Irmão vento, irmão sol, irmão Buddha

Irmão vento, irmão sol, irmão Buddha


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Por ocasião do Natal, compartilho algumas reflexões muito inspiradoras do mestre zen Thich Nhat Hanh colhidas de seu “Vivendo Buda, Vivendo Cristo” (editora Rocco) sobre a urgência de todos nós sermos tolerantes e abertos uns com os outros, seja com membros de nossa própria sangha, seja com os de outras tradições. Que estes breves ensinamentos nos ajudem a diminuir as distâncias que se sustentam apenas por conta de nossos preconceitos e sectarismo. Boa leitura!

“Quando acreditamos que nossa fé é a única que encerra a verdade, teremos certamente a violência e o sofrimento como resultado.”

“Não pense que o conhecimento que você atualmente possui é imutável, a verdade absoluta. Evite ser intolerante e se fixar em suas opiniões atuais. Aprenda a praticar o desapego com relação às concepções a fim de estar aberto ao ponto de vista de terceiros. No meu entender, esta é a prática mais fundamental da paz.”

“Há muitos anos, reconheci que, compreendendo melhor nossa tradição, também desenvolvemos um maior respeito, consideração e compreensão pela dos outros.”

“Temos de acreditar que, ao nos envolvermos num diálogo com a outra pessoa, temos a possibilidade de realizar uma mudança dentro de nós mesmos, que podemos nos tornar mais profundos. O diálogo não é uma forma de assimilação no sentido de que um lado se expande e incorpora o outro no seu ‘eu’. O diálogo precisa ser praticado com base no ‘não-eu’. Temos de permitir que o que é bom, belo e significativo na tradição do outro nos transforme.”

“Nenhuma tradição isolada monopoliza a verdade. Precisamos reunir os melhores valores de todas as tradições e trabalhar em conjunto para eliminar as tensões existentes entre elas a fim de dar uma chance à paz. (…) Para que um futuro seja possível, aconselho-os a estudar e por em prática os melhores valores da sua tradição religiosa e compartilhá-los com os jovens de uma forma que eles possam compreender. Se meditarmos juntos como uma família, uma comunidade, uma cidade e uma nação, seremos capazes de identificar as causas do nosso sofrimento e descobrir uma saída.”

“Enquanto não houver paz entre as religiões, não poderá haver paz no mundo.”

Gasshō

Imagem: detalhe de “Christ and Buddha”, de Paul Ranson, 1880

Organização: Rodrigo Daien

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