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Sobre Budismo : Budismo, meditação e mente

9 razões do porque o budismo NÃO é uma religião


Olá, aqui é o Jigme Wangchuck, fundador do Sobre Budismo.

Quando eu iniciei no Budismo em 2011, eu não ficava muito preocupado sobre os detalhes do Budismo, mas depois que iniciei os meus estudos, percebi que é importante, não só praticar os ensinamentos, mas também compreender o seu significado.

Sobre esse ponto, geralmente, a primeira coisa que as pessoas perguntam é se o Budismo é uma religião ou filosofia de vida.

Vamos lá:

  1. Não há um Deus. Ao contrário do hinduísmo ou de outras religiões orientais, o budismo não tem um deus central. Isso não significa que os budistas se opõem a um Deus, apenas significa que não existe motivo para se ter um Deus. Ao invés disso, acreditamos na lei de causa e efeito, o Karma.
  2. Buda não é adorado. Embora todo budista compreenda e seja grato pela mensagem que Buda trouxe, eles entendem que ele foi um homem. Embora alguns no hinduísmo o considerem uma encarnação de Vishnu (Krishna), a maioria dos budistas não compartilham dessa visão.
  3. Qualquer um pode ser um Buda. Uma das coisas mais notáveis ​​sobre o budismo é que é muito acessível. “Buda” é apenas um título dado a Siddhartha Gautama por seu domínio sobre si mesmo. Isso significa que ele alcançou a iluminação de forma completa – algo que qualquer um pode fazer, pois todos, independentes do que acreditam, possuem a natureza de Buda.
  4. Autorresponsabilidade. Buda, ou qualquer outro ser iluminado, não é um salvador como no cristianismo. Só porque você acredita nos ensinamentos, não significa que você estará protegido de qualquer coisa; você tem que colocar os ensinamentos em prática para encontrar a verdadeira felicidade que já existe dentro de você.
  5. Não é necessário se converter. O Budismo não é exclusivo para os seus praticantes, mas para qualquer um que queira lidar com sua própria mente e coração para o benefício de todos os seres. Todos os benefícios dos ensinamentos podem ser colocados em prática mesmo que você não siga o budismo, mas tenha uma motivação pura de cuidar de si e dos seres ao seu redor.
  6. Nossa origem é irrelevante. Enquanto a maioria das religiões se ocupam com histórias da criação e do universo, o budismo não se preocupa de onde viemos ou para onde vamos. Por quê? Porque o mais importante é o  momento presente, o agora. Isso significa abandonar o passado e o futuro.
  7. O “cara mau”. Muitas religiões têm um vilão, ou seja, alguém como o Diabo, ou espíritos maléficos, que aterrorizam ou encoraja atos malignos. No budismo, o mal de algo é medido pelo quanto produz sofrimento. A maior causa do sofrimento é o ego e o conceito de dualidade de que estamos separados de tudo. Quando a ignorância básica termina, a verdadeira felicidade começa.
  8. A realidade é baseada na percepção. Não há uma crença sobre o céu ou inferno. Ao mudar nossa consciência para um nível mais elevado, estamos mudando nossa realidade. Essa perspectiva é muito importante. Mudando o mundo interno, você muda a forma de perceber o mundo externo.
  9. Está aberto a mudanças. Todo budista dedica-se apenas a uma coisa: a busca da verdade. Se fosse descoberto que os ensinamentos budistas estão incorretos, os ensinamentos e filosofias devem mudar. Não é um sistema rígido por qualquer meio.

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