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  • Theravada

    3 práticas para desapegar, segundo o Budismo Theravada

    No artigo anterior, trouxemos os ensinamentos sobre os tipos de apego.

    Nesse traremos o que precisamos fazer para de fato nos desapegarmos.

    “Assim, adotar a (1) prática da compaixão, (2) adotar a prática dos cinco preceitos, ou os preceitos maiores de um monge ou monja, e (3) adotar a prática da meditação – essas não são práticas anti-Budistas e é maldoso desencorajá-las classificando-as como ‘apegos’.

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    (1) Observar os cinco preceitos é, de fato, o desapego dos desejos mais grosseiros como a paixão, cobiça e violência.

    (2) Praticar a compaixão é o desapego do egocentrismo, e (3) praticar a meditação é abrir mão do passado, do futuro, dos pensamentos e muito mais.

    A realização dos Jhanas é nada mais que o desapego do mundo dos cinco sentidos para obter acesso à mente. 

    Nibbana é abrir mão de uma vez por todas da cobiça, da raiva e da delusão, as sementes do renascimento.

    parinibbana é o movimento final de abrir mão do corpo e da mente (os cinco khandhas).

    É errado sugerir que qualquer um desses estágios de abrir mão são a mesma coisa que o apego.”

    Ensinamentos por Ajaan Brahmavamso

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  • Theravada

    Os 4 tipos de apegos segundo a tradição do Budismo Theravada

    O caminho de Buda é como uma escada. Agarramos o degrau acima e abrimos mão do degrau abaixo para puxar-nos para cima. 

    “A palavra em questão em pali é upadana, que significa literalmente ‘agarrar algo’.

    É comumente utilizada para indicar o ‘combustível’ que sustenta um processo, tal como o óleo de uma lâmpada ser o combustível/upadana para a chama. 

    Upadana está relacionado ao desejo (tanha).

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    Por exemplo, tanha seria estender a mão para uma deliciosa xícara de café, upadana seria pegar a xícara.

    Muito embora pensamos que podemos facilmente soltar da xícara de café pois a mão não está colada nela, ainda assim é upadana.

    Nós a pegamos. Nós a seguramos.

    Felizmente nem todo tipo de apego é anti-Budista.

    4 tipos de apegos no Budismo

    O Buda especificou apenas quatro grupos de upadana: ‘apego’ aos cinco sentidos, ‘apego’ a idéias incorretas, ‘apego’ à idéia de que a libertação pode ser alcançada simplesmente através de preceitos e rituais, e ‘apego’ à idéia da existência de um ‘eu’.

    Há muitas outras coisas que podem ser ‘agarradas’ ou pelas quais pode haver apego, mas o ponto é que apenas esses quatro grupos conduzem a uma nova manifestação karmica, apenas esses quatro são o combustível para uma existência futura e mais sofrimento, apenas esses quatro devem ser evitados.

    Assim, adotar a prática da compaixão, adotar a prática dos cinco preceitos, ou os preceitos maiores de um monge ou monja, e adotar a prática da meditação – essas não são práticas anti-Budistas e é maldoso desencorajá-las classificando-as como ‘apegos’. 

    4 práticas para o desapego

    Observar os cinco preceitos é, de fato, o desapego dos desejos mais grosseiros como a paixão, cobiça e violência.

    Praticar a compaixão é o desapego do egocentrismo, e praticar a meditação é abrir mão do passado, do futuro, dos pensamentos e muito mais.

    A realização dos Jhanas é nada mais que o desapego do mundo dos cinco sentidos para obter acesso à mente. 

    Nibbana é abrir mão de uma vez por todas da cobiça, da raiva e da delusão, as sementes do renascimento.

    parinibbana é o movimento final de abrir mão do corpo e da mente (os cinco khandhas).

    É errado sugerir que qualquer um desses estágios de abrir mão são a mesma coisa que o apego.

    O caminho é como uma escada. Agarramos o degrau acima e abrimos mão do degrau abaixo para puxar-nos para cima. 

    Portanto, não se deixem influenciar por bem intencionados, mas mal informados Budistas novatos que interpretam upadana/apego de forma completamente equivocada. Apeguem-se sem medo aos seus preceitos, ao seu objeto de meditação e ao caminho, pois este conduz a Nibbana.”

    Ensinamentos pelo mestre Theravada: Ajaan Brahmavamso

  • Theravada

    A meditação é mesmo necessária para atingir a iluminação?

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    Primeiro veja significado do termo usado no ensinamento a seguir

    Como o ensinamento possui muitas referências a palavra em Pali Joana, veja o significado dessa palavra:. A tradução mais comum para Jhana é Meditação, mas veja o termo de forma mais completa:

    Jhana (Skt. dhyana): absorção mental. Se refere principalmente às quatro realizações meditativas da matéria sutil, assim chamadas devido à característica do objeto empregado para o desenvolvimento da concentração.

    Essas realizações são caracterizadas por uma forte concentração num único objeto acompanhada da suspensão temporária dos cinco obstáculos, (nivarana) e da suspensão temporária das atividades nos sentidos.

    Esse estado de consciência no entanto é acompanhado por perfeita lucidez e clareza mental.

    O primeiro jhana é acompanhado e caracterizado pela presença de cinco fatores mentais: vitakka (pensamento aplicado), vicara (pensamento sustentado), piti (êxtase), sukha (felicidade), e ekaggatarammana (unicidade mental).

    Nos comentários as realizações meditativas imateriais também são chamadas de jhanas imateriais.

    Isso no entanto não ocorre nos suttas. Esses estados são chamados de imateriais devido à caracteristica do objeto empregado para a concentração.

    Agora vamos ao ensinamento

    “No mundo Budista de hoje há muita discussão entre os meditadores sobre a relevância de jhana.

    A primeira pergunta geralmente feita: “É necessário primeiro experimentar jhana para tornar-se plenamente iluminado (arahant), ou será possível realizar o objetivo supremo, sem qualquer experiência de jhana?” 

    Quem faz essa pergunta geralmente são aqueles que ainda não experimentaram jhana.

    É difícil fazer aquilo que é necessário para experimentar jhana; por isso a maioria das pessoas fazem essa pergunta querendo ouvir que jhana não é essencial.

    Elas querem ouvir que a sua inabilidade não é um obstáculo. Elas querem um acesso rápido e fácil a nibbana.

    Essas pessoas ficarão satisfeitas, e até mesmo inspiradas, por algum professor que lhes diga o que elas querem ouvir de qualquer jeito – que esses estados de jhana são desnecessários – e elas irão seguir esses ensinamentos, porque é conveniente.

    Infelizmente, a verdade raramente é conveniente, e raramente está de acordo com o que queremos ouvir.

    Uma vez que a completa iluminação seja atingida e que todos os apegos tenham sido removidos, então o processo de abrir mão e penetrar os jhanas se torna tão natural como uma folha que cai de uma árvore até o chão.

    Na verdade, a habilidade que alguém tenha para o abandono e experimentar jhana, é uma medida de sua verdadeira compreensão do Dhamma, e da conseqüente ausência de apego.”

    Ensinamentos por Ajaan Brahmavamso