As 6 Perfeições – Caridade

As 6 Perfeições – Caridade


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O Dharma é muito útil para sua vida diária se você compreendê-lo. Alguns ensinamentos, como “As Quatro Nobres Verdades” ou “Nobre Caminho Óctuplo” podem ser ouvidos em qualquer tipo de templo budista, como templos budistas chineses, coreanos, tailandeses, tibetanos, no Laos, em Camboja, templos Theravada ou templos Mahayana. Isso é porque esses ensinamentos são o básico sobre a doutrina budista.

A partir de hoje, gostaria de compartilhar com vocês algumas ideias peculiares ao Budismo Mahayana.

Você sabe por que **atualmente** budismo **é** dividido em dois ensinamentos, que são Theravada e Mahayana? Vamos contar um pouco sobre a história do budismo. O histórico Buda Shakyamuni nos deixou o seu Dharma e faleceu cerca de 2.500 anos atrás, na Índia. O seu Dharma é filosoficamente muito interessante. Por isso, muitos sacerdotes que eram discípulos de Buda se deleitavam debatendo e estudando tanto que se tornaram focados em apenas estudar o Darma. A maioria dos monges se tornaram grandes eruditos.

Como resultado, eles se esqueceram das pessoas a serem salvas através do Dharma. As pessoas queriam ouvir os ensinamentos do Buda. Mas, os sacerdotes não se preocupavam com essas pessoas. Então, finalmente, alguns líderes leigos do povo e sacerdotes que sentiam que a sua missão era propagar o Dharma para as pessoas comuns, iniciaram um movimento chamado “Budismo Mahayana”. Esses líderes foram chamados de “bodhisattvas”, que são pessoas que estão buscando a mesma iluminação do Buda e não apenas a sua própria iluminação, mas também a iluminação de outras pessoas e seres. Seu conceito fundamental é o respeito e a compaixão por todas as coisas e é a prioridade máxima no Budismo Mahayana, ou seja, para nossa Escola também.

A prática budista elementar do bodhisattva Mahayana é chamada de “Seis Paramitas”. “Paramita” significa alcançar a outra margem. Esta margem é como este mundo, cheio de corrupção e sofrimento. A outra margem é comparável ao mundo da iluminação. Portanto, os “Seis Paramitas” são seis maneiras de alcançar a outra margem, a margem da iluminação.

As seis maneiras são “caridade, preceitos, tolerância, esforço, meditação e sabedoria”. Hoje, vamos falar sobre o Paramita da caridade.

Geralmente, em nossa sociedade, “dar e receber” é o senso comum. Mas, o conceito para os bodhisattvas não é “dar e receber”, mas sim “dar e dar”. Você não deve esperar algo em troca de ninguém quando você der algo para eles. Isso é o paramita de doar, em outras palavras, a caridade. O caminho budista da caridade está na doação.

Vou contar a minha experiência quando estava em meu primeiro treinamento para me tornar um sacerdote budista. Eu tinha 23 anos e os outros jovens tinham principalmente 21 anos. Todos éramos Shami. Durante a formação, precisávamos fazer tarefas, tais como a limpeza dos nossos quartos e banheiros, mas ninguém gostava de limpar os banheiros porque eram sujos e fedorentos.

Como ninguém queria limpar, os banheiros ficaram muito sujos. Fiquei tão chateado com isso que finalmente decidi limpar os banheiros. Quando finalmente eles ficaram limpos eu me senti bem. Se ninguém quer fazer isso, vou fazê-lo. Eu decidi. Assim se tornou fácil. Na verdade, a limpeza dos banheiros foi fácil. Era só um pouco mal cheiroso.

É isso. Então, quando me viram limpando os banheiros todos os dias, os outros se sentiram culpados e se ofereceram para me ajudar. Apreciei sua proposta, pois eu não esperava que mais alguém me ajudasse.

Olhe ao seu redor. Existem muitas coisas e tarefas para você fazer, tais como preparar refeições, limpar sua casa, lavar roupa ou louça. Essas coisas são realmente fáceis de fazer. Não é um grande trabalho, em comparação com o sofrimento inevitável que vamos acabar encontrando em nossas vidas, como a despedida de nossos pais e entes queridos.

