e jo significa ensinamento ou a ação de reviver. Então, na concepção japonesa, a religião é como um ensinamento ou um ato de reviver a raiz, ou a origem, ou o verdadeiro eu (self). Assim, shujo não é necessário para as pessoas felizes, apenas para as pessoas que estão sofrendo, que estão tristes ou em agonia.

    Existem muitas formas de se tornar feliz e o zen é uma das escolas ou correntes que vai lhe mostrar o caminho para tornar-se feliz vendo o seu verdadeiro eu. Você se torna feliz vendo o seu verdadeiro eu. Portanto, nós fazemos o zazen como o Buda Shakyamuni fez e atingimos o ponto do verdadeiro eu ou despertamos para o verdadeiro eu.

  • Nichiren

    Práticas pacíficas – parte 3

    A terceira prática pacífica é sobre nossa mente, nossos pensamentos, ao que nos apegamos em nossos pensamentos, o que nós construímos, como nós nos justificamos a nós mesmos. A primeira e segunda prática eram físicas, onde o foco era o corpo e a fala. A terceira e quarta práticas são sobre um trabalho interno que todos nós devemos fazer. Há sempre algo em uma que coincide com a outra, como tenho certeza que você já percebeu ao ler esta série.

    Penso que a questão básica nesta prática pacifica da mente seja qual é a origem da ação. Nesta prática há uma citação que nós não deveríamos nutrir pensamentos negativos contra os outros e mais pra frente que nós não deveríamos expressar nenhum pensamento negativo que tenhamos para julgar os outros ao dizer coisas amargas ou desencorajadoras. Isto é também uma preocupação contra pensamentos arrogantes de que nossas crenças são de alguma forma perfeitas ou superiores às outras, quando na verdade nós ainda estamos buscando e nos esforçando no caminho. E eu acredito que seja uma preocupação contra causar desarmonia ou em um grupo ou entre grupos.

  • Terra Pura

    A Escola da Terra Pura (parte 2)

    O ensinamento central de Shinran é a mente confiante (jap. shinjin), a entrega ao voto original de Amitabha e a negação do próprio poder. As práticas do próprio poder incluem todas as práticas diferentes da recitação do nome de Amitabha e até mesmo esta recitação, se for feita sem a entrega total ao voto original de Amitabha. Segundo Shinran, não é possível salvar os outros com o próprio poder; seria necessário confiar primeiro no poder de Amitabha e atingir a iluminação na Terra Pura. A mente confiante tem três aspectos (jap. sanshin): a mente pura (jap. junshin), que confia sinceramente; a mente única (jap. isshin), que confia só no Buddha Amitabha; a mente contínua (jap, sôkushin), cuja confiança é ininterrupta, mesmo quando outros pensamentos surgem.

  • Terra Pura

    A Água

    Vemos, nos sutras, que o Buda usa freqüentemente o exemplo da água. A água muda sua forma de acordo com o recipiente no qual é colocada, mas nunca muda sua essência ou sua natureza.

    Quando numa tigela redonda, a água torna-se redonda. A água não é teimosa, como alguns homens; ela se adapta às situações. Contudo, ao mesmo tempo, ela permanece água e nunca muda sai própria essência.

    A água é muito humilde. Ela sempre procura o nível mais baixo. Nunca tenta chegar ao topo para se exibir; sempre vai para o fundo. O nível mais baixo é o lugar mais seguro, natural e pacífico. A água é suave e submissa; no entanto, tem um imenso poder dinâmico que pode girar grandes rodas d`água e derrubar diques e paredões de concreto.A água devasta a aldeia como um dilúvio; corrói o granito à beira-mar; pingando de uma calha, pode fazer um buraco na pedra. Ainda assim, ela é suave e dócil.

  • Zen

    Os dez passos em busca do Boi – parte II

    (continuação da parte I)

    *O quarto passo é “Agarrando o Boi”. Em um antigo desenho vê-se um homem segurando o rabo do boi. Ao chegar a essa etapa o kenshō foi confirmado, mas no desenho o boi tenta tenazmente escapar e o homem deve sujeitá-lo com toda sua força. De fato, agora ele já tem experiência bastante para compreender o dito “O céu, a terra e eu somos a mesma raiz; todas as coisas e eu mesmo somos da mesma fonte”, mas na sua vida cotidiana não pode controlar sua mente como gostaria. A pessoa compreende, tem o kenshō, seu mestre reconhece isso nele: “Ah! você teve uma experiência genuína, você enxergou!”. Porém, nos passos anteriores, nós vimos o que acontece com o principiante, com aquele que começa a sentar, que começa a praticar e sabe que existe a experiência mística e que pode vislumbrá-la. Quando realmente (esta experiência) se aprofunda, é mais marcante, mais prolongada: nós podemos mostrá-la para o mestre. Você vai até o mestre e mostra para ele. Uma vez Saikawa Rōshi me disse que os alunos vão para as entrevistas para fazer perguntas e ele queria que eles fossem lhe dar uma resposta, que mostrassem para ele: “Encontrei isso!”. Mas as pessoas chegam a ele com perguntas.

  • Terra Pura

    A Escola da Terra Pura (parte 1)

    A escola Shin, ou Verdadeira Escola da Terra Pura (jap. Jôdo Shinshû), surgiu no Japão a partir dos ensinamentos de Shinran Shônin (ou Kenshin Daishi, 1173-1262), embora ele não tivesse fundado oficialmente uma escola. Shinran tinha uma grande admiração pelo seu mestre Hônen e usava a expressão japonesa Shin — verdadeira, correta, autêntica — para designar os ensinamentos recebidos de Hônen através de uma linhagem de patriarcas que vinha desde a Índia, passando pela China e chegando ao Japão sem nunca ter se quebrado.

    Como houve uma época em que a doutrina da recitação do nome de Amitabha foi proibida por um édito imperial, e como Hônen e Shinran foram exilados em províncias distantes, as escolas Jôdo e Jôdo Shin acabaram por se formar e se desenvolver de maneira independente.

  • Nichiren

    As Quatro Nobre Verdades: As causas do sofrimento

    Nesta oportunidade, gostaria de me concentrar na causa do sofrimento, que é o segundo elemento das Quatro Nobres Verdades. O Buda diz que, na realidade as causas do sofrimento são a ganância, o ódio (ou raiva) e a ignorância. No budismo, chamamos-lhes de três venenos ou três contaminações. Os três venenos podem ser as causas de doenças também. Em japonês, doença é escrita como “Byouki”. “Ki” quer dizer espírito e “Byou” significa doença. Se o seu espírito não está em bom estado, você fica doente. Se você puder se livrar da cobiça, da raiva e da ignorância em seu espírito você poderá ser saudável e feliz.

    Em primeiro lugar vamos pensar sobre a ganância. Existem muitos tipos de ganância nas nossas mentes tais como a ganância pelo dinheiro e a ganância pela fama. No entanto, ganhar muito dinheiro ou conseguir fama não é mau. Mas, não é uma prioridade. Você deve saber que se trabalhar muito, com toda a certeza irá conseguir dinheiro e fama.

    A ganância é como uma chama de fogo. Na realidade é fácil extingui-la de seu quotidiano. O ponto mais importante é você estar consciente de quando está se tornando ganancioso.