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Sobre Budismo : Budismo, meditação, mente e alívio da ansiedade

Se preocupando menos com aparências externas


As pessoas comuns se importam apenas com as aparências externas. Se importam com os compromissos sociais por exemplo, visitas a um parente adoecido, casamentos, aniversários e outros, mas não participam de compromissos relativos a gratidão aos Três Tesouros e as cerimônias à seus antepassados.

Não queremos nos distanciar dos olhos do Buda, das divindades, antepassados e de todos que nos protegem, não é mesmo? Essa é uma história que consta no “Dai shogon ron”.

Certa vez, o Buda Shakyamuni foi para Sravasti. Em virtude disso muitas pessoas se reuniram nesse local. Havia um limpador de fossa chamado “Nidhai”, que fazia o mesmo percurso que o Buda do local de sua pregação. Mas o limpador com os trajes imundos se escondia do Buda por não se sentir digno com sua presença imunda: “Como eu poderia aparecer na frente do Buda assim?”

Então o Buda sabendo dos sentimentos de tristeza, utilizando-se de poderes sobrenaturais apareceu na frente de “Nidhai”. Nidhai disse ao Buda: “As pessoas se prepararam para receber o Buda, aspergindo perfume em todo local, para receber tão valiosos ensinamentos. Eu estou a carregar um cesto de excremento. Como posso ser digno de estar diante da vossa presença?” Dizendo isso ele fugiu mas o Buda apareceu novamente diante dele.

E o Buda disse: “Devido a um elo de bons carmas entre nós é que estou diante de você. Por isso te peço que não fujas de mim. Você tem sujidade pelo corpo mas no seu coração tem méritos maravilhosos, e exala um perfume maravilhoso. Eu não classifico as pessoas por serem nobres, pobres, por castas, classes sociais, apenas vejo os atos, carmas.”

Nidhai ouvindo isso, se emocionou e se tornou um monge. Algum tempo depois se tornou um arhat.
Porém os ricos e os brahmans que se reuniram em Sravasti ao saber que Nidhai havia se tornado monge disseram: “Uma pessoa imunda como ele, vir em minha casa com a sua tigela mendicante é nojento!”

E isso foi parar nos ouvidos do Rei Prasenajit. E o Rei disse: “Eu vou tomar providências para que ele seja excluído da Sangha.” E o Rei partiu para “Jetavana Anathapindadasya-arama” onde o Buda praticava. O Rei ao chegar diante do portão se deparou com um monge de pé diante de uma grande pedra. E a direita e a esquerda desse monge, divindades reverenciavam e aguardavam em Gassho.

Esse monge ao ser cumprimentado pelo Rei, imediatamente desapareceu dentro da pedra como se mergulhasse dentro da água. Anunciou ao Buda a chegada do Rei. E como se surgisse da água, guiou o Rei até o Shakyamuni Buda. E o Rei perguntou ao Buda: “Quem é esse monge maravilhoso que me guiou até aqui?”

E o Buda respondeu: “Aquele é o monge Nidhai. Das pedras da montanha achamos o ouro, e da lama floresce a flor de Lótus. Independente de onde nasce, veja apenas a sua prática e virtude”, aconselhou gentilmente. O Rei então, reverenciou o Buda e Nidhai e se afastou de volta.

E esse é o conteúdo dessa história, que nos alerta para não valorizarmos tanto a aparências externas e valorizarmos as virtudes e as práticas interiores.

Em Gassho!
Rev. Yodo Okuda Shonin
Nichiren Shu Brasil

*crédito da imagem: http://500px.com/photo/64233885/the-young-monk-3-by-alaa-alssadi

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