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  • Palavras de compaixão

    Como sair do piloto automático e ter uma vida significativa em 5 passos simples

    Você já se pegou fazendo algo de forma distraída, de qualquer jeito, no piloto automático?

    Nós, enquanto estamos comendo, olhamos o celular, quando estamos no celular, queremos comer. Essa é a maneira desatenta e automática que agimos a maior parte do tempo.

    Entrar no piloto automático nos faz viver de forma vazia, pois não aproveitamos os pequenos momentos. Eles passam desapercebidos por nós e é justamente nesses detalhes que a mágica da vida acontece.

    Quando estamos atentos ao momento presente, respirando consciente, nos abrimos a cada detalhe da vida. Uma simples xícara de chá se torna algo completo, uma oportunidade para praticarmos a plena atenção.

    Digo isso, mas, na verdade, sou muito desatento e vivo me policiando, tentando trazer minha mente para o presente através da respiração consciente. É um trabalho diário e constante, ainda mais com família, filhos, responsabilidades, casa para cuidar, problemas diários e distrações vindas de todas as partes. Fora as questões da mente, orgulho, inveja, apego, ciúmes, carências.

    Por outro lado, sei que é totalmente possível, mesmo tendo uma vida comum, com tudo isso que disse, praticar os ensinamentos do Buda, atenção plena, respiração consciente. Podemos aplicar os ensinamentos a qualquer momento.

    Quero te mostrar agora 5 passos simples, que busco praticar, para você aplicar no dia a dia, sair do piloto automático e ter uma vida mais significativa.

    1. Atenção a respiração: a primeira coisa que você deve fazer é acostumar-se com a meditação de atenção plena à respiração. Para aprender, clique no link a seguir: Como praticar a meditação da respiração.
    2. Atenção aos detalhes: apenas estando atento você poderá perceber os detalhes, os sabedores, as sensações, as cores, suas emoções, o movimento dos seus pensamentos, os lugares, as pessoas. Cada momento é único e não volta, sabendo disso, aproveitamos tudo da forma mais presente, focada e atenta possível.
    3. Esteja aberto: quando achamos que já sabemos tudo, acabamos nos fechando para novas oportunidades e aprendizados. Quanto mais nos abrimos, mais temos a chance de expandir nosso conhecimento, pontos de vista, criatividade, possibilidades e novas coisas, isso irá te ajudar a fazer novas conexões e a manter boas relações, que é o nosso próximo passo.
    4. Cultivar boas relações: certa vez, assisti a uma palestra do TED com o Doutor Robert Waldinger sobre, “do que é feita uma boa vida?”, baseado em uma pesquisa feita durante 70 anos, e mostrou que o fator chave para as pessoas chegarem ao fim da vida, bem, de forma saudável, era mantendo boas relações. Então, cultive boas relações, isso tornará sua vida mais significativa.
    5. Aceitar a si mesmo: todos temos coisas boas e ruins. Precisamos nos aceitar, perceber que manifestamos tudo, inveja, orgulho, ciúmes, apegos, mas também coisas boas, generosidade, paciência, amorosidade, empatia. Aceitar que em nossa condição humana, podemos manifestar tudo isso, é fundamental para reduzir nossa culpa e autojulgamento. Também precisamos buscar melhorar diariamente lado negativo para melhorarmos a cada dia. Isso nos ajudará a ter uma vida com sentido.

    Praticando esses 5 passos simples, você poderá sair do piloto automático e ter uma vida mais significativa aproveitando todos os detalhes que ela tem a oferecer. Como tudo passa e é impermanente, podemos viver e aproveitar cada detalhe como se fosse o último. Já pensou ficar velhinha(o) e quando chegar no fim, perceber que desperdiçou a dádiva de cada momento?

  • Palavras de compaixão

    4 passos para praticar atenção plena em qualquer experiência do dia a dia

    Quando estou lavando louça, organizando uma gaveta ou praticando caligrafia sagrada tibetana, tento praticar atenção plena. Nem sempre consigo, mas é uma busca diária.

    Muitos acreditam que os ensinamentos budistas são complexos ou difíceis de serem aplicados e só Monges, Lamas, Mestres ou Gurus conseguem, na verdade, o Dharma (ensinamentos) do Buda podem ser praticados por qualquer pessoa.

    Tudo começa pela respiração

    Como o grande mestre Vietnamita, Thich Nhat Hanh, explica:

    “Enquanto inspira, você pode se conectar ao seu corpo. Traga sua mente de volta para a casa do seu corpo e lembre-se que tem um corpo”
    – Thich Nhat Hanh

    Na minha experiência, faço da seguinte forma, vamos supor que eu esteja praticando caligrafia sagrada tibetana:

    1. Quando estou fazendo cada traço com o pincel, começo relaxando e focando na respiração, nas sensações do meu corpo, no toque da minha mão no papel, da tinta passando pela superfície, vou sentindo tudo e respirando naturalmente;
    2. Depois ao executar um movimento, permaneço com o corpo quieto, continuo respirando naturalmente e relaxando;
    3. Por fim, mantenho o foco da minha atenção na minha inspiração e isso traz vivacidade para a minha mente.

