Harmonia depende de estarmos contentes

Harmonia depende de estarmos contentes


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A vida habilidosa geralmente se estraga porque nenhum de nós tem nem harmonia nem atenção ao nosso tempo apropriado. E o que criamos no mundo se torna uma imagem espelhada do que encontramos em nós mesmos. O verdadeiro primeiro passo em criar harmonia acontece dentro de nós mesmos. Isto não requer nenhuma situação especial, mas pode ser feito quer estejamos sentados na sala de meditação, remando um barco, cozinhando o almoço, lendo um livro, ou trabalhando no jardim. Criar um sentimento harmonioso em nós depende de estarmos contentes. De outra forma, haverá desarmonia”. ~ Ayya Khema

Na semana passada aqui neste blog, realcei a importância de uma compreensão mais profunda da vida, pois dessa compreensão vem todo o modo como o mundo APARECE para você. Ayya Khema, uma grande praticante e monja Theravada, acrescenta muito bem dizendo que: “O que criamos no mundo se torna uma imagem espelhada do que encontramos em nós mesmos”.

Se você encontra em si mesmo apenas conflito, raiva, ressentimentos passados, ora, isso é exatamente o que você vai VER no mundo e nas pessoas lá fora.

A visão que você tem do mundo é plástica. Ela depende do que você vê dentro de si. Entende como é fundamental você aprender como e o quê ver dentro de si? Aprender isso é chamado de TREINAMENTO.

Tem pessoas (corrigindo: centenas de pessoas) que não entendem isso. Elas acham que Buddhismo é ser livre, dançar pelado à luz do luar, todos de mãos dadas cheirando as flores da primavera. Quem acha isso são os simpatizantes das frases de Facebook, cujo contato com o Buddhismo é por meio de livros populares onde se incentiva o viver no agora, e se usa MUITO da palavra LIBERDADE.

Ayya Khema diz que: “Criar um sentimento harmonioso em nós depende de estarmos contentes”, mas isso não é feito pelo embotamento de nossas faculdades críticas, impedindo-nos de ver nossos defeitos e imperfeições; nem por meio de autossugestão, em que pelo martelar sem fim de que você é uma pessoa pura, infinita, naturalmente bela… igualzinha ao Buddha, você passa a acreditar que isso realmente é assim, e agora! E para quê você precisaria de treinamento, não é?

Estarmos contentes conosco, verdadeiramente, só pode nascer da profunda introspecção, que fotografa sem timidez ou medo a situação ATUAL, e decide, corajosamente, que algo deve ser feito. Este é o começo do treinamento.

Para saber mais sobre Ayya Khema:

O que o Amor é 

Mente Meditativa 

E um capítulo de sua autoria no livro “Joias Raras do Ensinamento Buddhista“. Edições Nalanda, 2013.

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3 Comments

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  1. 2
    Jorge

    “Tem pessoas (corrigindo: centenas de pessoas) que não entendem isso. Elas acham que Buddhismo é ser livre, dançar pelado à luz do luar, todos de mãos dadas cheirando as flores da primavera.”.

    Rapaz, como textos assim são necessários!
    Maravilha, Professor.
    Gratidão daqui da aldeia azul…

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