O Budismo de Internet/Facebook

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O Budismo de Internet/Facebook - Blog Sobre Budismo

Imagem: Ayie Permata Sari

Vejo frequentemente conteúdos sem referência sendo postado e compartilhado na internet e principalmente no Facebook.

Várias pessoas compartilham citações sem a pesquisa prévia de fonte segura e isso é muito perigoso, pois pode gerar confusão, inibindo assim a principal função dessas publicações; o aprendizado.

Minha pesquisa diária entre livros, citações e sites, sempre são focando em mestres conhecidos e fontes confiáveis sobre o tema, cuidando para que essas mesmas fontes estejam sempre expostas junto aos posts, garantindo a veracidade do conteúdo.

A necessidade de fonte

Quando compartilhamos alguma informação, devemos escolher fontes confiáveis. Dá mais trabalho procurar por informação de qualidade, no entanto, as pessoas irão confiar mais em você e o seu esforço irá gerar benefícios as pessoas. Quando compartilhamos informações sem fonte, iremos gerar confusão e isso não é legal.

Alguns sites com conteúdo confiável sobre budismo em português:

http://www.cebb.org.br/
http://br.chagdud.org/
http://opicodamontanha.blogspot.com.br/
http://tzal.org/
http://www.lamatsering.org/

A importância do mestre ou de um centro de prática

A internet deve ser nosso apoio e não o veículo principal do nosso caminho. Já li várias pessoas dizendo absurdos como o fato de não precisarmos de mestres ou um centro de prática para seguir no caminho budista. Dizer isso é um grande equívoco, pois não há discernimento nesta afirmação, considerando que os centros de prática nos trazem maior entendimento, vivência e a própria prática em si. Dizer isso é como acreditar que podemos nos curar de uma doença apenas lendo livro de medicina ou assistindo vídeos sobre operações e tratamentos no Youtube.

Poderemos nos perder facilmente sem um mestre ou um grupo/centro de pratica, pois iremos interpretar tudo baseado em nossas experiências e não como o Darma realmente é.

Sugestões

1º – A primeira sugestão é para que você encontre um centro de prática próximo a sua casa e vá visita-lo. O mais importante é, antes de começar a frequenta-lo, é se certificar que não se trata de uma seita ou um grupo controverso. Isso é muito importante.

2º – Se não existir um grupo próximo a sua casa, procure na internet, nos sites que indiquei os retiros ali disponíveis e vá em algum para conhecer o professor e o grupo.

3º – Procure grupos de discussão como o Grupo Sobre Budismo. Lá você poderá perguntar diretamente para mestres e professores qualificados e autorizados a ensinar o budismo.

4º – Assine o feed dos sites indicados para receber novidades e fique sempre atualizado.

5º – Se quiser aprender a meditar o link a seguir possui um vídeo para iniciantes e vários links com bastante conteúdo sobre meditação: Meditação

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12 Comments

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  1. 1
    Vinícius

    O que acontece é que as vezes que tentamos nos aproximar dos mestres ou professores. Vez ou outra não somos tão bem recebidos, somos atendidos, mas não do jeito que esperavamos. Um dia fui atrás, procurar por mais ensinamentos, me aproximar mais das pessoas que estão praticando, e uma figura no templo foi um pouco rude comigo e com minha namorada. Ficamos sem graça e nos afastamos.
    Talvez por ser um local religioso ficamos com expectativas demasiadas naquela coisa de ser bem acolhido além da conta.
    Talvez o ensinamento já comece por aí, né?
    Pratico a meditação e estudo em casa. Mas sinto falta de um mestre.
    Já que todo meu ensinamento é tirado dos livros e da internet.

    Abs
    Vinícius

    • 2
      Leonardo Ota

      Olá, Vinícius!

      Eu vejo meu mestre 3 vezes por ano, quando possível, e nem por isso desisti de praticar. Leio, assisto aos vídeos e tento praticar meditação todos os dias.

      As vezes o fato de estarmos esperando de mais é o nosso problema e quando as coisas não saem como esperamos ficamos magoados. Eu queria poder ter a oportunidade de estar ao lado do meu professor sempre que possível, mas isso é difícil e tenho que me acostumar. =)

      Um abraço e muito obrigado pelo comentário!

  2. 3
    Fabiano Barboza

    Sem dúvida o auxílio, seja ele de um mestre ou praticante, em muito empodera a prática. Assume a forma de incentivo e direcionamento. Porém não é uma regra para a pratica; a falta não necessariamente gera confusão. O que entendo e vejo também como sinal do mal uso (motivo que me atraiu seu post), é o praticante traçar independentemente seu próprio caminho, mas expressar-se como referência de um método budista, gerando dissonância entre a estrutura real do método e as interpretações individuais.

    • 4
      Leonardo Ota

      Olá, Fabiano!

      É bem simples, se o Buda teve mestres e praticou seguindo instruções, como nós podemos imaginar seguir no caminho sem o auxílio de um mestre?

      Sem o direcionamento de um mestre é fácil se perder, pois toda a interpretação dos ensinamentos são feitos baseadas em nossas experiências e não como eles são realmente e isso poderá fazer com que fiquemos perdidos em nossas próprias convicções. Esse é o perigo.

      Como disse no post, são apenas sugestões.

      Um abraço Fabiano e o muito obrigado pelo ponto de vista!