    “Inspirando, estou atento ao meu corpo como um todo. Expirando, estou atento ao meu corpo como um todo”
    – Thich Nhat Hanh

    Agora vou te mostrar 4 passos simples e práticos para você aplicar atenção plena no seu dia a dia.

    1. Relaxamento: inicie qualquer atividade focando nas sensações do corpo, no contato com a superfície que você estiver, cadeira, chão, cama, qualquer lugar, vá respirando naturalmente e relaxando.
    2. Movimente-se com atenção: procure, ao executar uma tarefa, movimentar-se de forma atenta a cada instante, perceba todos os movimentos que você faz com os braços, pernas, tronco, o ambiente ao seu redor.
    3. Vivacidade: se sua mente estiver letárgica ou cansada, foque na inspiração, pois isso ajudará a manter sua mente mais atenta e alerta. Já, se sua mente estiver agitada ou ansiosa, mantenha sua atenção expiração, vá soltando todas as tenções e continue respirando naturalmente.
    4. Recordar: a chave é recordar-se o tempo todo da respiração, mas de forma consciente, prestar atenção na entrada e saída do ar pelas narinas, nos seus movimentos, no ambiente, estar atento o tempo todo e alerta. Pratique isso sempre que se lembrar, no trânsito, sentado, comendo, trabalhando, lembre-se vez após vez.

    “Quando você está presente e concentrado(a), você pode entrar em contato profundo com as maravilhas dentro de si e à sua volta.”
    – Thich Nhat Hanh

    Você pode aplicar esses 3 passos em todas as experiências do dia a dia, pois quando fazemos tudo com atenção plena, presentes, conscientes, aproveitando cada momento, temos mais gratidão, felicidade e contentamento pela vida.

    Me conte, quais são as atividades que você mais se distrai no dia a dia?

  • Palavras de compaixão

    Meditação para trabalhar com as emoções

    Quando meditamos, estamos treinando a mente para reconhecer e aceitar as experiências do momento presente, gentilmente e sem julgamento. Isso inclui emoções de todas as descrições e, portanto, reconhecer e trabalhar com emoções é uma parte essencial do treinamento em meditação.

    Muitas pessoas se interessam pela meditação devido a sentimentos indesejáveis ​​de estresse, tristeza, ciúme, raiva, ressentimento e assim por diante. De fato, somos repetidamente levados a evitar emoções desagradáveis ​​e nos apegar a agradáveis. O Buda ensinou que nossa fixação em estados emocionais é uma fonte de sofrimento. Compreender como as emoções funcionam, o que produzem e como trabalhar com elas pode levar ao bem-estar e à liberdade.

    Na meditação, cria-se uma distância vigilante e atenta entre quaisquer emoções que surgem e nossa tendência a compreendê-las, rejeitá-las ou ignorá-las.

    Outra forma de meditar

    Em algumas formas de meditação, a consciência das emoções pode ser usada ativamente para obter uma visão direta de sua natureza e da natureza da mente que as produz, ou para promover a compaixão e uma experiência de interconexão. Na meditação sobre a bondade “metta“, a consciência e boa vontade são usadas para gerar aspirações sinceras de paz e bem-estar, tanto para nós mesmos quanto para os inúmeros seres que compartilham nosso mundo.

    Na prática

    Concentrar-se na respiração, por exemplo, estabelece as bases da estabilidade mental que apóia essa vigilância. Ou podemos observar as sensações físicas que acompanham as emoções, em vez de permitir que nossa mente seja envolvida nas histórias que as emoções provocam.

    Ou seja, treine sua mente focando na respiração até ganhar a capacidade de não se identificar com as emoções e sentimento.

    Não é uma tarefa simples, muito menos fácil, mas com a prática da meditação de respiração consciente, é possível chegar lá.

    Um passo a passo simples de aplicar

    1. Reserve alguns minutos todos os dias, comece com 3 minutos e vá aumentando aos poucos.
    2. Ao parar, respire conscientemente focando na respiração ou nas sensações do corpo e não se identificando com as emoções. No início não é fácil, mas seja paciente e constante. A persistência é a chave.
    3. Se não conseguir meditar um dia, não desanime, volte no dia seguinte.
    4. Você poderá fazer isso não apenas na sua almofada de meditação, ou em momentos específicos, mas também no intervalo do trabalho, antes de dormir ou em qualquer situação que seja possível parar por alguns minutos.
    5. Se sua prioridade for seu bem estar mental e corporal, não invente desculpas e tenha a prática como sua prioridade diária. Se você não estiver bem, não poderá cuidar de você e muito menos dos outros que ama ou aprecia.

