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  • Budismo no dia a dia

    É isso que as pessoas que te fazem sofrer merecem

    “Se alguém lhe causou muita dor, talvez você nem queira mais olhar para essa pessoa ou estar no mesmo ambiente que ela, pois vai sofrer.

    Com consciência, você pode entender seu próprio sofrimento e reconhecer o sofrimento no outro.

    Talvez consiga até mesmo entender que a razão pela qual aquela pessoa sofre tanto é por não saber lidar com o sofrimento.

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    Seu sofrimento está transbordando, e você é a sua vítima.

    Talvez a outra pessoa não queira fazer você sofrer, mas ela não conhece outro caminho.

    Ela não consegue entender e transformar seu sofrimento e, então, ela faz as pessoas à sua volta sofrerem também, mesmo se essa não for a sua intenção.

    Como ela sofre, você sofre.

    Ela não precisa de punição; ela precisa de ajuda.”

    Ensinamentos por Thich Nhat Hanh

  • Budismo no dia a dia

    O fim do sofrimento

    “Por favor, pergunte a si mesmo:

    “O que nutre minha alegria?

    O que nutre alegria nos outros?

    Será que estou nutrindo suficientemente a alegria que existe em mim e nos outros?”

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    Estes questionamentos dizem respeito à Terceira Nobre Verdade.

    O fim do sofrimento – o bem-estar – está disponível se você souber desfrutar as joias preciosas que você já dispõe.

    Você tem olhos que podem ver, pulmões que podem respirar, pernas que podem andar e lábios que podem sorrir.

    Quando estiver sofrendo, examine profundamente sua situação e encontre as condições de felicidade já existentes e disponíveis.”

    Ensinamentos por Thich Nhat Hanh

  • Terra Pura

    O que é o Budismo Shin da Terra Pura?

    “O Shin Budismo da Terra Pura, ou Jodo Shinshu em japonês, é  conhecido por “a verdadeira essência dos ensinamentos da Terra Pura”.

    É um caminho da liberação do sofrimento para um vida do despertar baseado no ensinamento, prática e realização.

    O ensinamento é a semente que faz crescer em nós a confiança no Voto do Buda em libertar todos os seres do sofrimento. A prática se refere às ações que os ensinamentos nos sugerem.

    A realização é o despertar em nós do anseio de ir nascer na Terra Pura, o nirvana, que nos leva à mente da grande compaixão do Buda.

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    Shinran Shonin (1173-1262), o fundador do Shin Budismo, não pretendia iniciar uma nova escola ou instaurar uma nova religião. Quando ele fala em verdadeiro ensinamento, alinha-se com os ensinamentos de Mestres eminentes da Índia, China e Japão, ao mesmo templo que estabelece um diálogo profundo e criativo com eles, iluminando, de um prisma pessoal, o que considera ser a linhagem espiritual do Budismo da Terra Pura, chamada por ele de “Caminho Fácil”.

    Após 20 anos de tentativas frustradas no Mosteiro de Monte Hiei, Shinran encontra Honen e entra em contato com os fundamentos essenciais do Buda Gautama e do Budismo Mahayana, o Nembutsu, a recitação do Nome do Buda Amida, dirigida às  “pessoas comuns”, todos nós que vivemos na base da sociedade, os chamados leigos.

    “Caminho Fácil” do Nembutsu é diferente de “simplista”. Ao contrário, dizer o Nome desdobra-se num aprofundamento progressivo da nossa consciência em consciência do Voto do Buda Amida.

    A sabedoria desse ensinamento consiste em saber como é difícil a nós, seres humanos, resistir ao nosso egocentrismo, que destrói o tecido dos relacionamentos humanos, destroça a nossa vida e irrompe em raiva, inveja e ignorância até chegar à situação extrema dos conflitos e das guerras.

    O ensinamento nos mostra que mesmo com essas limitações, a vida pura de Amida chega até a nós, pouco a pouco, até que nos transformemos na pura luz brilhante Terra Pura.

    O extraordinário do caminho do Shin Budismo é que não requer que ninguém se torne sábio ou perfeito. É como a imagem da flor de lótus que emerge no lamaçal do lodo.

    Como essa flor, a mente-coração concentrada em Buda Amida, também floresce a partir do reconhecimento das nossas limitações e imperfeições. Tal reconhecimento nos traz uma grande alegria.”

    Referência: Templo Budista Shin da Terra Pura de Brasília

  • Theravada

    3 práticas para desapegar, segundo o Budismo Theravada

    No artigo anterior, trouxemos os ensinamentos sobre os tipos de apego.