  3. 6
    Nando Pereira

    Excelente post, Leo. É uma maravilha ter pessoas sérias como você no caminho e respeitando um cânone tão precioso que merece absoluto cuidado, rigor e fidelidade.

    Esse problema de autoria é grave e a Internet expande com rapidez, mas há também alguns sites que ajudam a chegar à real, como o Fake Buddha Quotes:
    http://www.fakebuddhaquotes.com/

    Um abraço grande,
    Nando

  4. 7
    Nina

    “Já li várias pessoas dizendo absurdos como o fato de não precisarmos de mestres ou um centro de prática para seguir no caminho budista. ”

    Com esta frase, me dê o respeito de lhe fazer essa crítica, mas você sintetizou um pensamento extremamente vicioso e limitado. Jamais se questionou o porquê da necessidade de um mestre? Nunca lhe passou pela mente a ideia de que qualquer um, como parte de um todo, de um cosmos unificado, pode, por meio da intuição e do raciocínio, atingir um pensamento elevado e despido de ilusóes? Desta forma, infelizmente, você equipara o budismo a um credo fanatico que julga ser a ida ao templo essencial para o bom fiel ou a à crença de que a mulher deve honrar-se com um véu. Impõe regras, limita o pensamento sob a égide de um mestre supostamente superior em sabedoria, como se a sabedoria se fizesse com uma permissão formal dada por uma Entidade especializada e não como um alcance superior da mente. Budismo não é Universidade, não é compilação de textos acadêmicos em que somente Doutores têm permissão para ousar decifrá-los. É óbvio que a orientação de um mestre auxilia no clareamento de questões que às vezes nosso ego nos limita de enxergar. Mas não deve ser encarado como um protocolo a ser seguido. Não limite a busca superior às convenções estupidamente humanas. Tornar-se mestre de si mesmo, eis a verdadeira sabedoria.

    • 8
      Leonardo Ota

      Olá, Nina!

      Respeito sua opinião e me desculpe se causei uma impressão de “dono da verdade” ou algo do tipo. Essa realmente não é a proposta deste blog. Como escrevo para várias pessoas lerem me preocupo com o que posto aqui e vários amigos que estão a algum tempo no caminho budista gostaram do post e não interpretaram da maneira que você interpretou, mas mesmo assim respeito sua opinião e ponto de vista.

      1º Quando disse que o Buda teve mestres foi baseado na história de sua vida que você poderá achar facilmente. Se você já leu ou assistiu a algum filme verá que quando Buda saiu do palácio, foi para a floresta a procura de respostas, foi aluno de mestres ascetas. E digo isso baseado na história de Buda contada pelo meu mestre.

      2º O Budismo é uma tradição que é passada de mente a mente e não de mente/internet ou mente/livro, por isso existem as linhagens, pois a sabedoria que recebemos hoje só é possível termos contato porque um mestre transferiu para outra pessoa e assim por diante. Ele não adquiriu isso do nada.

      3º Não estou aqui para dizer como alguém deve se comportar em seu caminho, mas apenas uma sugestão para não nos perdermos. Se para você é bom seguir sozinha, tudo bem, espero que você seja feliz de verdade e que se supere todos os seus obstáculos.

      Muito obrigado pelo comentário!

  5. 9
    Nina

    Sim, quanto à sua crítica de textos proliferados na internet sem referencia a fontes, concordo plenamente com sua exposição, Leonardo. Minha objeção foi realmente quanto àquela frase específica que coloquei entre aspas, até fugi da discussao principal de seu texto. Mas senti necessidade de tocar neste assunto “secundário” pois acho muito perigosa essa ideia de “mestre”, uma vez que limita a liberdade do crescimento espiritual individual. No mais, obrigada pela resposta e discussão, espero que nao tenha me interpretado mal.

    • 10
      Leonardo Ota

      Nina, eu só acho, isso é a minha opinião, que com um professor será mais difícil se perder, mas respeito quem segue o caminho sozinho.

      Não podemos ver um mestre como um limitador, mas sim como um amigo, pois ele possui uma determinada realização no caminho, já sentou e meditou, já testou os ensinamentos, por isso é um mestre e como te disse a tradição budista é uma tradição mente a mente, não sou eu que digo, mas é como os ensinamentos são transmitidos, então cabe a nós escolhermos a maneira de seguir o nosso caminho.

      Desejo as melhores aspirações para você! Um abraço!

  6. 11
    Mirele

    Como iniciante, considero uma honra contar com a orientação de um mestre/professor, afinal, quem está a mais tempo no caminho conhece bem melhor a estrada. Não vejo limitação alguma nesse sentido, pelo contrário, creio que contar apenas com o próprio ego condicionado por tanto tempo em estruturas mentais rígidas e individuais, é que é limitante!

  7. 12
    roney tavares

    Quando você publica algo na internet é como se você publicasse numa sala com milhões de pessoas da mesma língua, porém de níveis de compreensão diferentes. Agradar a todas será impossível. Devemos tratar a informação como a água que bebemos, pois é vida!. Assim como temos nossas fontes e nascentes de água pura, ainda assim fervemos para beber. Gostaria de uma fonte de informações do budismo em minha cidade(Ananindeua-PA). Pois, é muito bom conhecer e ver fotos de “água pura” na internet e livros. Agora Beber diretamente da fonte para saciar a sede de informação experimentando como sugere o blog deve ser indescritível. Espero um dia ter contato com assim que for possível. Obrigado pelo post e pelos links :D

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