“Dar e dar” é o conceito budista básico de caridade. Se você pratica desta forma, você será capaz de, finalmente e naturalmente ter maior liberdade dos desejos mundanos.

Para conseguir a paz no mundo, é mais importante respeitar os outros e ter compaixão. Esta é a atitude fundamental do budismo Mahayana, ou seja, a nossa.

Respeitar-se e respeitar os outros. Ter e demonstrar a sua compaixão para com os outros. Esse é o primeiro passo para realizar a paz em sua mente e se todos têm esse espírito, a paz no mundo vai estar ali. Como budistas Mahayana, vamos fazer a prática da paramita da caridade juntos e contribuir na realização da paz no mundo.

*texto traduzido e adaptado de Rev. Imai Shonin da Nichiren Shu Havaí

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6 Comments

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  1. 1
    Jorge

    O que o texto dá a entender é que os theravadins são “filósofos indiferentes ao sofrimentos das (duplas aspas) “”pessoas comuns””!! Afirma que esta é a origem da divisão mahayana/theravada?! É isso mesmo? Se for, me parece que o site começa a perder qualidade… O que é triste, pois estava indo bem…

  2. 2
    Dhanapala

    Não posso deixar de lamentar as palavras do Rev. Imai Shonin da Nichiren Shu Havaí. Peço desculpas por dizer isto publicamente, mas como o artigo é público e publicamente foi divulgado aqui, é assim que também precisa ser tratado. A primeira parte desse artigo está repleto de noções preconceituosas e proselitistas.
    Vejamos com cuidado algumas das coisas ele está dizendo:
    =>”A partir de hoje, gostaria de compartilhar com vocês algumas ideias peculiares ao Budismo Mahayana”.
    Com a frase acima o autor indica que tudo a seguir será algo *peculiar*, ou seja, exclusivo ao Buddhismo Mahayana. Isso, adiantemos, implicará a prática de virtudes, o conceito de bodhisattva, a caridade, preceitos, tolerância, esforço, meditação e sabedoria. É possível ver claramente a noção de superioridade, e verdadeiro absurdo dizer que só num tipo de Buddhismo se encontra a prática de virtudes, incentivando o divisionismo e a rivalidade.
    =>”Você sabe por que budismo foi dividido em dois ensinamentos, que são Theravada e Mahayana? Vamos contar um pouco sobre a história do budismo”.
    Com a frase acima o autor agora indica que tudo o que virá a seguir se refere a diferenças entre Theravāda e Mahayana. O autor, assim acredita que o Buddhismo foi dividido nesses dois tipos e o que os separa vem a seguir:
    =>”O histórico Buda Shakyamuni nos deixou o seu Dharma e faleceu cerca de 2.500 anos atrás, na Índia. O seu Dharma é filosoficamente muito interessante. Por isso, muitos sacerdotes que eram discípulos de Buda se deleitavam debatendo e estudando tanto que se tornaram focados em apenas estudar o Darma. A maioria dos monges se tornaram grandes eruditos. Como resultado, eles se esqueceram das pessoas a serem salvas através do Dharma”.
    Assim, segundo o autor, a 1a característica mahayana que o theravada não tem pe: se interessam em salvar as pessoas.
    =>”As pessoas queriam ouvir os ensinamentos do Buda. Mas, os sacerdotes não se preocupavam com essas pessoas”.
    2a característica mahayana que o theravada não tem: se interessa pelo povo.
    => “Então, finalmente, alguns líderes leigos do povo e sacerdotes que sentiam que a sua missão era propagar o Dharma para as pessoas comuns, iniciaram um movimento chamado “Budismo Mahayana””.
    3a característica mahayana que o theravada não tem: propagam o Dharma!
    =>”Esses líderes foram chamados de “bodhisattvas”, que são pessoas que estão buscando a mesma iluminação do Buda e não apenas a sua própria iluminação, mas também a iluminação de outras pessoas e seres”.
    4a característica mahayana que o theravada não tem: seus líderes ajudam na iluminação das outras pessoas.
    => “Seu conceito fundamental é o respeito e a compaixão por todas as coisas e é a prioridade máxima no Budismo Mahayana, ou seja, para nossa Escola também”.
    5a característica mahayana que o theravada não tem: respeito e compaixão por todas as coisas.
    => “A prática budista elementar do bodhisattva Mahayana é chamada de “Seis Paramitas”. “Paramita” significa alcançar a outra margem. Esta margem é como este mundo, cheio de corrupção e sofrimento. A outra margem é comparável ao mundo da iluminação. Portanto, os “Seis Paramitas” são seis maneiras de alcançar a outra margem, a margem da iluminação”.
    6a característica mahayana que o theravada não tem: paramitas – “caridade, preceitos, tolerância, esforço, meditação e sabedoria”.

