Dia das Mães

Dia das Mães


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“Na voz com que o filho chama pela mãe, está contida uma série de emoções: Mamãe querida, mamãe preciosa… são palavras vívidas, onde não importa o número de apelos. Onde existe expressão vívida, a quantidade não representa nada. O Namu Amida Butsu também é assim! (Rev. Takehashi)”

As palavras acima, proferidas pelo Takehashi Sensei aqui no Templo de Apucarana em 12-02-2014, me fizeram lembrar da história de  KARITEIMO訶梨帝母(かりていも)  -〔梵 Hāritī〕- KISHIMOJIN 鬼子母神(きしもじん).

Na mitologia indiana, há uma deusa chamada Hâriti, nas escrituras budistas é chamada de Karitei ou Kariteimo. Ela tinha 500 filhos. Mas na verdade ela era uma Yaksa, um demônio feminino que habita as florestas e se alimentava de carne humana, especialmente da carne de crianças. Porém, em sua vida passada, fora uma boa e simples mulher  que adorava dançar. Em certa noite de festa, ela dançou sem parar, sem saber que estava grávida. Como resultado, sofreu um aborto espontâneo.  E nessa vida, renasceu como Yaksa, um demônio. Porém, ainda em uma outra vida era obtivera méritos por ter oferecido a um grande Mestre, uma romã de 500 sementes, por isso fora atribuído a ela 500 filhos.

Karitei vivia na Índia, na cidade de Ôsha-jo, capital de Magada, onde subtraía crianças para alimentar-se. A população de Ôsha-jo, desesperada, recorre ao Buda Shakyamuni, pedindo-lhe que salvasse suas crianças. O Buda utilizando-se de seus poderes, escondeu o filho caçula de Karitei. Ao perceber o desaparecimento de seu filho, ela percorre desesperadamente a cidade de Ôsha-jo, procurando-o. Em vão. Então foi em busca do Buda pedindo seu conselho.  O Buda, numa leve provocação, diz-lhe:

– Ora, você tem 500 filhos, o sumiço de apenas um, não lhe fará falta alguma.

Ela responde:

– Que absurdo! para uma mãe todo e qualquer  filho é amado e faz falta!

Ouvindo o apelo materno de Karitei, o Buda adverte-a:

– Aos pais humanos, são-lhe concedidos alguns poucos filhos. Raptá-los para se alimentar deles, não lhe pesa a dor que causastes a estes pais?

Ouvindo isso, pela primeira vez Karitei percebe seu grande erro e arrependida converte-se ao Budismo tomando Refúgio nas Três Jóias. E seu filho lhe é devolvido.

Com a conversão ao Budismo ela passou a ser chamada de Kishimojin, protetora das crianças, do parto seguro e patrona da educação e criação das crianças.

 

Reva. Sayuri Tyojun

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