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    #154 – Refúgio: Emoções Perturbadoras – Parte 5

    #154 – Refúgio: Emoções Perturbadoras – Parte 5

     
     
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    O budismo fala em termos de vidas futuras e discute todo o sofrimento e coisas horríveis que podem acontecer em vidas futuras quando nós temos o que são chamadas “emoções perturbadoras” e agimos compulsivamente com base nelas e construímos potencial negativo. A apresentação budista torna claro que isto é terrível e deve ser evitado se soubermos o que é bom para nós, porque o potencial negativo traz problemas e infelicidade.

    Mas, como a maioria dos ocidentais não acredita em vidas futuras ou não estão convencidos delas, podemos discutir este ponto mesmo somente em termos desta vida. Olhando nossas próprias vidas agora, se investigarmos profundamente, descobriremos que a fonte real de nossos problemas emocionais é interna. Os fatores externos são somente as circunstâncias que os provocam. De fato, são as emoções perturbadoras – nossa raiva, apego, ganância e assim por diante, que roubam nossa paz mental e felicidade. Elas é que estão impedindo que usemos as boas qualidades que temos. Podemos tentar ajudar alguém e esta é uma boa qualidade, mas então começamos a nos irritar com ele. Nós tentamos dar bons conselhos, mas não aceitam ou discutem conosco e perdemos nossa paciência. Estas emoções perturbadoras impedem que ajudemos verdadeiramente alguém.

    Isto é especialmente difícil quando está acontecendo com nossos filhos, quando estamos perdendo nossa paciência e começando a nos irritar com eles, quando pensamos saber o que é melhor para eles e não fazem o que dizemos para fazer. Isto cria um relacionamento muito difícil com nossos filhos, não? O ponto é notar que se não fizermos algo sobre isto, somente irá piorar cada vez mais. Talvez possamos nos tornar um pouco mais maduros ao envelhecermos pois não temos mais tanta energia, mas isso não significa que nossa raiva e estes tipos de coisas partem por si sós. Essas coisas não acabam.

    O termo que é usado no budismo para o que precisamos desenvolver com relação a estas expectativas é “medo.” Mas o “medo” é uma palavra difícil na maioria de nossas línguas. Não tem uma boa reputação. Às vezes eu prefiro a palavra “temor”, mas não é assim fácil traduzí-la em outras línguas. O “temor” tem mais a conotação de “Eu realmente não quero que isto aconteça.” Por exemplo, temos que ir a uma reunião realmente chata de trabalho. Não é que estejamos com medo da reunião, mas tememos ir. Nós realmente não queremos fazê-lo.

    Mas, para ser mais precisos, devemos diferenciar dois tipos de medo, se estamos falando sobre o medo de renascimentos horríveis no futuro ou medo de uma velhice miserável ou medo de qualquer coisa. Há o medo que faz com que não vejamos nenhuma saída e nos sintamos impotentes e inúteis. Isso nos deixa bastante paralisados, não é? Eu penso que é um tipo insalubre de medo, embora frequentemente o experimentemos. Mas o tipo de medo que é discutido no contexto do refúgio tem um sabor completamente diferente de medo, porque vemos que há uma maneira de evitar os problemas. Consequentemente, não é impossível e nós não somos de forma alguma impotentes. Mas, como eu disse anteriormente, não é que haverá algum poder transcendental ou ser que irá nos salvar de nossa situação temerária e tudo que temos que fazer é rezar bastante e estaremos livres e salvos de nosso medo.

    O ponto é que podemos, de certa forma, nos proteger. Que é que nos permitirá evitar todos os problemas que enfrentamos na vida? O que torna isso possível? No contexto maior, é o fato de que todas estas emoções perturbadoras que causam problemas – nossa raiva, ganância, apego, etc. – tudo brota da confusão sobre a realidade. Todas estas emoções perturbadoras não são realmente uma característica inata da mente. Podem ser removidas para sempre, de modo que nunca retornem. A Jóia do Dharma indica que podem ser “verdadeiramente bloqueadas.”

    Os ensinamentos acima são do Prof. Alex Berzin


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    #153 – Refúgio: As bases instáveis dos objetivos mundanos – Parte 4

    #153 – Refúgio: As bases instáveis dos objetivos mundanos – Parte 4

     
     
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    Há muitos outros assim ditos “objetivos mundanos” mencionados no budismo além de ter muito dinheiro. A palavra “mundano”, “worldly”, entretanto, tem uma conotação negativa em inglês e parece quase um julgamento. Esse não é o ponto. Meu professor, Serkong Rinpoche, explicou que as duas sílabas da palavra tibetana traduzida como – “mundano” – jig-ten– revelam a verdadeira conotação. Implicam algo com uma base (ten) que irá ruir (jig). Se estivermos perseguindo um objetivo que irá desmoronar, obviamente não pode trazer-nos felicidade duradoura. Somente trará mais problemas, porque não tem nenhuma fundação firme.