    Nesse traremos o que precisamos fazer para de fato nos desapegarmos.

    “Assim, adotar a (1) prática da compaixão, (2) adotar a prática dos cinco preceitos, ou os preceitos maiores de um monge ou monja, e (3) adotar a prática da meditação – essas não são práticas anti-Budistas e é maldoso desencorajá-las classificando-as como ‘apegos’.

    TODAS AS ESCOLAS BUDISTAS EM UM SÓ LUGAR:
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    (1) Observar os cinco preceitos é, de fato, o desapego dos desejos mais grosseiros como a paixão, cobiça e violência.

    (2) Praticar a compaixão é o desapego do egocentrismo, e (3) praticar a meditação é abrir mão do passado, do futuro, dos pensamentos e muito mais.

    A realização dos Jhanas é nada mais que o desapego do mundo dos cinco sentidos para obter acesso à mente. 

    Nibbana é abrir mão de uma vez por todas da cobiça, da raiva e da delusão, as sementes do renascimento.

    parinibbana é o movimento final de abrir mão do corpo e da mente (os cinco khandhas).

    É errado sugerir que qualquer um desses estágios de abrir mão são a mesma coisa que o apego.”

    Ensinamentos por Ajaan Brahmavamso

    Comente, faz sentido para você?

  • Theravada

    Os 4 tipos de apegos segundo a tradição do Budismo Theravada

    O caminho de Buda é como uma escada. Agarramos o degrau acima e abrimos mão do degrau abaixo para puxar-nos para cima. 

    “A palavra em questão em pali é upadana, que significa literalmente ‘agarrar algo’.

    É comumente utilizada para indicar o ‘combustível’ que sustenta um processo, tal como o óleo de uma lâmpada ser o combustível/upadana para a chama. 

    Upadana está relacionado ao desejo (tanha).

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    Por exemplo, tanha seria estender a mão para uma deliciosa xícara de café, upadana seria pegar a xícara.

    Muito embora pensamos que podemos facilmente soltar da xícara de café pois a mão não está colada nela, ainda assim é upadana.

    Nós a pegamos. Nós a seguramos.

    Felizmente nem todo tipo de apego é anti-Budista.

    4 tipos de apegos no Budismo

    O Buda especificou apenas quatro grupos de upadana: ‘apego’ aos cinco sentidos, ‘apego’ a idéias incorretas, ‘apego’ à idéia de que a libertação pode ser alcançada simplesmente através de preceitos e rituais, e ‘apego’ à idéia da existência de um ‘eu’.

    Há muitas outras coisas que podem ser ‘agarradas’ ou pelas quais pode haver apego, mas o ponto é que apenas esses quatro grupos conduzem a uma nova manifestação karmica, apenas esses quatro são o combustível para uma existência futura e mais sofrimento, apenas esses quatro devem ser evitados.

    Assim, adotar a prática da compaixão, adotar a prática dos cinco preceitos, ou os preceitos maiores de um monge ou monja, e adotar a prática da meditação – essas não são práticas anti-Budistas e é maldoso desencorajá-las classificando-as como ‘apegos’. 

    4 práticas para o desapego

    Observar os cinco preceitos é, de fato, o desapego dos desejos mais grosseiros como a paixão, cobiça e violência.

    Praticar a compaixão é o desapego do egocentrismo, e praticar a meditação é abrir mão do passado, do futuro, dos pensamentos e muito mais.

    A realização dos Jhanas é nada mais que o desapego do mundo dos cinco sentidos para obter acesso à mente. 

    Nibbana é abrir mão de uma vez por todas da cobiça, da raiva e da delusão, as sementes do renascimento.

    parinibbana é o movimento final de abrir mão do corpo e da mente (os cinco khandhas).

    É errado sugerir que qualquer um desses estágios de abrir mão são a mesma coisa que o apego.

    O caminho é como uma escada. Agarramos o degrau acima e abrimos mão do degrau abaixo para puxar-nos para cima. 

    Portanto, não se deixem influenciar por bem intencionados, mas mal informados Budistas novatos que interpretam upadana/apego de forma completamente equivocada. Apeguem-se sem medo aos seus preceitos, ao seu objeto de meditação e ao caminho, pois este conduz a Nibbana.”

    Ensinamentos pelo mestre Theravada: Ajaan Brahmavamso

  • Budismo no dia a dia

    Dicas budistas sobre o desapego

    Quer começar no Budismo do ZERO, mas não sabe por onde?
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    Muitas pessoas se apegam ao passado ou ao futuro, negligenciando o importante presente.