    Vamos praticar?

    Texto inspirado no artigo do site Tricycle.

  • Palavras de compaixão

    Duas perguntas para aprender a lidar com o medo

    Perguntaram a nossa querida mestra Jetsunma Tenzin Palmo: Quando medito, às vezes vejo esse vazio e fico com medo. O que posso fazer a respeito disso?

    Resposta

    Não acho que seja ruim experimentar o medo. É bastante comum sentir medo quando meditamos. É o ego que está com medo de morrer. E ele está certo por ter medo porque ele vai morrer.

    O ego teme que seus jogos sejam descobertos por isso entra em pânico. Quando estamos na crista de algum novo entendimento, ele sempre entra em pânico. Mas esse pânico não é algo ruim.

    Em vez de seguir o pânico, tendo um chilique ou o que seja, podemos tentar ficar presentes no momento com aquele pânico, com uma mente muito compassiva e gentil, permitindo que o medo surja, reconhecendo, aceitando e ficando com ele.

    O importante é não tentar nos dis- trairmos dele. É natural querermos fazer alguma coisa para distrair nossa mente do medo. Mas, sempre que fazemos isso, estamos nos configurando para passar por experiências semelhantes mais vezes.

    É melhor apenas sentar em silêncio e tentar encarar o medo. Pergunte de onde ele vem e quem está com medo. Essa é uma grande pergunta a fazer se você tem medo.

    Minha experiência

    Lembro-me de algumas vezes estar de frente com emoções negativas e de querer sair correndo ou me distrair ou entreter com algo para fugir do desconforto de encarar aquilo que estava sentindo.

    Esse é o nosso primeiro impulso quando estamos sofrendo por algo, correr.

    Mas ao fazer isso, como a iluminada Jetsunma Tenzin Palmo disse, você acaba gerando o hábito de levar aquela mesma forma de lidar com os problemas para outras situações.

    Na minha experiência a melhor forma de aplicar esse ensinamento é olhar diretamente para o que está causando desconforto naquele momento.

    Fique um pouco só se possível, observe com gentileza o que você está sentindo, seja bondoso com seu desconforto.

    Se você correr dele, será pior, pois só fará com que fique escondido e aumentando com o passar do tempo.

    Ao olhar para o seu sofrimento com coragem, sei que não é fácil, mas é possível, você aprenderá a lidar com o que quer que surja dentro de você.

    Essa é uma prática muito sutil e poderosa. Vamos aplicar os ensinamentos desses grandes mestres.

    As duas perguntas chaves

    1 – DE ONDE VEM ESSE [SENTIMENTO, SOFRIMENTO, DESCONFORTO]

    2 – QUEM ESTÁ EXPERIMENTANDO ISSO?

    Vamos praticar?

  • Palavras de compaixão

    Essa é umas das melhores formas de acalmar a mente estressada

    Uma das melhores formas de acalmar a mente estressada é através do corpo. Da mesma forma que o estresse afeta o corpo de forma negativa, é possível usá-lo para reduzir o estresse a níveis saudáveis.

    Sempre é melhor treinarmos a mente antes que chegue um momento de crise. Uma vez que nossas mentes são profundamente influenciadas pelos sentidos (o que ouvimos, tocamos e assim por diante), caso o estresse atinja um nível de crise, é recomendável que nos retiremos fisicamente do ambiente em questão.

    Isso não significa fugirmos da situação. Pelo contrário, é nos separarmos do ambiente perturbador para, num ambiente pacífico e com as ferramentas da meditação, sermos capazes de ver a situação de forma clara, sem ficarmos cegos pelas emoções ou pelo desconforto físico. Num ambiente mais relaxado é muito mais fácil encontrarmos uma solução para nossos problemas no espaço do estado natural da mente, com compaixão e compreensão.

    Prática para reduzir o estresse

    Com relação à postura, há sete elementos a serem considerados:

    1. De pernas cruzadas, com a perna esquerda para dentro.

    2. A espinha ereta, como uma pilha de moedas.

    3. Ombros endireitados, como as asas de uma águia.

    4. Pescoço ligeiramente inclinado.

    5. Olhos abertos, focados e dirigidos para baixo, cerca de um metro à frente.

    6. A boca entreaberta, com a ponta da língua tocando o palato duro no céu da boca.

    7. Mãos no colo, com a palma direita sobre a esquerda, com os polegares se tocando gentilmente.

    Na meditação da respiração, mantenha a postura ereta e siga a sequência abaixo descrita:

    1. Feche gentilmente a narina direita com um dedo, e faça uma inspiração longa e profunda pela narina esquerda.

    2. No fim da inspiração, prenda a respiração por alguns segundos.

    3. Feche a narina esquerda, abra a direita e expire por ela. 4. Depois inspire pela narina direita, mantendo a esquerda fechada. Prenda a respiração no fim da inspiração e, então, expire pela narina esquerda.

