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Podcast Iluminação Diária

#179 – Você deveria cuidar disso para ter uma vida mais equilibrada

#179 – Você deveria cuidar disso para ter uma vida mais equilibrada

 
 
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Nós vivemos em nossa mente. Gastamos muito tempo comprando casas bonitas, decorando-as de acordo com os nossos desejos, fazendo tudo parecer muito agradável. Nós as mantemos limpas, bem mobiliadas e lindamente decoradas, e as exibimos com orgulho para as outras pessoas. Mas, na verdade, não vivemos em nossa casa, vivemos em nossa mente. Também passamos muito tempo cuidando de nossa aparência física, sempre tentando parecer jovens e atraentes, usando o tipo certo de roupas e procurando dar às pessoas o tipo certo de impressão. Nós pensamos: “Este sou eu.”

Se vamos para outro lugar, deixamos nossa casa para trás. Não a levamos conosco, não somos caracóis. Mas carregamos nossa mente conosco para todos os lugares, vivemos dentro dela. Tudo o que vemos é projetado para nós através dos órgãos dos cinco sentidos, incide sobre nossa consciência e, em seguida, é interpretado pela mente. A mente em si é considerada como o sexto sentido, aquele que está constantemente produzindo memórias, pensamentos, ideias, opiniões, julgamentos, gostos e aversões. Vivemos dentro de nossa mente. Onde mais vivemos? Se formos para a Europa, se formos para a África, se formos para a Ásia, levaremos nossa mente conosco. Se estamos no meio de Sydney ou no alto de uma montanha, em uma caverna, trazemos nossa mente conosco. Esse é o lugar onde vivemos, vivemos em nossa mente.

Mas quantos de nós se dão ao trabalho de decorar a mente? Quando consideramos a quantidade de coisas que consumimos — televisão, filmes, revistas, jornais e toda a cacofonia com a qual vivemos constantemente —, esse lixo é derramado em nossa mente a cada minuto e nós nunca a esvaziamos. Lá dentro é como uma grande fossa de lixo. Pense nisso. Todo esse lixo é constantemente empurrado para dentro de nossa mente e nunca nos livramos dele: está tudo lá. Às vezes acho que seria interessante ter um alto-falante ligado à nossa mente para que todos ouvissem o que estamos constantemente pensando. Todos nós iríamos querer aprender a meditar rapidinho, não é mesmo? Todos nós desejaríamos aprender a controlar nossa mente selvagem e a lidar com todo o lixo que está lá dentro.

Você convidaria o Dalai Lama para ir à sua casa se ela estivesse cheia de lixo e de tralha, sem nunca ter sido limpa? Você não faria isso. Você iria limpá-la primeiro. Você a deixaria aprazível, com tudo muito bem arrumado, abriria todas as portas e janelas para deixar o ar fresco entrar e, aí então, convidaria Sua Santidade à sua casa.

Então, como podemos convidar a sabedoria a entrar em uma mente que é como uma lixeira? É sério. Primeiro, temos que fazer uma faxina, temos que abrir as portas e janelas para deixar um pouco de ar fresco entrar. A princípio, toda a questão da meditação, de aprender a estar presente no momento e todas essas práticas tratam disso. São formas de se aprender a limpar a mente, porque, se limparmos as janelas só um pouco, já poderemos ver o lado de fora. Mas vemos tudo através de nossa mente confusa e turbulenta, repleta de venenos de má vontade, cobiça, delusão e assim por diante. Não é à toa que estamos confusos. Como eu sempre digo, se queremos ser felizes, por que continuamos fazendo coisas que criam o contrário? Por quê? Queremos ser felizes, queremos fazer os outros felizes, nos esforçamos para isso, então como é que não estamos todos radiantes de felicidade?

Existe um estado mental para além do sofrimento, um estado mental que é livre. Mesmo da nossa própria maneira, como pessoas comuns, podemos começar a incorporar algumas dessas qualidades — como a generosidade e a compaixão — em nossa vida. Não é tão impossível quanto pode parecer. Mas, primeiro, para ver como criamos nosso próprio sofrimento, temos que entender que é necessário nos abrirmos a essas qualidades, e temos de entender por que é necessário. Nosso sofrimento não depende do que está acontecendo “lá fora”. Na verdade, depende de nossa própria mente, do estado de nossa própria mente e das nossas reações ao que está acontecendo lá fora.

Pessoas mentalmente perturbadas gastam muito tempo pensando sobre si mesmas; ficam obcecadas com a sua própria felicidade e com o seu próprio sofrimento, e passam muito tempo, como muitos de nós, se perguntando: “Como faço para ser feliz?” Mas a ironia da situação é que, se pensamos menos sobre como podemos nos tornar felizes e mais sobre como podemos fazer os outros felizes, de alguma forma, nós mesmos acabamos sendo felizes. As pessoas que estão genuinamente preocupadas com os outros têm um estado mental muito mais feliz e pacífico do que as que estão continuamente tentando fabricar as suas próprias alegrias e satisfações.

Ensinamentos de Jetsunma Tenzin Palmo

☸️Fundador do Sobre Budismo, praticante do Budismo desde 2011, venho ajudando simpatizantes e iniciantes no #Budismo a entrarem em contato com as práticas e os ensinamentos de #Buda (Dharma).

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