    Devemos viver o melhor “agora”, com plena responsabilidade.

    Quando o sol brilha, desfrute-o;

    quando a chuva cai, desfrute-a.

    Todas as coisas nesta vida – deixe que venham e deixe que se vão.

    Este é um segredo da vida que nos impede de ficar aborrecidos ou neuróticos.

    Buda disse que todas as coisas na vida e no mundo estão em constante mutação; por isso, não se torne apegado a elas.

    Trecho extraído do livro ”’Budismo Essencial” de Gyomay Kubose. 

  • Theravada

    A meditação é mesmo necessária para atingir a iluminação?

    Quer dar os primeiros passos no Budismo? https://tutoriasobrebudismo.com.br/

    Primeiro veja significado do termo usado no ensinamento a seguir

    Como o ensinamento possui muitas referências a palavra em Pali Joana, veja o significado dessa palavra:. A tradução mais comum para Jhana é Meditação, mas veja o termo de forma mais completa:

    Jhana (Skt. dhyana): absorção mental. Se refere principalmente às quatro realizações meditativas da matéria sutil, assim chamadas devido à característica do objeto empregado para o desenvolvimento da concentração.

    Essas realizações são caracterizadas por uma forte concentração num único objeto acompanhada da suspensão temporária dos cinco obstáculos, (nivarana) e da suspensão temporária das atividades nos sentidos.

    Esse estado de consciência no entanto é acompanhado por perfeita lucidez e clareza mental.

    O primeiro jhana é acompanhado e caracterizado pela presença de cinco fatores mentais: vitakka (pensamento aplicado), vicara (pensamento sustentado), piti (êxtase), sukha (felicidade), e ekaggatarammana (unicidade mental).

    Nos comentários as realizações meditativas imateriais também são chamadas de jhanas imateriais.

    Isso no entanto não ocorre nos suttas. Esses estados são chamados de imateriais devido à caracteristica do objeto empregado para a concentração.

    Agora vamos ao ensinamento

    “No mundo Budista de hoje há muita discussão entre os meditadores sobre a relevância de jhana.

    A primeira pergunta geralmente feita: “É necessário primeiro experimentar jhana para tornar-se plenamente iluminado (arahant), ou será possível realizar o objetivo supremo, sem qualquer experiência de jhana?” 

    Quem faz essa pergunta geralmente são aqueles que ainda não experimentaram jhana.

    É difícil fazer aquilo que é necessário para experimentar jhana; por isso a maioria das pessoas fazem essa pergunta querendo ouvir que jhana não é essencial.

    Elas querem ouvir que a sua inabilidade não é um obstáculo. Elas querem um acesso rápido e fácil a nibbana.

    Essas pessoas ficarão satisfeitas, e até mesmo inspiradas, por algum professor que lhes diga o que elas querem ouvir de qualquer jeito – que esses estados de jhana são desnecessários – e elas irão seguir esses ensinamentos, porque é conveniente.

    Infelizmente, a verdade raramente é conveniente, e raramente está de acordo com o que queremos ouvir.

    Uma vez que a completa iluminação seja atingida e que todos os apegos tenham sido removidos, então o processo de abrir mão e penetrar os jhanas se torna tão natural como uma folha que cai de uma árvore até o chão.

    Na verdade, a habilidade que alguém tenha para o abandono e experimentar jhana, é uma medida de sua verdadeira compreensão do Dhamma, e da conseqüente ausência de apego.”

    Ensinamentos por Ajaan Brahmavamso

  • Budismo

    Será que tudo é sofrimento?

    “Buda somente quer que nós reconheçamos o sofrimento quando o mesmo estiver presente

    Quer começar no Budismo do ZERO, mas não sabe por onde iniciar?
    https://tutoriasobrebudismo.com.br/os-primeiros-passos-no-budismo

    Se não estivermos atentos à forma como praticamos, podemos ficar propensos a transformar as palavras do nosso professor numa doutrina ou ideologia.

    Como Buda disse que a Primeira Nobre Verdade é o sofrimento, muitos bons alunos dele usaram suas habilidades para provar que, na Terra, tudo é sofrimento.

    A teoria dos Três Tipos de Sofrimento foi uma dessas tentativas.

    Não é um ensinamento de Buda.

    O primeiro tipo de sofrimento é “a dor do sofrimento” (dukkha dukkhata), o sofrimento associado a sentimentos desagradáveis, como a dor de dente, a dor de perder a calma, ou a dor de sentir muito frio num dia de inverno.

    O segundo tipo de sofrimento é “o sofrimento de coisas compostas” (samskara dukkhata).