    5. Em seguida, inspire gentilmente pelas duas narinas ao mesmo tempo. Expire com alguma força, para expelir o máximo de ar.

    Ensinamentos por S. Ema. Gyalwa Dokhampa do livro A mente serena

  • Palavras de compaixão

    Estamos todos no mesmo barco

    Se observarmos o que basicamente o Buda ensinou, veremos que isso nos une e nos coloca em uma posição de igualdade.

    Claro, em determinados níveis somos diferentes, mas no nível mais básico somos todos iguais.

    Podemos iniciar nosso dia com uma frase que aprendi com meus mestres:

    TODOS NÓS QUEREMOS SER FELIZES E NINGUÉM QUER SOFRER

    Ao olhar os outros com compreensão, colocamo-nos no lugar deles, vemos as coisas de seu ponto de vista e reconhecemos que estamos, todos nós, no mesmo barco.

    Gyalwang Drukpa, do livro Iluminação Diária

    O sofrimento

    Todos nós passamos pela mesma condição humana de nascer, viver por um tempo, envelhecer, ficar doente e morrer.

    Isso é comum a todos os seres e isso nos coloca no mesmo barco.

    Quando ficamos chateados ou nervosos com outra pessoa, ao invés de olhar para as diferenças, devemos olhar para o que nos une, que é justamente o fato de que não queremos sofrer, assim como a outra pessoa.

    Esse olhar vai te fazer enxergar a vida de outra forma.

    Mas não podemos ficar apenas na teoria. Quando alguém te ofender, este é o momento de aplicar esse ensinamento.

    No acompanhamento online passo a passo, do básico ao avançado e em grupo que ofereço (Para saber mais clique a seguir ACOMPANHAMENTO) passamos por esse tema, pois é necessário desenvolver esse olhar sutil que só é desenvolvido contemplando e aplicando no dia a dia.

    Quando você ganhar a capacidade de olhar qualquer pessoa nesse nível mais básico, você será capaz de mudar totalmente a realidade e o meio que você vive.

    Ter a consciência de que estamos todos no mesmo barco, ou seja, todos nós queremos ser felizes e não queremos sofrer, vai te dar a capacidade de praticar compaixão e com isso ter uma vida mais significativa e feliz.

    Sem a prática toda teoria se torna desnecessária.

  • Palavras de compaixão

    Como esses dois aspectos podem te ajudar a entender a meditação budista

    Muitas perguntas são feitas sobre os detalhes da meditação. “Eu devo meditar com incenso no quarto?”, “Devo meditar com música?” “E a meditação transcendental, como fazer?”

    Quando falamos sobre meditação, assim como do próprio budismo, as pessoas pensam que é uma coisa só.

    Geralmente colocam a meditação como uma única coisa.

    Primeiro devemos entender o que significa a palavra meditação. Bhavana que em sânscrito carrega o campo semântico de “cultivo”, “familiarização” ou “habituação” com algo. No ocidente este termo é frequentemente traduzido como “meditação”.

    Então podemos concluir que toda vez nos acostumamos mentalmente com algo, seja com pensamentos bons ou ruins, estamos meditando sobre isso, ou seja, meditação não significa necessariamente sentar-se em uma almofada no chão e fechar os olhos. Significa habituar-se com algo no campo mental.

    A seguir, separei um ensinamento do mestre Thich Nhat Hanh onde ele explica os dois principais aspectos da meditação budista, deixando mais claro quais os 2 principais tipos de meditação que os budistas praticam.

    Parar, Acalmar-se, Descansar e Curar-se. Por Thich Nhat Hanh

    “A meditação budista tem dois aspectos – shamatha e vipashyana. Existe uma tendência a enfatizar a importância da vipashyana (“olhar em profundidade”), uma vez que ela tem o potencial de nos proporcionar insight e nos libertar do sofrimento e das aflições. Mas a prática da shamatha (“cessação”) é fundamental. Se não conseguirmos parar, o insight não chegará a nós.

    Existe uma história zen sobre um homem e um cavalo. O cavalo está galopando rapidamente, e parece que o homem que cavalga se dirige a algum lugar importante. Outro homem, em pé ao lado da estrada, grita: “Aonde você está indo?” e o homem a cavalo responde: “Não sei. Pergunte ao cavalo!” Esta é a nossa história. Estamos todos sobre um cavalo, não sabemos aonde vamos e não conseguimos parar. O cavalo é a força de nossos hábitos que nos puxa, e somos impotentes diante dela. Estamos sempre correndo, e isso já se tornou um hábito. Estamos acostumados a lutar o tempo todo, até mesmo durante o sono. Estamos em guerra com nós mesmos, e é fácil declarar guerra aos outros também.

