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  • Budismo

    Buda criou uma religião?

    Ao se deparar com a tradição budista, muita gente se pergunta se o Budismo é uma religião.

    Há quem defenda que sim e há quem defenda que ele é uma espécie de “ciência da mente”, mostrando os aspectos psicológicos do caminho do autoconhecimento e da face condicionada em que nos encontramos.

    Mas independente da resposta pronta – já que ela diverge entre as várias escolas existentes –, outra questão emerge neste contexto: afinal, o Buda histórico criou uma religião?

    Nas palavras do professor tibetano de Dzogchen, Namkhai Norbu Rinpoche, pensar assim não é muito coerente.

    “Em geral, as pessoas dizem ‘Nós estamos seguindo o Dharma’ e falam isso como um tipo de religião criada pelo Buddha Shakyamuni. Esse não é um ponto de vista correto”, diz o mestre de 78 anos.

    Siddharta Gautama, após atingir a iluminação, quis apenas espalhar luz no mundo. Não a dele, mas a do entendimento, a da não ilusão, a qual todos temos dentro de nós em particular.

    Afora, ele não tinha pretensão de montar um movimento ou uma congregação, a fim de seus preceitos seguirem adiante. Tudo foi muito espontâneo.

    “Buda nunca criou nenhum tipo de escola ou religião. Ele era um ser totalmente iluminado, alguém além do nosso limitado ponto de vista. O ensinamento de Buda é ter presença nesse conhecimento”, conclui Namkhai Norbu Rinpoche, enfatizando a essência do que foi repassado: estar presente.

  • Budismo

    Gentileza gera… karma

    Neste 13 de novembro foi comemorado o Dia Mundial da Gentileza. No fim das contas, a extensão desse sentimento deveria nos invadir, na verdade, por todos os dias do calendário.

    Afinal, como retrata o dito popular, gentileza gera gentileza. Ou mais: gentileza gera… karma.

    Sim, karma. Esta é uma palavra sânscrita que significa em livre tradição para o português o que chamamos de “ação”, esta força ativa que nos impulsiona na roda do dharma.

    Pensamentos, palavras e gestos se encaixam nesta perspectiva cármica. Daí a gentileza ser uma potência para o nosso karma positivo e a lei do retorno.

    Segundo Sua Santidade Dalai Lama, líder espiritual do Budismo tibetano, a nossa conduta verdadeira é quem vai definir isto.

    “A minha religião é simples: não há necessidade de templos, nem de filosofias complicadas. Minha mente e meu coração são o meu templo. A minha religião é a gentileza”, diz o Nobel da Paz, Tenzin Gyatso, o 14º Dalai Lama, em um de seus discursos mais compartilhados no universo virtual.

    Seja apenas gentil. Sem imperativos. Com os outros e consigo mesmo. Isso muda tudo ao nosso redor quando o fazemos com sinceridade.