Aforismos de boas vindas

Aforismos de boas vindas


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  1. Você chegou ao budismo para aprender? Se sim, lembre-se: aprenda ao invés de ensinar.
  2. Sempre que a realidade não bater com o que você leu ou com suas expectativas, não condene o professor ou a escola, investigue a natureza de suas expectativas e de suas leituras.
  3. Provavelmente o budismo não é bem como você pensa.
  4. Em algum momento seu orgulho vai se ferir. Aproveite a oportunidade. O dhamma é para homens e mulheres passíveis de treinamento. Quem não está pronto para isso, está no lugar errado.
  5. Não existe budismo sem ritual. Sentar para meditar é ritual, ler sutras ou suttas ou qualquer coisa equivalente é ritual.
  6.  Algumas tradições budistas são vegetarianas, outras não.  Dentro do theravada vegetarianismo não é obrigatório, veja o Jivaka sutta (Majjhima Nikaya 55). Devadatta, o cara que tentou matar o Buddha e acabar com o Sangha era defensor da obrigatoriedade mas ao questionar o Buddha, este disse que era uma boa, mas não se fosse por obrigação. O Buddha esmolava seu alimento, logo, tinha que aceitar o que colocassem na tigela, mesmo que tivesse alguma carne. Este é um tema recorrente e os argumentos são sempre os mesmos, nunca vi ninguém começar esse debate em redes sociais citando textos de várias tradições ou investigando como os budistas dos países budistas se alimentam, é sempre a partir de uma visão pessoal elevada à condição de verdade absoluta.
  7. Budismo e cristianismo não são a mesma coisa. Cristianismo acredita num paraíso eterno e em punições eternas, o budismo não; cristianismo acredita numa alma imortal, simples e substancial, o budismo não; o cristianismo acredita numa providência, os budistas acreditam no karma; pelo menos 600 anos separam Buddha e Jesus, em que pesem contatos ao longo dos séculos, as tradições se desenvolveram de modo próprio. É muito comum simpatizantes do budismo defenderem que Jesus era um iluminado; para os cristãos ele era o Filho de Deus, Verbo que se fez carne, Deus que andou e sofreu como nós. Percebe a diferença?
  8. Buddha recomenda que sejamos críticos e que investiguemos. Não confundamos isso com julgar os outros, seja praticante, professor ou escola. Apliquemos isso a nós mesmos também.
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