    Precisamos aprender a arte de fazer cessar – parar nosso pensamento, a força de nossos hábitos, nossa desatenção, bem como as emoções intensas que nos regem. Quando uma emoção nos assola, ela se assemelha a uma tempestade, que leva consigo a nossa paz. Nós ligamos a TV e depois a desligamos, pegamos um livro e depois o deixamos de lado. O que podemos fazer para interromper este estado de agitação? Como podemos fazer cessar o medo, o desespero, a raiva e os desejos? É simples. Podemos fazer isso através da prática da respiração consciente, do caminhar consciente, do sorriso consciente e da contemplação profunda – para sermos capazes de compreender. Quando prestamos atenção e entramos em contato com o momento presente, os frutos que colhemos são a compreensão, a aceitação, o amor e o desejo de aliviar o sofrimento e fazer brotar a alegria.

    Mas a força do hábito costuma ser mais forte do que nossa vontade. Dizemos e fazemos coisas que não queremos e depois nos arrependemos. Causamos sofrimento a nós mesmos e aos outros, e de forma geral produzimos grande quantidade de destruição. Podemos ter a firme intenção de nunca mais fazer isso, mas sempre acabamos fazendo de novo. Por quê? Porque a força do hábito acaba vencendo e nos levando de roldão.

    Precisamos da energia da atenção plena para perceber quando o hábito nos arrasta, e fazer cessar esse comportamento destrutivo. Com atenção plena, temos a capacidade de reconhecer a força do hábito a cada vez que ela se manifesta. “Alô força do hábito, sei que você está aí!” Nessa altura, se conseguirmos simplesmente sorrir, o hábito perderá grande parte de sua força. A atenção plena é a energia que nos permite reconhecer a força do hábito e impedi-la de nos dominar.

    Por outro lado, o esquecimento ou negligência é o oposto. Tomamos uma xícara de chá sem sequer perceber o que estamos fazendo. Sentamo-nos com a pessoa que amamos, mas não percebemos que a pessoa está ali. Andamos sem realmente estar andando.

    Estamos sempre em outro lugar, pensando no passado ou no futuro. O cavalo dos nossos hábitos nos conduz, e somos prisioneiros dele. Precisamos deter este cavalo e resgatar nossa liberdade. Precisamos irradiar a luz da atenção plena em tudo o que fizermos, para que a escuridão do esquecimento desapareça. A primeira função da meditação – shamatha – é fazer parar.

    A segunda função da shamatha é acalmar. Quando sofremos uma emoção forte, sabemos que talvez seja perigoso agir sob sua influência, mas não temos força nem clareza suficientes para nos abstermos. Precisamos aprender a arte de respirar, de inspirar e expirar, parando tudo o que estamos fazendo e acalmando nossas emoções. Precisamos aprender a nos tornar mais estáveis e firmes, como se fossemos um carvalho, e não nos deixar arrastar pela tempestade de um lado para outro. O Buda ensinou uma variedade de técnicas para nos ajudar a acalmar corpo e mente, e considerar a situação presente em toda a sua profundidade. Essas técnicas podem ser resumidas em cinco estágios:

    (1) Reconhecimento – se estamos zangados, dizemos “reconheço que a raiva está dentro de mim”.

    (2) Aceitação – quando estamos zangados, não negamos a raiva. Aceitamos aquilo que está presente em nós.

    (3) Acolher – abraçamos a raiva como faz uma mãe com o filho que chora. Nossa atenção plena acolhe a emoção, e só isso já é capaz de acalmar a raiva e a nós mesmos.

    (4) Olhar em profundidade – quando nos acalmamos o suficiente, conseguimos observar profundamente para entender o que provocou a raiva, ou seja, o que está fazendo o bebê chorar.

    (5) Insight – o fruto do olhar profundo é a compreensão das causas e condições, tanto primárias quanto secundárias, que provocaram a raiva e fizeram nosso bebê chorar. Talvez ele esteja com fome. Talvez o alfinete da fralda o esteja machucando. Talvez nossa raiva tenha surgido quando um amigo nos falou em um tom ofensivo, mas de repente nos lembramos de que essa pessoa não está bem hoje porque seu pai está muito doente. Continuamos a refletir dessa forma até compreendermos a causa de nosso atual sofrimento. A compreensão nos dirá o que fazer ou não fazer para mudar a situação.

    Depois de nos acalmarmos, a terceira função da shamatha é o repouso. Suponha que alguém nas margens de um rio joga uma pedra para o ar e a pedra cai no rio. A pedra afunda lentamente e chega ao fundo do rio sem esforço algum. Depois que a pedra chega ao fundo do rio, ela descansa, deixando que a água passe por ela. Quando sentamos para meditar podemos nos permitir repousar da mesma forma que essa pedra. Podemos nos deixar afundar naturalmente, na posição sentada – repousando, sem fazer esforço. Temos que aprender a arte de repousar, permitindo que nosso corpo e nossa mente descansem. Se tivermos feridas em nosso corpo e em nossa mente precisamos repousar para que elas possam por si só se curar.

