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  • Meditação

    Meditar envolve deixar ser

    Quantas vezes nos deparamos com situações no cotidiano que estão além do nosso controle? E, como elas estão fora dessa nossa alçada, geralmente sofremos.

    As coisas mudam e esperamos que elas apenas não mudem. Temos uma tendência inconsciente de um querer velado. De um desejo absorto de tudo continuar como exatamente está. E como isto está fora da nossa alçada, sofremos mais uma vez.

    Na verdade, é no ato de sentar-se que nos desprendemos dessas certezas e desses múltiplos quereres. E a meditação vai além desse sentar-se.

    É uma maneira nova de experienciar o que está ao nosso redor com um olhar também novo – dá para meditar no chuveiro, na fila do banco, em frente ao computador, no cinema, namorando, lendo este texto.

    É quando a gente percebe o momento presente, a todo instante. Quando a gente percebe que o que está ao nosso redor é também dentro. E não há mais essa divisão de dentro e fora, de um eu e um você isolados. Quando a gente se senta, é para entender melhor isso, através das técnicas meditativas.

    “O método que o Buda descobriu é a meditação em si. Ele descobriu que debater-se para encontrar respostas não funcionava. Foi somente quando haviam brechas em seus esforços que os insights chegaram até ele. E ele começou a perceber que havia ali um sentido, uma qualidade desperta dentro dele que se automanifestava apenas na ausência de esforço. Portanto, a prática de meditação envolve ‘deixar ser’”, diz o mestre do Budismo tibetano, Chögyam Trungpa Rinpoche.

    Em seu livro “Além do Materialismo Espiritual”, com a mais recente edição lançada no Brasil pela editora Lúcida Letra, ele traça os percalços e os tortuosos labirintos psicológicos que percorremos tentando validar a nossa espiritualidade.

    Não há necessidade de forçar ou validar nada. Apenas deixe ser.

  • Budismo

    Gentileza gera… karma

    Neste 13 de novembro foi comemorado o Dia Mundial da Gentileza. No fim das contas, a extensão desse sentimento deveria nos invadir, na verdade, por todos os dias do calendário.

    Afinal, como retrata o dito popular, gentileza gera gentileza. Ou mais: gentileza gera… karma.

    Sim, karma. Esta é uma palavra sânscrita que significa em livre tradição para o português o que chamamos de “ação”, esta força ativa que nos impulsiona na roda do dharma.

    Pensamentos, palavras e gestos se encaixam nesta perspectiva cármica. Daí a gentileza ser uma potência para o nosso karma positivo e a lei do retorno.

    Segundo Sua Santidade Dalai Lama, líder espiritual do Budismo tibetano, a nossa conduta verdadeira é quem vai definir isto.

    “A minha religião é simples: não há necessidade de templos, nem de filosofias complicadas. Minha mente e meu coração são o meu templo. A minha religião é a gentileza”, diz o Nobel da Paz, Tenzin Gyatso, o 14º Dalai Lama, em um de seus discursos mais compartilhados no universo virtual.

    Seja apenas gentil. Sem imperativos. Com os outros e consigo mesmo. Isso muda tudo ao nosso redor quando o fazemos com sinceridade.