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  • Terra Pura

    As Melodias da Terra Pura

    Consta que na Terra Pura se ouvem diversas melodias que são tocadas de maneira harmônica ecoando num maravilhoso som e naqueles que o ouvem, nasce espontaneamente um sentimento de respeito e de admiração ao Buda, ao Dharma e à Comunidade (Sutra de Amida Proferido pelo Buda Shakyamuni). A descrição no sentido de que diversas melodias são tocadas de maneira harmônica está mostrando um mundo em que é possível a convivência harmônica de seres humanos se inter-relacionando numa mistura onde se correspondem mutuamente, mesmo mantendo cada qual a sua própria personalidade.

    O Buda Amida compadecendo-se de nós seres humanos que lutam entre si em tantas ocasiões, utiliza diversas formas para que possamos ouvir os ensinamentos da Doutrina Budista.

     

    Rev. Shu Izuhara

  • Nichiren

    As 6 perfeições para a iluminação

    Hoje celebramos o “Ohigan” (20 de março). “Ohigan” é comemorado duas vezes por ano, durante o equinócio da primavera e do outono que é a época do ano em que o dia e a noite tem a mesma duração. O “Ohigan” também é um momento de transição entre os dias curtos de inverno e os longos dias de verão, ou o inverso. Como um momento de transição sazonal, também representa as transições da vida humana, desde o verão da vida até o inverno escuro da morte. É por isso que o “Ohigan” é um momento para recordar aqueles que já faleceram, particularmente os nossos antepassados e entes queridos. É também um tempo para dar atenção a outro tipo de transição, desta margem do nascimento e da morte para a outra margem do esclarecimento, no qual o nascimento e a morte são transcendidos. Na verdade, nós recitamos o Odaimoku e o Sutra do Lótus com a finalidade de permitir que cheguem à outra margem, a do despertar, tanto aqueles que estão vivos quanto aqueles que estão falecidos, por quem dedicamos os méritos de nossa prática.

    Para qualquer tipo de viagem é preciso fazer as malas, ou tomar providências. Mesmo uma viagem de curta duração exige que se prepare uma muda de roupa e artigos de higiene pessoal, como barbeador, desodorante, e assim por diante. Que tipo de provisões, então, que precisamos de viagem para a margem da iluminação? Neste caso, um kit de barbear ou toalhas não serão suficientes. Precisamos de algo que seja menos substancial e ao mesmo tempo mais real. De acordo com o Budismo Mahayana, quem aspira à iluminação vai precisar daquilo que é chamado de “os seis paramitas”. “Paramita” é geralmente traduzido como “perfeição”, ou seja, “seis perfeições.” Mas, na verdade, significa “atravessar”. Então, essas são as seis características daqueles que são capazes de atravessar desta margem do sofrimento para a outra margem, a da iluminação, e que, além disso, são capazes de ajudar os outros a fazer essa transição e cruzar em segurança.

  • Zen

    O ego

    Um ego saudável é absolutamente necessário para a gente funcionar direito neste mundo!

    Fizeram-me uma pergunta bastante interessante outro dia: “Agora aqui vai uma pergunta que estou querendo fazer há muito tempo. O Buda falou (ou dizem que ele falou) que o apego gera sofrimento e que para acabar com o sofrimento temos que acabar com o apego, certo? Pois bem, com o Zazen tenho tomado consciência do meu enorme apego ao meu EGO!! É verdade! Parece que eu me dou muita importância. Pois bem, o que é que eu faço agora? Qual é o exercício para diminuir o apego ao EGO. Continuo sentando e meditando??”.

  • Nichiren

    Todos Fazem Parte da Sangha

    No Budismo nós temos as Três Jóias. Estas três Joias são um tesouro no Budismo e em nossa vida Budista. Buda, Dharma e Sangha são estas três jóias, as quais sem elas não há Budismo e sem elas nossa prática Budista se torna bastante difícil.

    É bem óbvio o porquê o Buda é um tesouro, pois sem nosso mestre não haveria Budismo. O Buda não praticou para atingir a iluminação para ele mesmo, no fim das contas ele voltou suas descobertas para o mundo exterior. Nós podemos dizer, de algum modo, que o Buda em seu primeiro ensinamento manifestou o conceito de Sangha, assim, desde sua primeira consciência a iluminação não era algo somente para ele.