    O ato de se acalmar produz o repouso, e o descanso é um pré-requisito para a cura. Quando os animais selvagens estão feridos, eles procuram um lugar escondido para deitar, e descansam completamente por muitos dias. Não pensam em comida nem em mais nada. Apenas descansam, e com isso obtêm a cura de que precisam. Quando nós seres humanos ficamos doentes, nos preocupamos o tempo todo. Procuramos médicos e remédios, mas não paramos. Mesmo quando vamos para a praia ou para as montanhas com a intenção de descansar, não chegamos realmente a repousar, e voltamos mais cansados do que partimos. Temos que aprender a repousar.

    A posição deitada não é a única posição de descanso que existe. Podemos descansar muito bem durante meditações sentados ou caminhando. A meditação não deve ser um trabalho árduo. Simplesmente permita que seu corpo e sua mente descansem, como o animal no mato. Não lute. Não há necessidade de fazer nada nem realizar nada. Eu estou escrevendo um livro, mas não estou lutando. Estou descansando. Por favor, leiam este livro de uma forma alegre e relaxante. O Buda disse: “Meu Darma é a prática do não-fazer.” Pratiquem de uma forma que não seja cansativa, mas que seja capaz de proporcionar descanso ao corpo, às emoções e à consciência. Nosso corpo e mente sabem curar a si mesmos se lhes dermos uma oportunidade para isso.

    Parar, acalmar-se e descansar são pré-requisitos para a cura. Se não conseguirmos parar, nosso ritmo de destruição simplesmente vai prosseguir. O mundo precisa imensamente de cura. Os indivíduos, comunidades e países estão cada vez mais necessitados de cura.”

    (Do livro “A Essência dos ensinamentos de Buda” – Thich Nhat Hanh)

  • Imagem de Buda sentado na floresta para o artigo: Budismo é religião ou filosofia de vida?
    Palavras de compaixão

    O Budismo é religião ou filosofia de vida?

    Essa é uma discussão recorrente. Já li e ouvi alguns mestres e mestras dizerem que é filosofia de vida, outros dizendo que é religião. É importante esclarecermos e também mostrar diferentes pontos de vista.

    Objetivo

    Meu objetivo aqui não é te convencer ou te trazer para algum lado: budismo é religião! budismo é filosofia de vida! Mas sim te mostrar um ponto de vista e deixar em suas mãos a decisão de incluir nos seus pontos de vista ou não.

    Vamos começar pela definição das palavras religião e filosofia de vida.

    Definição de Religião

    “Convicção da existência de um ser superior ou de forças sobrenaturais que controlam o destino do indivíduo, da natureza e da humanidade, a quem se deve obediência e submissão.” Referência: Dicionário Michaelis

    Quando definimos o budismo como religião levamos em consideração o significado do campo semântico dessa palavra:

    1 – Existência de um ser superior.

    No budismo não existe um ser superior, Buda não se considerou um Deus e nem os budistas o consideram Deus.

    2 – Forças sobrenaturais que controlam a vida do indivíduo.

    No budismo você é senhor de sua própria vida. Acreditamos no Karma e não em alguma coisa lá fora que controla nossa vida.

    3 – A quem se deve obediência ou submissão.

    Outro ponto que não faz sentido dentro do contexto dos ensinamentos budistas.

    Definição de Filosofia de vida

    “Filosofia de vida é a expressão que serve para descrever um conjunto de ideias ou atitudes que fazem parte da vida de um indivíduo ou grupo.” Referência

    No caso dessa expressão:

    1 – Expressão que serve para descrever um conjunto de ideias ou atitudes.

    Isso faz mais sentido dentro dos ensinamentos do Buda, mas podemos ir além.

    Na perspectiva de S.S. Gyalwang Drukpa

    O líder espiritual da linhagem Drukpa, da qual faço parte, e meu mestre indireto diz:

    “O Budismo, ou o ensino do Budismo em si mesmo, é uma filosofia espiritual. É muito voltado à espiritualidade. Assim sendo, para praticar o Budismo, ou Buddhadharma, é preciso ser muito espiritualizado. 

    Pessoalmente, preferiria utilizar o termo “ensinamentos Budistas” no lugar de “Budismo”, pois não é um “ismo” de forma alguma, e penso que não é correto chamá-lo de “ismo”, pois dá uma conotação ou definição muito forte de religião, que não é boa. Os ensinamentos Budistas, ou Buddhadharma são totalmente orientados pela espiritualidade, em vez de religiosidade. Por isso, precisamos tentar desenvolver uma profunda compreensão do que é o Buddhadharma, e então tentar praticá-lo. 

