Os símbolos do budismo – Parte 1

Os símbolos do budismo – Parte 1


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Flor de lotus

Existem vários símbolos no budismo e muitos foram incorporados a ele ao longo da história.

A roda da lei(Roda do dharma)

Corresponde ao ciclo de morte e renascimento ao qual está preso todo ser, até o instante em que alcança a iluminação e se liberta do ciclo. Também corresponde à lei que regula todo o universo, ou seja, ao Dharma. Tal lei moveria todo o universo, daí o simbolismo da roda. Outra interpretação possível seria que, através da prática do Dharma (“lei”, em sânscrito) budista, o fiel conseguiria avançar no caminho da evolução espiritual. Convém ainda lembrar que a roda é um dos símbolos de Vixenu, o deus hindu da conservação. Segundo os hinduístas, Buda teria sido o nono avatar (encarnação) de Vixenu. A roda, como símbolo do transporte, ainda é uma referência ao esforço missionário de difusão do budismo pelo mundo.

Roda do dharma

O nó infinito

Lembra que todos os eventos e seres no universo estão inter relacionados.

Nó infinito - Budismo

Cervos

Buda proferiu seu primeiro discurso após atingir a iluminação espiritual em Sarnath, no parque dos Cervos. Em muitas construções budistas, se localizam representações de cervos em lembrança deste fato.

Cervos - Budismo

Cruz suástica

Ainda que este símbolo seja mais comumente associado ao nazismo, ele em realidade é um símbolo antiquíssimo, tendo surgido muito antes do nazismo. Os antigos romanos já o representavam em suas construções. Atualmente, é um símbolo usado no hinduísmo, budismo e jainismo. É tido como um sinal de boa sorte. Representa o sol com seus raios. No cristianismo, recebe o nome de cruz gamada, por ser formada pela junção de quatro letras gregas gama.

Cruz suástica

Lóbulos da orelha alongados.

As estátuas de Buda apresentam os lóbulos da orelha anormalmente longos, simbolizando a nobreza de Buda. Uma explicação possível para este símbolo é a de que os nobres da época de Buda utilizariam muitos ornamentos nas orelhas como forma de ostentar riqueza e poder. O peso destes adornos poderiam causar o gradual alongamento dos lóbulos. Buda, devido a sua origem nobre, teria usado estes ornamentos, deformando seus lóbulos. Os lóbulos alongados e sem brincos de Buda lembrariam o fato de que Buda era rico e nobre, mas que decidira abandonar tudo isso para buscar o sentido da vida. Isto seria um exemplo de vida para todas as pessoas.

Orelhas do buda

Saliência no alto da cabeça.

É uma referência, nas estátuas de Buda, ao pleno desenvolvimento do chacra saharasra, que se localiza no alto da cabeça. Segundo a filosofia hindu, o ser humano possuiria sete chacras, ou centros de energia, ao longo de sua coluna vertebral. Ao longo de seu processo de evolução espiritual, o homem iria despertando e desenvolvendo estes chacras, começando pelo primeiro, na base da coluna, até o sétimo e último, no alto da cabeça. Esta saliência no alto da cabeça nas estátuas de Buda significaria que Buda era um ser que já havia alcançado o máximo desenvolvimento espiritual possível ao homem.

Saliência no topo da cabeça do buda

O terceiro olho

O chamado “terceiro olho”, que se localiza entre as sobrancelhas das estátuas de Buda, é uma referência ao pleno desenvolvimento do chacra ajna em Buda, o que lhe conferiria uma inteligência superior.

Terceiro olho do buda

O pé de Buda

É frequente a representação dos pés de Buda. Normalmente, ele apresenta-se marcado pela Roda da Lei budista.

O pé do buda

As três joias budistas

Buda, a doutrina budista (Dharma) e a comunidade de monges budistas (Sangha). Recebem o nome de joias porque se mantém imutáveis em seu valor, ignorando o tempo, tal como as jóias. São uma verdadeira reserva de valor, nos quais os devotos budistas encontram refúgio nos momentos difíceis.

As três jóias no budismo

Referência: Wikibooks/

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8 Comments

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  1. 2
    Fernanda Oliveira

    Congratulações pelo blog, gostei bastante. Mto bom o que vc vem postando, principalmente para pessoas que não tem um conhecimento aprofundado sobre o assunto. Cada vez que procuro mais informações sobre o budismo mais me identifico com essa filosofia de vida, uma vez que não pratico ainda. Enfim obrigada, continuarei sempre consultando suas informações, obrigada por dividir seus conhecimentos com todos que os procuram.

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