Uma era mais feminina

Uma era mais feminina


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“É tempo de reconhecer verdadeiramente que a era do caçador é passado. Esta deve ser uma época mais “feminina” – uma época em que as mulheres fazem grandes contribuições para a sociedade. Se continuarmos a desvalorizar o que as mulheres têm para oferecer, vamos continuar prejudicando-as, continuar negligenciando e desvalorizando essas virtudes que são consideradas “femininas”. E estas são precisamente as virtudes de que o mundo mais tem necessidade agora.”
17º Karmapa

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11 Comments

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  1. 1
    darci

    “se continuarmos desvalorizando as mulheres estaremos prejudicando-as”. Me admira que um estudioso do budismo não percebeu ainda que TODOS saímos perdendo qdo um grupo de seres vivos irracionais ou racionais é prejudicado. É bem equivocado e machista seu comentário.

    • 2
      Leonardo Ota

      Olá, Darci! Obrigado por comentar.

      Ou eu não te entendi seu comentário ou você quis entender o texto a sua maneira, mas o que eu acredito que o 17º Karmapa quis dizer é que precisamos valorizar as virtudes das mulheres, pois hoje existe um machismo enorme na sociedade em relação a vocês.

      Se o texto tivesse uma conotação machista ao meu ver, eu nem postaria essa citação aqui. Pode ter certeza.

      Um abraço!

  2. 3
    Giulia

    É uma verdade muito grande! Nós mulheres sabemos o quanto temos que lutar para estarmos no mesmo patamar que os homens! Ser mulher não é fácil, mas no final é uma tarefa gratificante :)
    Ps: adoro este site, sempre estou de olho aqui !!!

  3. 4
    Eliz

    Eu entendi que o mundo precisa de virtudes mais “femininas”, ou seja, mais doçura, compaixão, sensibilidade e delicadeza. Todos nós sabemos que em nossa sociedade certos sentimentos são considerados mais “femininos”, e a mulher por excelência (a grande maioria) é detentora dessas virtudes. Claro que todos nós, como seres humanos temos e devemos oferecer coisas boas ao mundo.

  4. 5
    André Souza

    O sagrado feminino um dia aflora, já dizia os maias sobre um ciclo que termina e inicia-se outro sobre o poder feminino. Se observarmos o quanto o poder feminino fortaleceu nos últimos tempos veremos que, não só temos mais mulheres no poder ou por trás deles, influenciando nas decisões assim como uma mãe protege e cuida dos filhos. Vejo o mundo mais afeminado não como preconceito, e sim como uma forma de demonstração da mudança que estamos passando nos últimos anos. Sabemos que temos pólos masculinos e femininos em nossos seres, mas esta é uma era em que a feminilidade fortaleceu, e não pense que isso é uma discussão sobre quem saiu ou não do armário, mas quem esta influenciando nossa humanidade. Fato esse que eu acho muito importante para nosso fortalecimento humano.

  5. 6
    José Elias

    Leonardo Ota não mereceu o comentário desrespeitoso de “darci”.
    Se ela tivesse lido todo o texto com cuidado antes de responder, não se enganaria dessa forma.
    “darci”, vc deve a Leonardo Ota um pedido de desculpas

    Gasshô

  6. 7
    Claudio ricardo santos

    As mulheres sempre foram exploradas pelos homens. Se há uma verdade que ninguém põe em dúvida, é essa. Dos solenes auditórios de Oxford ao programa do Faustão, do Collège de France à Banda de Ipanema, o mundo reafirma essa certeza, talvez a mais inquestionada que já passou pelo cérebro humano, se é que realmente passou por lá e não saiu direto dos úteros para as teses acadêmicas.

    Não desejando me opor a tão augusta unanimidade, proponho-me aqui arrolar alguns fatos que podem reforçar, nos crentes de todos os sexos existentes e por inventar, seu sentimento de ódio ao macho heterossexual adulto, esse tipo execrável que nenhum sujeito a quem tenha acontecido a desventura de nascer no sexo masculino quer ser quando crescer.