    Quando afirmo que o Budismo é uma filosofia, não significa que você não faz quase nada, que apenas senta-se e meramente pensa, e pensa, e pensa. As pessoas frequentemente têm a tendência de achar que a filosofia tem a ver com pensamentos, e não com a prática. 

    O Budismo é uma filosofia viva, que deve ser posta em prática. A prática deve ser baseada na filosofia que rejeita a teoria de um criador que controla sua vida, e a faz melhor ou pior. 

    Ao invés de acreditar em um criador todo-poderoso, você deve acreditar em si mesmo, e ampliar seu próprio entendimento, dentro de si. Esta é a autêntica abordagem Budista. ” – S.S.Gyalwang Drukpa

    Meu ponto de vista pessoal

    Na minha opinião pessoal, levando em conta as definições que abordamos de religião ou filosofia de vida, e a perspectiva de Sua Santidade Gyalwang Drukpa, considero o budismo uma filosofia de vida.

    Meu mestres Lama Jigme Lhawang diz em seu texto aqui no blog A ESSÊNCIA DE SER E ESTAR

    “Me parece que o budismo traz uma essência que não é doutrinária, que também não aspira produzir conclusões sobre as coisas para que outros tenham que aceitar e concordar.” – Lama Jigme Lhawang

    Então, da minha parte, considero o Budismo uma filosofia de vida.

    Repito, meu papel aqui não é te convencer a nada, mas te mostrar mais um ponto de vista. Você deve discernir, incluir ou excluir esse ponto de vista.

    Aspiro que tenha esclarecido minimamente e tenha te dado uma nova perspectiva.

  • Palavras de compaixão

    Rotina saudável & Budismo

    O que a sua rotina tem a ver com o budismo? A resposta é: TUDO!

    Se você não tem um rotina que dê suporte saudável para sua vida, você está desperdiçando seu tempo e energia.

    Se você não tem clareza de onde quer chegar e qual caminho seguir, qualquer direção serve, mas lembre-se, a vida não dura para sempre e as decisões que tomamos diariamente influenciam diretamente nos resultados que almejamos.

    A pergunta que você deve fazer é: O QUE ESTOU FAZENDO AGORA, NO MOMENTO PRESENTE E COMO TER UMA ROTINA SAUDÁVEL PARA DAR SUPORTE A MINHA PRÁTICA E A MINHA VIDA?

    Só o fato de pensar sobre isso vai te ajudar a dar os primeiros passos na direção do cuidado com sua própria vida e com o que você faz de momento a momento.

    Minha rotina e como posso te ajudar

    Vou compartilhar o que funciona na minha rotina, então você poderá pegar alguma coisa disso e adaptar para a sua.

    Costumo pensar da seguinte forma, podemos ter e ser tudo, mas sem um mínimo de saúde, não chegamos a lugar algum.

    Podemos até sermos realizados espiritualmente, mas como humanos, se nossa saúde não for boa, não teremos um corpo útil para manifestar as realizações.

    Resumindo, se não cuidarmos da nossa vida humana preciosa, que é o suporte para a manifestação do nosso corpo, fala, mente e da nossa verdadeira natureza, não vai adiantar muito ser realizado.

    Nos últimos 10 dias eu comecei a seguir uma planilha com a minha rotina e senti ser útil compartilhar com você.

    Eu marco em verde o que concluí, amarelo o que fiz pela metade e vermelho o que não fiz.

    Visualmente eu começo a ter uma clareza nos meus pontos fracos e fortes.

    Nessa imagem eu vejo claramente o que devo melhorar e o que devo continuar e deixar fluir.

    Sem essa clareza fica difícil saber o que devo trabalhar. É importante também não querer melhorar tudo de uma vez, pois fica difícil trabalhar com muitas coisas, mas para mim, esses pontos da planilha são fundamentais para ter uma rotina saudável.

    Basicamente meu foco está sendo na saúde do corpo que é a base da minha vida, espiritualidade e comunicação.

    Você precisa definir suas prioridades e ter clareza do que quer fazer, qual caminho que seguir.

    Como você pode começar a aplicar?

    1º – Sugiro primeiro que você se familiarize com alguma ferramenta para anotar seus progressos. Eu uso algumas, mas a principal é o excel do google drive, pois fica tudo na nuvem e posso acessar de qualquer lugar com internet.

    2º – Comece escolhendo 3 hábitos que você deseja desenvolver. Não comece com muitos se não você se perde.

    3º – É normal no início a gente desistir e depois voltar a usar algum método de organização, mas a chave é a consistência. Eu levei muitos anos para me acostumar com a organização de informações abstratas, hábitos, emoções.

    4º – Adapte tudo ao seu contexto, tempo, rotina. Você deve utilizar sua inteligência e proatividade para fazer dar certo para você e não copiar ou tentar ser outra pessoa, desenvolver hábitos do contexto de outra pessoa.