  • Terra Pura

    O Olho do Ego

    O budismo não pressupõe o ser humano para equacionar o problema de como ele deve viver. O problema proposto pelo budismo é a própria existência do ser humano. O problema do budismo é o sujeito que pensa, ou seja, o eu. O budismo acha que as diferentes pessoas vivem em mundos diversos. Cada um de nós vive no mundo que vê e compreende. As coisas são vistas pelas diferentes pessoas de maneiras diferentes, adquirindo significados diversos. Assim, certas coisas são vistas por algumas pessoas e passam desapercebidas por outras. Isso decorre das experiências anteriores da pessoa, bem como da situação dela no momento em questão. Tais são os princípios conhecidos como Originação Dependente e Não-Eu. O homem é produto de variadas causas. Se formos retirando as causas, uma a uma, não sobra nada. O homem é como uma cebola composta por cascas superpostas.

  • Terra Pura

    Os 7 Equivocos do Desenvolvimento Espiritual

    Nossos juízos de valor, fundamentados na consciência egóica, são extremamente subjetivos. Vivemos evitando aqueles valores que nossa subjetividade vê como negativos e buscando aqueles vistos como positivos. É uma insaciabilidade que não hesita em usar até mesmo a religião. Podemos dizer que a situação confusa em que se encontra a religião hoje, expressa isso de forma eloqüente.

  • Nichiren

    A prática para a mudança está em você

    Quando eu acesso a internet, vejo muitos comentários de benefícios, geralmente são benefícios materiais ou um grande sonho de se viver bem, ou acreditando que através da recitação de  mantras  se cure qualquer doença. Na verdade todo mundo adoece e morre, isso é uma verdade, nós morremos e por isso conseguimos entregar tudo para a próxima geração, e se considerarmos nesse parâmetro, morrer não é ruim.

    Conheço um adepto que tem muitas preocupações com seu filho, um menino aparentemente normal, brincalhão e já em idade de se comunicar, o menino ainda não fala, e por motivos pessoais, os pais resolveram buscar outras organizações religiosas. Esses pais demonstravam tormento, confusão e preocupação por causa do problema do filho. Eu entendo a preocupação deles, pois eu também sou pai de um menino, talvez eles se preocupem com o futuro do filho, e se eu me colocar na situação deles, certamente sentirei uma imensa dor. Eles sempre trocavam de religião e queriam ir em busca daquela que poderia beneficiar a “cura” do problema de seu filho.

  • Zen

    Os Três Elementos Essenciais da Prática do Zen

     

    1“O primeiro dos três elementos essenciais da prática do Zen é uma fé vigorosa (daishinkon). Isto é mais do que uma simples crença. O ideograma para o kon significa ‘raiz’, e para o shin, ‘fé’. Assim a frase implica numa fé que é firme e profundamente arraigada, imóvel, como uma árvore imensa ou um grande penedo. É uma fé, ainda mais, não maculada pela crença no sobrenatural ou na superstição.”

     

    E aqui há algo para nós distinguirmos em relação às palavras crença e fé. Quando nós acreditamos em algo sobrenatural, ou extraordinário, ou sem nenhuma evidência, isto é uma crença. A crença muitas vezes é a fé degenerada, então, acredita-se em coisas só porque elas foram ditas por uma autoridade, ou porque estão num texto, ou porque fazem parte de um axioma qualquer da nossa religião. Fé no Buddhismo não tem este significado. É isto que nós vamos estudar agora.

  • Terra Pura

    Os Três Tipos de Mente (Sanjin)

    Dentro dos sutras da tradição da Terra Pura , a palavra sanjin é freqüentemente usada. A fundação deste termo vem de três termos encontrados nos textos em sânscrito que citam a Terra Pura: shraddha, prasada e adhimuktiShraddha foi traduzida para o chinês como Xin que significa fé, confiança. Prasada foi traduzida para o chinês como ch’eng-ching que significa pureza. Adhimukti foi traduzido como Hsin-Chieh, o que significa a fé através da compreensão