    Nosso relato começa na aurora dos tempos, em algum momento impreciso entre Neanderthal e Cro-Magnon. Nessas eras sombrias, começou a exploração da mulher. Eram tempos duros. Vivendo em tocas, as comunidades humanas eram constantemente assoladas pelos ataques das feras. Os machos, aproveitando-se de suas prerrogativas de classe dominante, logo trataram de assegurar para si os lugares mais confortáveis e seguros da ordem social: ficavam no interior das cavernas, os safados, fazendo comida para os bebês e penteando os cabelos, enquanto as pobres fêmeas, armadas tão-somente de porretes, saíam para enfrentar leões e ursos.

    Quando a economia de coleta foi substituída pela agricultura e pela pecuária, novamente os homens deram uma de espertinhos, atribuindo às mulheres as tarefas mais pesadas, como a de carregar as pedras, domar os cavalos, abrir sulcos na terra com o arado, enquanto eles, os folgadinhos, ficavam em casa pintando potes e brincando de tecelagem. Coisa revoltante.

    Quando os grandes impérios da antiguidade se dissolveram, cedendo lugar aos feudos perpetuamente em guerra uns com os outros, estes logo constituíram seus exércitos particulares, formados inteiramente de mulheres, enquanto os homens se abrigavam nos castelos e ali ficavam no bem-bom, curtindo os poemas que as guerreiras, nos intervalos dos combates, compunham em louvor de seus encantos varonis.

    Quando alguém teve a extravagante idéia de cristianizar o mundo, tornando-se necessário para tanto enviar missionários a toda parte, onde arriscavam ser empalados pelos infiéis, esfaqueados pelos salteadores de estradas ou trucidados pelo auditório entediado com os seus sermões, foi novamente sobre as mulheres que recaiu o pesado encargo, enquanto os machos ficavam maquiavelicamente fazendo novenas ante os altares domésticos.

    Idêntica exploração sofreram as infelizes por ocasião das cruzadas, onde, armadas de pesadíssimas armaduras, atravessaram os desertos para ser passadas a fio d’espada pelos mouros (ou antes, pelas mouras, já que o machismo dos sequazes de Maomé não era menor que o nosso). E as grandes navegações, então! Em demanda de ouro e diamantes para adornar os ociosos machos, bravas navegantes atravessavam os sete mares e davam combate a ferozes indígenas que, quando as comiam, – era porca miséria! – no sentido estritamente gastronômico da palavra.

    Finalmente, quando o Estado moderno instituiu o recrutamento militar obrigatório, foi de mulheres que se formaram os exércitos estatais, com pena de guilhotina para as fujonas e recalcitrantes, tudo para que os homens pudessem ficar em casa lendo A Princesa de Clèves.

    Há milênios, em suma, as mulheres morrem nos campos de batalha, carregam pedras, erguem edifícios, lutam com as feras, atravessam desertos, mares e florestas, sacrificando tudo por nós, os ociosos machos, aos quais não sobra nenhum desafio mais perigoso que o de sujar nossas mãozinhas nas fraldas dos nossos bebês.

    Em troca do sacrifício de suas vidas, nossas heróicas defensoras não têm exigido de nós senão o direito de falar grosso em casa, de furar umas toalhas de mesa com pontas de cigarros e, eventualmente, de largar um par de meias no meio da sala para a gente catar.

    O de C

  7. 8
    Claudio ricardo santos

    “Ou eu não te entendi seu comentário ou você quis entender o texto a sua maneira, mas o que eu acredito que o 17º Karmapa quis dizer é que precisamos valorizar as virtudes das mulheres, pois hoje existe um machismo enorme na sociedade em relação a vocês.”

    Machismo? Vamos ver: As discriminadas mulheres ocupam 60% das vagas das universidades, dirigem empresas, tem até delegacias especiais, tem todo tipo de leis só para elas, quando se separam ficam com o filho e boa parte do dinheiro do homem, hoje as mulheres viajam ao espaço, pilotam caças, controem prédios, são super valorizadas em programas de tv, na maioria são mulheres que apresentam e etc, pagam menos em shows, boates e etc e sem falar nos outros benefícos. Se tem uma coisa que a mulher não tem é a desvalorização, só se for por elas mesmas, quando usam o corpo para subir na vida.

  8. 10
    Marcelo Régis

    Respeitosamente, também não entendi o aspecto machista ora questionado. embora tenha preocupações específica com o machismo contido dentro do feminismo. Portanto não deve se tratar jamais de facções, mas de conduta ilibada e universalista. paz a todos.

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