    5º – Confie em você e que irá dar certo, se nem você acredita em si, como os outros irão acreditar. Mudar hábitos focando no seu bem estar e de outros é virtuoso e benéfico para o mundo.

    Vida humana preciosa

    Temos essa vida, cheia de altos e baixos, mas também cheia de oportunidades.

    O que estamos fazendo com ela? Estamos desperdiçando essa rara oportunidade de gerar benefício a nós e ao mundo ou estamos aproveitando?

    Você deve se questionar, principalmente com a entrada de um novo ano.

    Reflita profundamente como anda sua vida, pergunte-se para onde quer ir, onde quer chegar, como quer ir, com quem quer ir.

    Talvez olhar para dentro seja o que você esteja precisando nesse momento para fazer da sua vida um instrumento de benefício, bem estar, paz e realização para você e o mundo.

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  • Palavras de compaixão

    A inveja nos impede de desfrutar o que temos

    A inveja é um grande problema, no entanto nos mostra que faz parte do ser humano. Precisamos olhar profundamente para ela e deixar de fingir que não temos inveja ou qualquer outra emoção aflitiva, pois quando negamos que temos essa emoção ela só aumenta dentro de nós, fazendo com que fique difícil de lidar.

    “A inveja é o pensamento que nos impede de desfrutar o que temos. No processo de nos preocuparmos e tentarmos alcançar o que os outros têm, não conseguimos nos deleitar com o que já possuímos.”

    – S. Ema. Gyalwa Dokhampa

    O problema da inveja

    Tudo surge da comparação, ou seja, quando nos comparamos com os outros deixamos de olhar para o que já temos, para todas as coisas maravilhosas que já desfrutamos como: amigos, família, objetos que nos dão conforto, nosso lar, ter uma dispensa cheia de alimentos.

    Se analisarmos com cuidado, já temos muito. Isso não quer dizer que não podemos conquistar mais, mas temos primeiro que agradecer o que já temos, apreciar isso.

    Na minha experiência

    Lembro das minhas próprias experiências e de quando me comparei com outros. Isso me fez sentir inferior e em outros momentos superior.

    Ao invés de virar o foco para o outro, por exemplo, devemos olhar para nossa própria vida.

    Se o outro conquistou posições, ou seja, coisas materiais, influência, isso tudo é devido ao mérito dele.

    “Sentimentos de inveja perturbam e inquietam a mente e são um bom sinal de que precisamos prestar mais atenção em nós mesmos do que nos outros. Qual é a fonte da insegurança que está nos fazendo invejar o outro, em vez de celebrarmos com ele e apoiá-lo?”

    – S. Ema. Gyalwa Dokhampa

    Como eu faço isso?

    Algo que percebo ser benéfico, é ficar feliz com as conquistas dos outros. Quando sinto inveja, mesmo que de alguém próximo, isso se torna uma ótima oportunidade para olhar para dentro de mim com profundidade.

    Primeiro eu aceito o fato de ter inveja, pois sou humano, essa emoção faz parte da nossa vida e o ponto chave é aceitarmos, então o simples fato de olhar para ela já faz com que perca força e nos domine.

    Mas não adianta apenas olhar para ela e entender que faz parte, precisamos aprender a lidar com ela e mudar o padrão de inveja para o de ficar feliz com as conquistas do outros.

    “É importante ter atitudes positivas com a motivação de beneficiar os outros e não sermos movidos pela inveja.”

    – S. Ema. Gyalwa Dokhampa

    4 formas práticas para lidar com a inveja. Os primeiros passos.

    1. Foque em uma hábito por vez ao invés de tentar melhorar tudo.
    2. Comece a tomar consciência da sua inveja, entenda que faz parte de ser humano, contemple e tire alguns minutos por dia para refletir sobre isso.
    3. Torne-se cada vez mais observador em relação a esse hábito negativo, pois ajuda a lidar com a inveja.
    4. Tenha continuidade nesses passos e faça esse exercício de reflexão e tomada de consciência até você conseguir trocar essa inveja pelo fato de estar feliz com as conquistas dos outros, pois isso lhe tornará uma pessoa mais disciplinada.

    Benefícios

    • Lidando com a inveja você terá uma mente serena e tranquila.
    • Será mais feliz, pois irá aprender a se alegrar com a felicidade dos outros. Algo tão raro nos dias de hoje.
    • Vai apreciar e dar valor para o que já tem, tornando-se um ser humano grato pela vida. Ser grato traz felicidade.

    Resumo

    Regozijar-nos na felicidade e nas boas qualidades dos outros é um antídoto para a inveja, em outras palavras, e permite que nossa mente relaxe e aprecie o que tem.

    Sua participação

    Comente em uma palavra, o que te deixa com mais inveja?