    Alguém neste momento poderá se perguntar porque não se joga logo uma bomba em todos os países Theravāda, com essas milhares de pessoas egoístas, que não querem ajudar ninguém, não propagam o Dharma, não tem respeito nem compaixão, e nem virtudes elementares como tolerância ou caridade, depravados sem preceitos, preguiçosos sem esforço ou meditação.
    Se quisermos ter uma influência benéfica entre buddhistas e na população em geral é preciso começarmos em nossa própria casa a luta contra o preconceito, a discriminação e a apresentação de afirmações sem qualquer base nos fatos. É nossa esperança que o Rev. Imai Shonin da Nichiren Shu Havaí possa fazer uma profunda reflexão sobre suas palavras e atitudes para com outros buddhistas.

    • 3
      Shami Guilherme Chiamulera

      Prezado Dhanapala,

      Lendo novamente o texto, acho que possivelmente algumas coisas não ficaram muito claras. Quando do questionamento sobre o porquê o budismo se dividir em dois macro segmentos, Theravada e Mahayana, creio que faltou a palavra “atualmente” (aka nos nossos dias) para indicar que na época dos fatos muito resumidamente citados (que levaram muito tempo para se consolidar), e que ***NÃO são o ponto principal do texto***, o budismo Theravada NÃO existia e portanto NÃO se identifica com a situação narrada, vindo a surgir apenas mais tarde.
      Vamos por partes:
      [[“=>”A partir de hoje, gostaria de compartilhar com vocês algumas ideias peculiares ao Budismo Mahayana”.
      Com a frase acima o autor indica que tudo a seguir será algo *peculiar*, ou seja, exclusivo ao Buddhismo Mahayana. Isso, adiantemos, implicará a prática de virtudes, o conceito de bodhisattva, a caridade, preceitos, tolerância, esforço, meditação e sabedoria. É possível ver claramente a noção de superioridade, e verdadeiro absurdo dizer que só num tipo de Buddhismo se encontra a prática de virtudes, incentivando o divisionismo e a rivalidade.”]]
      Em momento nenhum afirmar que algo é **peculiar**, nesse caso especificamente a visão Mahayana sobre o conceito chamado “Seis Paramitas”, impede que outrem compartilhe de noções semelhantes. Se eu afirmar que Pedro possui uma qualidade peculiar NÃO quer dizer que Paulo NECESSARIAMENTE não a pode possuir também.
      [[“=>”Você sabe por que budismo foi dividido em dois ensinamentos, que são Theravada e Mahayana? Vamos contar um pouco sobre a história do budismo”.
      Com a frase acima o autor agora indica que tudo o que virá a seguir se refere a diferenças entre Theravāda e Mahayana. O autor, assim acredita que o Buddhismo foi dividido nesses dois tipos e o que os separa vem a seguir:”]]
      O autor nesse parágrafo questiona se sabemos o porquê da divisão entre Mahayana e Theravada e se dispõe a falar **um pouco** (aka resumidamente, sem entrar em detalhes) sobre a história do budismo. Isso NÃO indica que o que virá a seguir são diferenças, MUITO MENOS que o que virá a seguir são diferenças entre os dois macro segmentos, que não são SEQUER contemporâneos.
      A partir de agora o senhor afirma, NÃO O TEXTO, que o macro segmento budista Theravada não possui algumas características do Mahayana, que foram listadas pelo senhor:
      1) se interessam em salvar as pessoas;
      2) se interessa pelo povo;
      3) propagam o Dharma;
      4) seus líderes ajudam na iluminação das outras pessoas;
      5) respeito e compaixão por todas as coisas;
      6) paramitas – “caridade, preceitos, tolerância, esforço, meditação e sabedoria”
      A narrativa do texto fala sobre o SURGIMENTO DO MAHAYANA e não sobre o surgimento do Theravada e MUITO MENOS identifica o Theravada com o grupo remanescente da cisão descrita. Questiona somente sobre o porquê de **atualmente** (e aí realmente faltou explicitar a situação) o budismo ser dividido em dois tipos de ensinamentos.
      Então o senhor questiona sobre “porque não se joga logo uma bomba em todos os países Theravāda, com essas milhares de pessoas egoístas, que não querem ajudar ninguém, não propagam o Dharma, não tem respeito nem compaixão, e nem virtudes elementares como tolerância ou caridade, depravados sem preceitos, preguiçosos sem esforço ou meditação”. Novamente, afirmar que Pedro e Paulo são meus amigos e que Paulo é inteligente, não torna Pedro burro.
      Sugiro ao senhor, e é minha esperança que faça uma reflexão profunda sobre o assunto, que comece a luta contra o preconceito e a discriminação aceitando os Sutras Mahayana como parte do cânone budista, ou no mínimo como textos autênticos (ensinados diretamente pelo Buda), bem como os Preceitos dos Bodhisattvas do Sutra da Rede de Brahma como um código válido de ordenação monástica.
      Quanto ao texto, estamos alterando agora o pequeno parágrafo, alvo da polêmica, para deixar mais claro o ponto que pretendíamos transmitir e gostaria de sugerir que dá próxima vez que encontrar alguma coisa que não concorde, que conversemos primeiro em particular para que possamos estudar juntos sobre a possibilidade de alteração dos textos para que tentemos conversar todos na mesma linguagem.
      Reverentemente em Gassho.