    Tudo o que se junta tem que, eventualmente, se separar; portanto, todos os fenômenos compostos são descritos como sendo sofrimento.

    Mesmo aqueles fenômenos que ainda não se decompuseram, como as montanhas, os rios e o sol, são vistos como sofrimento, pois irão eventualmente se decompor um dia e causar sofrimento.

    Quando você acredita que todo fenômeno composto é sofrimento, como pode encontrar alegria?

    O terceiro é “o sofrimento associado à mudança” (viparinama dukkhata).

    O nosso fígado pode estar hoje em boas condições, mas quando envelhecer vai nos causar sofrimento.

    Sendo assim, não há motivo para celebrar a alegria, uma vez que, mais cedo ou mais tarde, a mesma se transformará em sofrimento.

    O sofrimento é uma nuvem negra a envolver tudo.

    Alegria é uma ilusão. Somente o sofrimento é real.

    Ao lermos isso, poderíamos pensar que Buda estivesse nos oferecendo a teoria de que “todos os fenômenos são sofrimento”, que devemos prová-la em nossa vida diária.

    Mas em outras partes dos mesmos sutras, está dito que Buda somente quer que nós reconheçamos o sofrimento quando o mesmo estiver presente, e que reconheçamos a alegria quando o sofrimento estiver ausente.

    Thich Nhat Hanh. A Essência dos ensinamentos de Buda (pp. 29-30).

  • Zen

    Porque você repete e repete os mesmos erros há anos?

    A vitória de Buda é livrar-se da repetição, porque a repetição que é o aprisionamento.

    – Monge Genshō

    Quer começar no Budismo do ZERO, mas não sabe por onde?
    https://tutoriasobrebudismo.com.br

    “Você é um ser humano, você vive a vida do ser humano e de desejos humanos.

    Gosta de comida, gosta de sexo, desenvolve uma determinada orientação sexual qualquer, que você reforça à medida que a pratica.

    E qual é a natureza desse ser que você é quando morre? Onde você vai se manifestar?

    Se você quer comida, sexo, dinheiro, você quer amores, para onde você vai?

    Para o mundo humano. Então, você nasce aqui de novo, tudo igualzinho, começa tudo de novo e repete. Vive aquela vida de novo e repete aquela vida de novo.

    Todos nós que estamos aqui somos repetidores de vidas humanas. Por isso a vitória de Buda não é ir para um paraíso.

    A vitória de Buda é livrar-se da repetição, porque a repetição que é o aprisionamento.

    Você não se flagra vivendo um verdadeiro castigo de repetições, porque você se esquece da vida anterior. Mas você só repete, repete, repete, sem fim”

    Trecho de uma palestra por Monge Genshô

  • Podcast Iluminação Diária

    #318 Como beneficiar através de uma comunicação saudável

    Sobre Budismo
    Sobre Budismo
    #318 Como beneficiar através de uma comunicação saudável
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    Versão em texto do Podcast:

    Olá, tudo bem? Aqui é o Leonardo Ota!

    Eu vou trazer o trecho de um ensinamento de um mestre que eu gosto muito, o Thich Nhat Hanh, que é um mestre do zen budismo vietnamita. Diz assim:

    “Como saber qual comunicação é saudável e qual é tóxica? A energia da plena atenção é o ingrediente necessário para comunicação saudável.”

    Aqui, neste trecho, ele dá o primeiro ingrediente: como nós podemos ter uma comunicação saudável? Tendo plena atenção!

    E ele continua:

    “A prática da plena atenção requer deixar os julgamentos irem embora, voltar à consciência da respiração e do corpo e trazer sua atenção plena àquilo que está em você e a sua volta. Isso vai ajudá-lo a perceber se o pensamento que você acabou de produzir é saudável ou não. Se ele é compassivo ou não.”

    Nesse trecho, Thich Nhat Hanh traz elementos importantes para nós desenvolvermos uma comunicação saudável. De forma geral, você precisa reduzir os seus julgamentos e trazer à consciência sua respiração e seu corpo, porque assim você vai deixar de produzir esses julgamentos o tempo inteiro na sua comunicação.

    Ele continua:

    “A conversação é uma fonte de nutrição. Todos nós ficamos sozinhos e queremos conversar com alguém, porém quando temos uma conversa com outra pessoa, aquilo que o outro diz pode estar cheio de toxinas, como ódio, raiva e frustração. 

    Quando você escuta o que os outros dizem está consumindo essas toxinas. Você está trazendo essas toxinas para dentro da sua consciência e do seu corpo. É por essa razão que a plena atenção da fala e a plena atenção da escuta são muito importantes.”

