O Dharma não é uma terapia


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o Dharma não é uma terapia - Blog Sobre Budismo

A citação a seguir foi extraída do livro, “Advice on How to Practice”, Silz, Alemanha, Agosto de 2001.

Nunca se deve pensar que você resolverá sua vida através da prática do Dharma. É por isso que o Dharma não é uma terapia. É exatamente o oposto. Eu digo: o efeito do Dharma é agitar sua vida. Ele foi criado para realmente virar sua vida de cabeça para baixo. Se é o que você pediu, por que reclamar?
Se o Dharma não estiver virando sua vida de cabeça para baixo, o Dharma não estará funcionando para você. O Dharma que não vira sua vida de cabeça para baixo é mais um desses métodos da nova era: “Deepak Chopra”, “12 passos”, “Homens são de Marte e Mulheres são de Vênus”. O Dharma realmente deve perturbá-lo.

Dzongsar Jamyang Khyentse Rinpoche

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6 Comments

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  1. 3
    lee

    Aquela frase do Dalai Lama: se quer mudar o mundo comece por você mesmo…. teve tantas consequências em minha mente e em minha vida… que ainda estão repercutindo…. porque meu objetivo de vida principal era mudar o mundo… então veio outro ensinamento e me disse a tua verdade só é válida pra ti… e minha ficha ainda não havia caído….. então pensei eu fiz o juramento de ser um bodhisatva… então tenho que tentar ajudar os outros a se libertarem do sofrimento…. e continuei a tentar mudar os outros pra eles se libertarem do sofrimento…. e continuei tentando mudar o mundo…… colocando sobre os meus ombros a árdua tarefa de ser alguém que quer mudar o mundo…. que quer mudar as outras pessoas…. em direção a verdade que eu suponho ser a mais correta…. então veio a segunda pergunta…. quem te deu esta tarefa? Foi tu mesma? Porque assumiste esta tarefa que não te pertence? Não é tua tarefa mudar o mundo… tua tarefa é mudar a ti mesma…….então surgiu a questão…. e como vou viver agora? como vou agir agora no mundo? como vou continuar trabalhando na minha tarefa que eu sempre supus ser a única que me permitiria mudar o mundo…. como vou ir todos os dias dar minhas aulas…. pensei em mim tão combativa… olhava tanta resistência a minha volta e não compreendia nada…… não entendia o porque de tanta resistência… então veio a segunda leva…. lembra de ti mesma….o quanto és resistente em mudar… o quanto tens dificuldade de aceitar uma simples crítica…. e não ententes então o motivo de tanta resistência? Mas o que faço agora…. porque continuar a ensinar quem não quer mudar, ter que suportar tanta grosseria e estupidez a minha volta, porque ir lá dar aulas e mais aulas apenas por um salário baixo…… então veio mais uma resposta… esqueceu então o verdadeiro caminho do bodhisatva? acho que esqueci…. então veio…. esqueceu da compaixão? esse é o caminho…. mudar a ti mesmo por compaixão…. continuar com compaixão… sem tentar mudar ninguém…. compreender que a palavra compaixão está carregada de paciência infinita, está carregada de carinho infinito, pela profunda compreensão da ilusão em que todos estão imersos…. esqueceu da força da ilusão do samsara por acaso? Esqueceu do ensinamento do espelho? esqueceu do ensinamento das visões apegadas? inclusive as tuas, que acabam em muitos momentos machucando e ferindo com palavras? esqueceu que é um caminho de compaixão? esqueci…. eu tinha esquecido… então sentei e chorei profundamente por estar tão cheia de boas intensões e tão longe de onde eu deveria ir…. mas é assim este caminho…… então lembrei da paciência do mestre falando sempre as mesmas coisas…. repetindo… repetindo… repetindo com uma paciência infinita… então compreendi o seu amor e a sua compaixão……compreendi o exemplo…. como sou tão tola ainda!

  2. 4
    Darlan

    discordo com a analogia à terapia. A psicoterapia, por exemplo, pode ser um espaço de acolhimento sim, mas também pode ser um espaço de crescimento, e para crescer é necessário confrontar-se, perturbar-se, angustiar-se. Considero ainda menos feliz a comparação da terapia com livros de auto-ajuda. Tirando essas coisas, concordo que a prática do Dharma é uma prática de crescimento e crescer dói, porque a cura da ferida pede aqueles remédios que ardem.

  3. 5
    clovis barbosa

    Aquele que experimentou a quietude do recolhimento e sente a alegria da paz, sem sofrimento e .puro, conhece o sabor da Doutrina.(Dhp205).Quem bebe na fonte da Doutrina vive feliz, com a mente tranqüila. Alegra-se sempre o sábio com a .Doutrina revelada pelo Buda.(dhp.79). O dharma nos leva a suprema paz e incomparável alegria:Nirvana. O que nos perturba são os três venenos da mente: cobiça, raiva e delusão. Em Mettaa. _/\_

  4. 6
    Pema Lödrön

    Eu faço as duas coisas: sou budista e preciso de terapia. Qual é o problema? Se eu estiver em desequilíbrio, como poderei praticar o dharma?
    Do mesmo mestre: “A visão que atualmente predomina sobre o budismo está repleta de estereótipos, fantasias e malentendidos. Em ‘O Que Faz Você Budista’ o mestre tibetano Dzongsar Jamyang Khyentse sintetiza a essência do budismo em quatro princípios básicos, cada um dos quais representa um desafio para o leitor: Você pode aceitar de que todas as coisas são impermanentes? Pode aceitar que todas as emoções conduzem ao sofrimento e que nenhuma emoção é totalmente prazeirosa? Pode aceitar que todos os fenõmenos são ilusórios e vazios? Pode aceitar que o despertar está além de todos os conceitos enão é outra coisa que a liberação da ignorância? Segundo Khyentse, só quando você for capaz de responder a estas perguntas com um inequívoco ‘sim’, você pode considerar-se um verdadeiro budista. Neste livro provocante, um dos lamas budistas tibetanos mais inovadores nos anima a examinar nossas crençase pressupostos mais profundos e, mais uma vez, nos convida a explorar a senda do verdadeiro budismo.”

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