    Por exemplo, suponha que nosso objetivo na vida é ter uma família maravilhosa, ter muitos filhos, supondo que tomarão conta de nós em nossa velhice e seremos tão felizes e seguros. Bem, isso não funciona sempre assim idealmente, funciona? Um outro exemplo é aspirar ser famoso. Quanto mais famosos nos tornemos, mais as pessoas incomodam a gente e tentam pegar nosso tempo. Podemos olhar para as estrelas de cinema que não podem nem mesmo ir para a rua sem estar usando algum tipo de disfarce porque as pessoas atacam-nas e querem rasgar partes de sua roupa e coisas do gênero. É realmente um inferno ser um superstar.

    Se olharmos seriamente para nossas vidas, apenas ter algum tipo de situação material confortável ou um arranjo emocionalmente confortável com aqueles à nossa volta não vai realmente fundo o bastante em termos de ajudar-nos a superar todos nossos problemas na vida. Isto é porque enquanto tivermos raiva, apego, ganância, ciúme, arrogância, ingenuidade e todos estes tipos de coisas, ainda teremos problemas, não importa o quão bem sucedidos estejamos num nível por assim dizer “mundano”.

    Os ensinamentos acima são do Prof. Alex Berzin


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    #152 – Refúgio: Tendo uma meta significativa na vida – Parte 3

    #152 – Refúgio: Tendo uma meta significativa na vida – Parte 3

     
     
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    Que tipo de meta poderíamos por em nossas vidas? Geralmente definimos essa meta em termos da situação insatisfatória em que nos encontramos atualmente e da qual queremos de algum modo sair, adicionando esse objetivo na nossa vida. No nível mais fundamental, poderíamos dizer que todos querem ser felizes e ninguém quer ser infeliz. É como um dado axioma no budismo, e há alguma verdade biológica nisso. Queremos evitar a dor. Queremos evitar o sofrimento. Queremos evitar a dificuldade. Até mesmo insetos e vermes querem isso, não? Este é nosso objetivo.

    A questão é: qual a quantidade de sofrimento ou descontentamento que estamos observando? Será que nosso objetivo não somente abarca este problema, mas abarcaria todos os outros problemas que temos também? Por exemplo, nosso problema poderia ser que somos pobres, em dificuldade econômica e assim nosso objetivo é encontrar um bom trabalho e fazer muito dinheiro. Senão um bom trabalho, então talvez se transformar em um criminoso hábil e se tornar logo rico. Não importa o que, fazer de algum modo muito dinheiro. Mas, se investigarmos pessoas que têm muito dinheiro e falarmos com elas sinceramente, e elas falarem honestamente sobre suas vidas, descobriremos que não são necessariamente felizes em tudo. Nunca têm dinheiro suficiente. Não importa quantos milhões elas tenham, querem sempre mais. Nunca estão satisfeitas.

    Eu acho isso tão interessante. Há pessoas que, digamos, tinham um bilhão de dólares, mas devido às dificuldades econômicas atuais no mundo, têm agora somente a metade de um bilhão de dólares. Já não dão doações ou participam em qualquer tipo de trabalho filantrópico, pois agora têm somente a metade de um bilhão e sentem insegurança. Sentem que devem economizar e voltar a ter um bilhão antes que possam compartilhar sua riqueza com alguém. Então estão sempre olhando os relatórios do mercado de ações e se preocupando, pois talvez irão perder mais uma fração do dinheiro que tem. Podem também ter que empregar guarda-costas e outros métodos de segurança, porque estão receosos que as pessoas irão roubar as coisas de sua casa ou sequestrar seus filhos. Isto é comum entre os ricos na América Latina. Além disso, nunca sentem realmente que as pessoas são amigáveis com eles por outra razão à exceção de tentar pegar seu dinheiro. Suspeitam sempre que qualquer um que é agradável com eles está somente atrás do seu dinheiro. Obviamente, embora possam não ter o problema de ser pobres, há certamente outros problemas que vem com ter muito dinheiro.

    Os ensinamentos acima são do Prof. Alex Berzin

    Qual é a sua meta? Ampla ou estreita?

    Então deveríamos nos perguntar, qual meta eu estou traçando na vida, quais meus objetivos?

    Uma meta egoísta é de apenas você superar o sofrimento e querer ser feliz, você pode até chegar em algum lugar, mas não vai muito longe. Uma meta mais elevada é a de superar seu próprio sofrimento e ser feliz para ter a capacidade de ajudar os outros a superar as causas do sofrimento e encontrar as causas da felicidade.


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