  3. 4
    Josiane P. Borges

    “O histórico Buda Shakyamuni nos deixou o seu Dharma e faleceu cerca de 2.500 anos atrás, na Índia. O seu Dharma é filosoficamente muito interessante. Por isso, muitos sacerdotes que eram discípulos de Buda se deleitavam debatendo e estudando tanto que se tornaram focados em apenas estudar o Darma. A maioria dos monges se tornaram grandes eruditos. Como resultado, eles se esqueceram das pessoas a serem salvas através do Dharma” (…) ”As pessoas queriam ouvir os ensinamentos do Buda. Mas, os sacerdotes não se preocupavam com essas pessoas”(…) ”Esses líderes foram chamados de “bodhisattvas”, que são pessoas que estão buscando a mesma iluminação do Buda e não apenas a sua própria iluminação, mas também a iluminação de outras pessoas e seres”(…)
    Pergunta: como é possível alguém “despertar” se não tiver compaixão? Então não, não existe essa de “buscar a própria iluminação e esquecer as outras pessoas e seres”

  4. 5
    Ruhan

    Gostaria sugerir um procedimento: que os professores troquem os textos entre eles, sobretudo os que tratam diretamente de uma visão de uma escola sobre a outra, antes da publicação no site. Assim, acredito, possíveis desvios e incompreensões seriam sanadas antes que o texto se tornasse público nesse portal. O que seria benéfico tanto para os professores, quanto para os praticantes.

  5. 6
    Dhanapala

    Caro Prof. Guilherme, obrigado por sua disposição em tentar esclarecer os pontos que levanto em meu comentário ao texto do Rev. Imai Shonin. Agradeço a intenção, mas o modo como vejo é que o senhor tenta sobrepor a sua própria visão – muito mais ecumênica e liberal – sobre um texto que não está dizendo aquilo que você gostaria que estivesse.

    Concordo contigo que o ponto central do texto não é os “dois buddhismos” e sim a caridade. Fato é que para explicar a caridade e os demais paramitas o Rev. Imai Shonin escolhe começar falando sobre as diferenças entre o Mahayana e o Theravāda. Por que faz isso? O prof. Guilherme dizer que o Theravāda não existia e não se identifica com a situação narrada parece a opinião do Prof. Guilherme e não do Rev. Imai.

    Quanto ao uso da palavra “peculiar”, veja, “Ricardo e Guilherme gostam de pizza, mas o que é peculiar ao Gulherme é que ele põe calda de chocolate sobre elas”. O que você entende com essa frase? Uma vez que o Rev. Imai Shonin resolve descrever o que é peculiar no Mahayana citando-o juntamente com o outro Buddhismo, a conclusão do leitor é que o outro não partilha daqueles ítens peculiares do Mahayana, e se partilhasse, não seriam chamados de peculiares.

