As 6 Perfeições – Tolerância

As 6 Perfeições – Tolerância


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Gostaria de compartilhar com vocês sobre outra das práticas budistas dos bodhisattvas, chamadas de “Seis Paramitas”, que são “caridade, preceitos, tolerância, esforço, meditação e sabedoria” (vejam aqui). Hoje vamos falar sobre a prática da “tolerância”.

Vamos começar revisando o que falamos até agora sobre as seis práticas dos Bodhisattva.

Primeiro, nós aprendemos sobre a prática da “caridade”. O caminho budista de caridade não é “dar e receber”, mas “dar e dar”. Lembra? (vejam aqui) Se você continuamente agir com caridade, naturalmente vai poder conquistar algo muito maior do que aquilo que deu, mesmo que não espere nenhum retorno.

Então, nós aprendemos sobre a prática dos “preceitos” (vejam aqui). Nós, budistas da escola de Nichiren, temos apenas um preceito que é manter e recitar “Namu-Myoho-Renge-Kyo”. Quando nós recitamos “Namu-Myoho-Renge-Kyo”, naturalmente compreenderemos o que é adequado e o que não é.

Agora, vamos pensar sobre tolerância. “Tolerância” soa como, “você tem que ter paciência”, não é? Você pode dizer, “Eu sou sempre paciente. Todos que me cercam são egoístas, tentam evitar a sua responsabilidade e ficam pondo a culpa uns aos outros…” Ok, ok, eu compreendo. No entanto, vamos pensar mais sobre isso. Com quem você tem que ser paciente? Com sua esposa, esposo, filhos, pais, parentes, chefe ou amigo? Não, você precisa ter paciência com você mesmo e não com outras pessoas. Você sabe quem é o seu verdadeiro inimigo?

De acordo com o ensinamento de Buda, o seu inimigo existe dentro de você. Seu inimigo é a sua ganância, a sua raiva e sua ignorância, que são chamados os “Três Venenos” no budismo.

Segundo uma lenda budista, quando Siddharta Gautama (nome de nascimento do Buda Shakyamuni) estava sentado sob uma árvore Bodhi, um enorme exército do mal foi ao seu encontro e o atacou com flechas. Milhares de flechas foram atiradas contra ele de uma só vez. Mas, antes que elas chegassem até ele, todas se transformaram em pétalas de flores. Quanto mais o exército disparava flechas, mais pétalas de flores caiam em Siddharta Gautama.

O exército era, na realidade, a avareza, ira e ignorância dentro de Siddharta Gautama. Essas flechas eram todos os seus desejos mundanos. Ele pôde transformar todos esses desejos em inofensivas pétalas de flores por causa de sua persistência. Depois que ele venceu o exército do mal que existia em seu interior, ele se tornou o Buda Shakyamuni, que literalmente significa ” Sábio do clã dos Shakya”.

Quando estamos decepcionados com o nosso cônjuge, filhos, pais, parentes, colegas, clientes ou amigos, nós podemos pensar que temos que ter paciência com essas pessoas. No entanto, é muito difícil ou mesmo impossível mudar os outros. Ao invés de tentar mudar essas pessoas, por que não mudar a nós mesmos primeiro? Se você for capaz de transformar a sua opinião sobre essas pessoas que são egocêntricas, irresponsáveis e sempre culpam outros, através uma perspectiva mais solidária e respeitosa, então você não terá de despender tanta paciência como antes. Esse é o caminho budista da tolerância.

Quando você recitar Namu-Myoho-Renge-Kyo pense na compaixão e respeito que existem dentro de você. Então, você poderá perseverar em qualquer coisa, se for confiante em si mesmo. Se você se tornar inflexível, recite Namu-Myoho-Renge-Kyo, o mais sublime ensinamento de Buda Shakyamuni irá ajudá-lo com certeza.

Namu-Myoho-Renge-Kyo

*tradução de texto do Rev. Imai Shonin da Nichiren Shu Havaí

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