Preguiça e Hiperatividade

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Preguiça e Hiperatividade - Blog Sobre Budismo

Imagem: mhucool wattana

O texto a seguir foi extraído do livro: “Stilling The Mind – Shamatha Teachings From Dudjom Linpa’s Vajra Essence”, loc. 2866

Indolência espiritual é um termo facilmente mal compreendido. A tradição contemplativa cristã da idade média tem um conceito correspondente, que em latim é chamado de acedia, também traduzido frequentemente como “indolência espiritual”. Acredito que esse conceito se aproxima mais do significado do termo budista. A partir do tibetano, contudo, com frequência isso é traduzido como “preguiça”.

Na verdade, a indolência espiritual pode sim surgir como no caso de alguém que não sai do sofá. Você chamaria isso de preguiça, quando está realmente letárgico, como uma lesma — o sentimento pesado do elemento terra. Mas nem toda indolência espiritual se expressa como preguiça.

Em outras palavras, você pode ter algumas experiências muito profundas no Zen, Dzogchen, Mahamudra ou Vedanta, mas você é deixado com nada além de memórias. Depois, você gasta o restante de sua vida correndo de um projeto para outro, sempre capturado pelos pequenos assuntos da vida cotidiana, cuidadosamente cumprindo seus prazos de entrega, até que finalmente o prazo de entrega que você cumpre é o de sua própria morte.

Dudjom Linpa

A indolência espiritual, para pessoas do tipo fogo e ar, se manifesta quando elas são capturadas pelo envolvimento com um projeto depois do outro — quando elas sempre têm algo acontecendo, continuamente aprisionadas por uma atividade mundana depois da outra. Cada vez que elas são pegas em tal atividade incessante, sempre têm a resposta pronta: “Ah, mas isso é realmente importante, porque é para o bem dos seres sencientes, e é virtude”.

Então, a indolência espiritual pode se manifestar em um modo preguiçoso e lento, ou como hiperatividade: pular para lá e para cá fazendo o bem, o que dissipa sua energia. Você reúne mérito — bom karma — mas termina rodando em círculos no samsara.

Em outras palavras, você pode ter algumas experiências muito profundas no Zen, Dzogchen, Mahamudra ou Vedanta, mas você é deixado com nada além de memórias. Depois, você gasta o restante de sua vida correndo de um projeto para outro, sempre capturado pelos pequenos assuntos da vida cotidiana, cuidadosamente cumprindo seus prazos de entrega, até que finalmente o prazo de entrega que você cumpre é o de sua própria morte.

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