    Mas tomando como se a intenção do autor fosse de “questionar somente sobre o porquê de **atualmente** (e aí realmente faltou explicitar a situação) o budismo ser dividido em dois tipos de ensinamentos” como você diz, então qual é no final a explicação para isso? Se você diz que nada do que foi dito no texto se refere ao Theravāda pois não existia na época, então fiquei perdido sobre o que o Rev. Imai acha sobre “porquê atualmente o buddhismo é dividido em dois tipos”. Agradeço o esclarecimento já que não consigo ver qual é a explicação então do autor para tal divisão que ele cita.

    Obrigado pela sugestão de que eu faça “uma reflexão profunda sobre a luta contra o preconceito e a discriminação aceitando os Sutras Mahayana como parte do cânone budista, ou no mínimo como textos autênticos (ensinados diretamente pelo Buda), bem como os Preceitos dos Bodhisattvas do Sutra da Rede de Brahma como um código válido de ordenação monástica”. Obviamente fiquei surpreso com sua sugestão, pois em nenhum momento eu mencionei absolutamente qualquer coisa a respeito do que eu pessoalmente acho sobre os sutras mahayanas ou sobre os preceitos de bodhisattva, então ser convidado para refletir sobre algo que em nenhum momento sequer emiti opinião soou estranho.

    Quanto à sugestão de conversarmos primeiro em particular concordo completamente e sempre estou à disposição para esclarecer qualquer coisa antes que seja colocada em público e antes de ser lida por centenas de pessoas. Depois que isso é feito, então, realmente somente comentários públicos seriam compatíveis com a ação iniciada.

    Creio que por ora ambas as nossas opiniões estão expressas claramente e são suficientes. Obrigado pelo diálogo.

    Nota de rodapé: Como você colocou em seu texto (e novamente de forma pública) sobre meu possível preconceito e discriminação em relação a algumas coisas, mesmo sem eu ter emitido qualquer palavra a respeito sobre elas, segue aqui uma pequena nota: 1. Sutras mahayana são uma categoria extremamente ampla e seria impossível, inclusive dentro do próprio Mahayana, dizer quais e como são aceitos. Diferentes escolas do Mahayana incluem e excluem estes ou aqueles, daí não haver um cânone único no Mahayana. Como simples exemplo temos as centenas de sutras produzidos na China, que são considerados “mahayana” e foram descartados mais tarde como espúrios, pois nem mesmo apresentavam conceitos buddhistas. Da minha parte não lembro de em nenhuma vez ter expressado a opinião de que eles não fazem parte de algum cânone. 2. Eu nunca expressei nada, por fala ou escrito, sobre “Preceitos dos Bodhisattvas do Sutra da Rede de Brahma como um código válido de ordenação monástica” (daí meu comentário de não ser justo você me pedir reflexão ‘contra preconceitos’ sobre algo que eu nunca disse), mas já que sugere que eu deva fazer tal reflexão, eis minha opinião a respeito, que aliás, coincide com a opinião dos especialistas e acadêmicos do Mahayana: “Monks and nuns are not considered “ordained” through by the Bodhisattva Precepts…. Bodhisattva Precepts are given to lay disciples to strengthen their devotion to Buddhism” [http://en.wikipedia.org/wiki/Bodhisattva_Precepts]. Ou seja, “monges e monjas não são considerados ‘ordenados’ por meio dos preceitos de bodhisattva… eles são dados a discípulos leigos para fortalecer sua devoção ao Buddhismo”, e a única exceção, e isto sim podem dizer que eu disse, é no Japão, que por razões políticas, eliminou-se o vinaya – as regras em que desde o tempo do Buddha os monges são ordenados – e instituiu-se meros dez preceitos para ser considerado como ordenado. O que em todos os países, incluindo todos mahayanas, é dado para leigos a fim de fortalecerem sua devoção, no Japão passou a ser usado para ordenar pessoas. Declarar isso não é preconceito, é simplesmente declarar fatos históricos e é a opinião da comunidade acadêmica.

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