Dharma na Vida Diária – Parte 4

Dharma na Vida Diária – Parte 4


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Dharma na Vida Diária – Parte 4 - Blog Sobre Budismo

Imagem: anna carter

Quarto post da série “Dharma na vida diária”. Este texto e os outros da série são do site Os Arquivos de Berzin, do Dr. Alexander Berzin.

Nos Livrando da Confusão

Digamos que nós possamos reconhecer que a fonte de nossos problemas seja a confusão. Isso não é muito difícil. Muitas pessoas chegam ao ponto de dizer “Eu estou realmente confuso(a). Eu estou embananado(a) .” Então e aí? Antes de começarmos a sair por aí, a gastar nosso dinheiro em tal curso ou em tal retiro, nós devemos considerar muito seriamente se nós realmente estamos convencidos de que é possível nos livrarmos da nossa confusão. Se nós não acharmos que é possível sair da confusão, o que estamos tentando fazer? Se nós formos apenas com a esperança de que possa ser possível nos livrarmos de nossa confusão, isso não é muito estável. É apenas uma atitude de “ Ah, como eu queria…”

Nós talvez pensemos que a liberdade poderia vir de várias maneiras. Talvez achemos que alguém virá nos salvar. Poderia ser uma figura superior, divina, tal como um Deus, então nos tornamos uma espécie de “crente pentecostal” budista. Alternativamente, nós podemos buscar um mestre espiritual, um parceiro ou outro alguém para nos livrar da nossa confusão. Em tais situações, é fácil nos tornarmos dependentes da outra pessoa e nos comportarmos sem maturidade. Nós freqüentemente estamos tão desesperados para achar alguém para nos salvar, que não paramos para pensar sobre a quem nós recorremos. Nós talvez escolhamos alguém que não está livre da própria confusão e que, por causa das suas próprias atitudes e emoções perturbadoras, tira vantagem da nossa ingênua dependência. Essa não é uma forma estável de prosseguir. Nós não devemos buscar por um professor espiritual ou por um relacionamento para limpar toda a nossa confusão. Nós devemos limpar a nossa própria confusão.

Uma relação com um(a) professor(a) espiritual ou com um parceiro(a) pode prover circunstâncias que ajudem, mas apenas quando o relacionamento é saudável. Quando é insalubre, só torna as coisas piores. Leva a mais confusão. No início, nós podemos estar em um profundo estado de negação, achando que o professor é perfeito, que o parceiro é perfeito, mas eventualmente nossa ingenuidade se desgasta. Quando nós começamos a ver as fraquezas na outra pessoa e que a outra pessoa não vai nos salvar de toda a nossa confusão, nós temos uma pane. Nos sentimos traídos. Nossa fé e confiança foram traídos. Este é um sentimento terrível! É muito importante tentar evitar isso desde o início. Nós precisamos praticar o Dharma; medidas preventivas. Nós devemos entender o que é possível e o que não é. O que está e o que não está ao alcance de um professor espiritual? Nós tomamos medidas de segurança para evitar essa pane.

Nós devemos desenvolver um estado mental que é livre de confusão. O oposto da confusão, o entendimento, irá prevenir a confusão de surgir. Nosso trabalho no Dharma é sermos introspectivos e atentos às nossas atitudes, às nossas emoções perturbadoras e aos nossos comportamentos neuróticos, compulsivos e impulsivos. Isso significa estar disposto a ver em nós mesmos coisas que não são tão legais, coisas que nós preferiríamos negar. Quando nós notamos coisas que estão causando nossos problemas ou são sintomas de nossos problemas, nós precisamos aplicar oponentes para superá-las. Tudo isso é baseado em estudo e meditação. Nós devemos aprender a identificar emoções e atitudes perturbadoras e de onde elas vêm.

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