    Ou seja, você deve filtrar a fala e a escuta, mas também podemos aplicar este filtro à visão, por exemplo: você lê um comentário negativo que alguém lhe fez e você traz à consciência e fica mal com isso. 

    Então eu diria que você também precisa ter plena atenção à sua visão, ao que você lê.

    Continua:

    “Pode ser difícil evitar uma conversação tóxica, especialmente no trabalho. Se isso estiver acontecendo a sua volta, fique alerta: você precisa ter uma mente suficientemente atenta para não absorver esse tipo de sofrimento. Você tem que se proteger com a energia da compaixão para que, quando estiver escutando, ao invés de consumir toxinas, você ativamente produz mais compaixão em si. Ao escutar dessa maneira, a compaixão o protege e a outra pessoa sofre menos. Você absorve os pensamentos, a fala e as ações que você produz e aqueles contidos nas comunicações das pessoas a sua volta. Isso é uma forma de consumo. 

    Portanto, ao ler algo ou ao ouvir alguém falando, você deve ter cuidado para não deixar as toxinas arruinarem a sua saúde e trazerem sofrimento para você, para outra pessoa ou grupo de pessoas. Para ilustrar essa verdade o Buda usou a imagem pictórica de uma vaca que tem uma doença de pele. A vaca é atacada por todo tipo de inseto e micro organismo vindo do solo, das árvores e da água. Sem pele, a vaca não consegue se proteger. 

    A plena atenção é a nossa pele. Sem plena atenção, podemos ingerir coisas que são tóxicas para o nosso corpo e para nossa mente. Mesmo quando está simplesmente dirigindo seu carro pela cidade você está consumindo. Os anúncios atingem seus olhos e você é obrigado a consumi-los. Você escuta sons, você pode até dizer coisas que são produto de um consumo demasiadamente tóxicos. A comunicação consciente faz parte disso. Podemos nos comunicar de maneira a solidificar a paz e a compaixão em nós, e trazer alegria para o outro.”

    Olha que rico, que benéfico é ouvir o mestre Thich Nhat Hanh! Eu fico fascinado!

    Como não consumir toxinas externas

    Basicamente, para não consumir toxinas externas, é preciso estar em plena atenção. 

    Vou dar um exemplo de um filme de terror ou suspense:

    Você pode assistir um filme de terror/suspense e achar divertido, se assustar e ter um pouco de medo na hora. 

    Porém, por mais que um filme desse gênero não seja uma toxina como a raiva ou algo negativo que alguém falou para você, o filme gera medo. Naquele momento você pode pensar que é apenas um filme, que o medo não irá paralisar, porque você sabe que é apenas um filme. Entretanto, a sua mente não sabe exatamente o que é aquilo, se é verdade ou mentira.

    É por isso que, se você imaginar uma situação desagradável, você já ficará nervoso, angustiado, e o corpo vai responder. Um simples pensamento gerou tudo isso. Um filme de terror ou suspense é a mesma coisa. Também se encaixa aqui os filmes de guerra, onde aparecem muitas mortes. Todos esses filmes podem perturbar sua mente, talvez não diretamente, mas eles vão entrar na sua mente.

    Depois de um tempo você se percebe cheio de medos, com pânico, agitado, angustiado, e você não sabe o porquê. Isso está acontecendo porque você está deixando entrar coisas na sua mente que você não acha que são toxinas, mas na verdade são. Sua mente não vai entender a situação como um filme ou uma mentira, ela vai viver aquilo que você está percebendo naquele momento que você está assistindo.

    Então é importante que nós tenhamos a consciência e pratiquemos meditação.

    Como aplicar esse ensinamento no dia a dia

    Ok, mas como trazer esse ensinamento para a prática? Eu gosto de trazer tudo para a prática, porque não adianta nada ler e não saber como aplicar no dia a dia. 

    Para aplicar esse ensinamento você deve praticar meditação. Não há outra forma ou caminho que vá te levar a desenvolver plena atenção no momento presente e conectar seu corpo e sua mente através da respiração. Isso vai fazer você ter consciência de tudo o que está entrando na sua mente.

    Através da prática da plena atenção você poderá filtrar o que entra na mente e não será mais carregado ou arrastado por negatividades ou coisas externas, e poderá entrar em contato com o mundo, com a vida e com as experiências. Não irá mais se afetar com a negatividade externa.

    Aspiro que isso que eu falei te ajude de alguma forma e que você coloque em prática esse ensinamento.

    Um grande abraço, até a próxima!